sábado, 1 de novembro de 2008

Semana Haggai (2)


Pensei que ia poder postar na semana que passei no Haggai onde estive fazendo
o Workshop de Docentes, Mas que nada, foi muita coisa boa acontecendo e uma pressão grande para poder dar uma aula em 5 minutos e ser avaliado pelos colegas e pela banca do Haggai
Entre mortos e feridos salvaram-se todos
Uma correção, a arte acima foi feita pelo docente Elson Cormak

sábado, 25 de outubro de 2008

Semana Haggai


Esta semana estarei em Campinas fazendo o Workshop de docentes do instituto Haggai do Brasil
Na semana falo mais, estou cansado e com sono, sai de Fortaleza as 04:00h

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

É uma pista falsa

É uma pista falsa, naturalmente, que Deus esteja ausente no momento da transgressão. A trama coloca Deus longe, para que saibamos que em termos dramáticos está perto – quer dizer, é do seu personagem que está sendo falado. Deus tem esse álibi formidável, não estava presente no momento em que tudo foi colocado a perder, mas num sentido muito profundo a função da narrativa é colocar de forma formidável esse álibi em dúvida.

Pela mesma razão, quando acusações forem trocadas daqui a alguns parágrafos, nenhum personagem estará geometricamente mais longe da culpa do que Deus. Para chegar-se da transgressão até Deus será preciso passar da sedução à serpente, da serpente a Eva, de Eva a Adão (aqui a culpa já começa a se dissipar) e, no estágio mais distante, de Adão até Deus.

Deus posta-se perplexo na extremidade mais isenta do drama, mas esta sua posição no palco é, literariamente falando, outra pista falsa.

Essa revelação explica em parte o enigma da serpente; fica claro que sua função mais genuína na trama é colocar uma distância maior, um estágio adicional, entre a transgressão e Deus. Esta sua função despistadora é compartilhada por Eva e, num certo sentido, por Adão.

Porque é evidente que ninguém está mais presente neste momento do que Deus. A própria narrativa não consegue gastar uma linha sem denunciá-lo. Não apenas a serpente “era o mais astuto de todos os animais do campo que o Senhor Deus havia feito”, como tudo o que a serpente tem a dizer, desde o primeiro momento, diz respeito à presença do Criador e aos possíveis furos no álibi divino. “Foi assim que Deus disse?”

E não é de estranhar que seja assim, porque esta é a história dele.

Paulo Bravo
www.baciadasalmas.com

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Cidade dos mortos



Vivem dentro dos túmulos como se fossem casas. Cavaram a terra um pouco mais fundo para ganharem espaço, ergueram paredes para construir quartos e abriram janelas para terem luz e ar. O cemitério do Cairo continua a ser o sítio onde se enterram os mortos mas é lá que vivem também mais de 800 mil pessoas. Os mais pobres dos pobres. Famílias inteiras que não têm outro lugar onde morar.
Quando é preciso enterrar um morto nos túmulos habitados, as famílias entendem-se entre si e as que lá vivem saem cerimoniosamente para dar lugar às formalidades do funeral. Ficam de parte e esperam que todo o ritual se cumpra.
Depois de chorado, rezado e enterrado, o morto fica no túmulo da família original mas
passa a pertencer também à nova família, que mais tarde há-de voltar a casa num silêncio sepulcral e deferente.
Ao fim de pouco tempo de convívio com o morto ele deixa de ser um estranho e a família retoma a sua vida e as suas rotinas sem mais embaraços. Não se preocupam em purificar o ar e, muito menos, em sacudir o pó da terra remexida. Estão habituados à proximidade entre vivos e mortos e partilham aquela espécie de mudez tumular. Falam pouco, os que habitam os túmulos. Em especial dentro de casa, nos dias de enterro. No resto são como os outros: riem e choram, gritam e pasmam, zangam-se e abraçam-se, apaixonam-se, casam-se e separam-se. Enfim vivem e morrem.
Têm medos, claro, mas também aprenderam a vencê-los e o pior pavor é não ter o que comer nem nada para dar aos filhos. O governo foi obrigado a olhar para esta realidade e passou a dar-lhes pão, água e luz. Primeiro mandou electrificar o cemitério para que os túmulos não ficassem às escuras. Depois, vendo que a população aumentava da noite para o dia, levou-lhes água até uma fonte e começou a pagar quase todo o pão. Com o passar dos anos construiu uma escola e mais um hospital e agora o cemitério é uma verdadeira cidade. A lendária Cidade dos Mortos, com alamedas de terra escura onde crescem tamareiras altas e brincam crianças descalças, onde se cruzam homens e mulheres muito cansados e onde os rapazes e as raparigas apaixonados andam de mãos dadas.
filado do http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/37164.html

O Pedro do Borel vai morar lá, Vamos Orar e que Deus abençoe

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Fotos ll

Cariri


Ultima viagem a Juazeiro, gosto de tirar fotos e estou treinando

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Procura-se

Justiça dos EUA arquiva processo contra Deus por não saber endereço de réu
Como não foi possível notificar o Criador, juiz decidiu encerrar processo.
Senador alega que Deus é onisciente e deve ser julgado por 'crimes'.

A Justiça de Nebraska, nos Estados Unidos, decidiu arquivar nesta quarta-feira o processo que um senador movia contra Deus. O juiz Marlon Polk, da corte distrital do condado de Douglas, disse que como o senador Ernie Chambers não informou no processo o endereço do réu, a Justiça não teria como notificar Deus.

No processo, Chambers acusa Deus de gerar medo e de ser responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo. Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”.

Chambers comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores. Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes.

"Como a corte não tem condições de notificar Deus, é preciso arquivar o processo", afirmou o juiz Marlon Polk em sua decisão.

Apesar de significar inicialmente uma "derrota", o senador encarou positivamente a decisão. "A corte reconheceu, desta forma, a existência de Deus", afirmou. "Desta forma, uma das conseqüências de reconhecer Deus é admitir sua onisciência. E, se Deus sabe tudo, Deus foi automaticamente notificado deste processo", completou.

Chambers tem agora 30 dias para decidir se vai ou não recorrer do arquivamento

Do G1, com informações da Associated Press
fonte;globo.com

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Feiúra americana

Eu quis vender. Você foi contra."
"Eu também quis vender."

"Você queria US$ 4 milhões. O corretor disse que valia US$ 3 e meio. Pagamos menos de US$ 300 mil. O mercado estava louco. A gente deveria ter vendido até por três e hoje estaríamos vivendo de renda."

As paredes da casa velha são grossas, mas você ouve a briga do casal vizinho no quintal e, depois, no quarto.

Milhões de casais americanos, como meus vizinhos, esta noite brigam por causa de dinheiro, dívidas, extravagâncias, a compra ou a venda da casa. Quem não tem culpa no cartório?

A primeira vez que fui a Londres, em 69, fiquei impressionado com a vida espartana dos ingleses. Meu colega da BBC, de quase 30 anos, dividia um apartamento de dois quartos e um banheiro com outros três jornalistas.

Aos 25 anos, meu padrão de jornalista do terceiro mundo - ainda não nos chamavam de emergentes - era mais alto em Nova York. Meu salário baixo me dava acesso a crédito. Tinha crédito e devia os tubos. Dinheiro de plástico era muito mais caro na Inglaterra.

A recessão dos 70 e a falência de Nova York renderam amarguras e oportunidades. Se não devesse tanto poderia ter comprado um apartamento de dois quartos, de luxo, ao lado da casa do prefeito por preço de terceiro mundo. Isto foi em 75. Em 90, fui entrevistar uma cantora que tinha comprado o apartamento. Valia 15 vezes mais.

Aprendemos a lição? Não. Nos 80, os masters of the universe promoviam a ganância, vendiam lixo - junk bonds - e gastavam US$ 5 milhões numa festa. Nos 90 entramos na bolha da internet. Pufffff. Na virada do século entramos na bolha imobiliária. Puffff.

A riqueza americana hoje tem muito mais papel do que produção.

Nos garantem que esta crise é pior do que a recessão dos 70 e que a queda da bolsa de 87 foi fichinha comparada com a atual. Tomara que seja verdade. Tomara que não seja. Minha atitude muda de hora em hora.

Por que os americanos não aprendem a viver como o resto do mundo? Por que uma casa comprada há 20 anos por menos de US$ 300 mil vale - ou valia - há poucos meses US$ 3 milhões e meio?

Estamos grudados na televisão para os debates políticos. Devemos trilhões. O senador McCain nos promete que vai pagar as hipotecas podres. O senador Obama promete que vai reduzir impostos para 95% dos contribuintes e dar seguro de saúde para 46 milhões de americanos.

E os Estados Unidos vão ser como antes? Não, melhor. A bolsa caiu seis dias seguidos.

No pânico financeiro de 1907, JP Morgan jogou os milhões dele na praça e acalmou o país. Agora é a vez do homem mais rico do mundo, Warren Buffet, tentar salvar o capitalismo. Injeta bilhões no mercado em baixa. E o mercado despenca.

O secretário do Tesouro esparrama dinheiro. US$ 85 bilhões para a AIG, uma das maiores seguradoras do mundo. Os executivos da empresa e seus vendedores pegam a grana, se reúnem num spa e gastam US$ 400 mil num fim-de-semana.

Deputados mostram as contas das massagens e manicures. Os americanos espumam de raiva. A história não foi bem assim, mas não há explicação perdoável. Todos nos sentimos lesados e revoltados. Forca é pouco para os CEOs e presidentes dos bancos de investimentos. Queremos esganá-los.

Nos canais econômicos, 24 horas de prejuízos por dia, o debate é sobre estatização de bancos. Modelo sueco dos 90 ou inglês?

Pela primeira vez em não sei quantos anos - de 10 a 25 - nos informam os analistas econômicos, os americanos pararam de consumir.

Uma tragédia para a economia, dizem uns. É a salvação, dizem outros.

São quase duas da manhã e o casal do lado está em ação na cama: "Eu quis vender!".
Lucas Mendes
De Nova York para a BBC Brasil

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vale tudo, Vale o que vier......

Só Eu posso



Falando de modo simples, religião, política e economia são ferramentas terríveis que muitos usam para sustentar suas ilusões de segurança e controle. As pessoas têm medo da incerteza, do futuro. Essas instituições,essas estruturas e ideologias são um esforço inútil de criar algum sentimento e segurança onde nada disso existe. É tudo falso! Os sistemas não podem oferecer segurança, só Eu posso.

A Cabana de Willian P.Young pg. 166 - Ed. sextante

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Somente um olho para ver o caminho.....

Religioso quer que mulheres mostrem só um olho

Um influente clérigo saudita lançou um decreto religioso (fatwa) dizendo que as mulheres que cobrem suas faces com um véu devem deixar apenas um olho descoberto.
O xeque Mohamed Al Habdan fez a afirmação durante um programa de TV por satélite da emissora Al Maid, que transmite para vários países do mundo árabe e já foi plataforma para o lançamento de outras fatwas.

"Quando Ibn Abbas (um conhecido estudioso do islamismo) lia uma passagem do Alcorão (o livro sagrado dos muçulmanos) que mencionava o véu, ele cobriu sua face e um olho, mostrando apenas um pouco do outro olho e disse: este é o véu que cobre o rosto, apenas o suficiente para ver o caminho", disse ele.

Ele disse que as mulheres muçulmanas que usam o niqab, ou véu que cobre o rosto, ajustem a indumentária para que ela passe a cobrir um dos olhos. Segundo ele, mostrar os dois seria "islamicamente incorreto", por não ser recatado o suficiente.

O niqab é bastante comum em vários países do Golfo e vem se tornando cada vez mais popular em países tradicionalmente mais liberais como o Egito.

Outras polêmicas

Al Habdan já emitiu outras fatwas polêmicas, como a que proibia mulheres de saírem de casa sem a companhia de um mehrem, que é um guardião homem que seja proibido de casar legalmente com ela, como o pai, filho ou um irmão.

Outros decretos controversos já foram emitidos no canal de TV Al Maid. O importante clérigo Saleh El-Lheidan condenou aqueles que assistem aos Jogos Olímpicos e novelas turcas.

"Nada deixa o demônio mais contente do que assistir essas atletas mulheres competindo em trajes apertados", disse ele. Para Lheidan, o problema das novelas turcas, um fenômeno atual de audiência no mundo árabe, seriam as cenas ambientadas nos quartos, algo proibido segundo o religioso.

Lheidan chegou a autorizar o assassinato de donos de emissoras que transmitem programas considerados anti-islâmicos, mas voltou atrás e disse que a sentença de morte deveria ser aprovada antes por um tribunal islâmico.

Outra fatwa incomum emitida recentemente foi a que classificou o personagem Mickey Mouse como um "agente de satã". O xeque saudita Muhamed Munajid disse que, "tanto o rato doméstico como seu equivalente na ficção devem ser mortos".

Rodrigo Durão Coelho

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Igreja de Ribeirão Preto vai aceitar dízimo pago em cartão de crédito

As filas cada vez maiores na secretaria de atendimento da Catedral Metropolitana de São Sebastião, no centro de Ribeirão Preto (SP), motivaram a reforma modernizatória: transferir a secretaria para uma sala maior, com ar condicionado, banco de espera (com direito a revistas), máquina de café, senha eletrônica e duas máquinas de cartão - Visa e Mastercard - para melhor atender à clientela exigente.

"As pessoas que vinham aqui agendar casamento ou batizado perguntavam cada vez mais se podiam pagar com o cartão. Hoje em dia é díficil as pessoas andarem com dinheiro no bolso", conta Francisco Jaber Zanardo Moussa, o Padre Chico, responsável pela paróquia. Outra vantagem do cartão, ele explica, é diminuir o dinheiro físico dentro dos cofres da igreja, onde furtos já foram registrados.
As máquinas também serão utilizadas para o pagamento do dízimo - prática já existente em algumas igrejas evangélicas, como a Universal e a Renascer em Cristo. Mas a modernização tem seus limites. Padre Chico frisa que o espaço de utilização será restrito à secretaria; por conseqüência, a máquina não vai substutuir a tradicional cestinha de contribuição passada durante as cerimônias: "A missa tem um sentido eucarístico, cerimonial, não posso colocar uma máquina lá no meio", diz.

A nova sala de atendimento receberá a benção inaugural nesse domingo e começará a funcionar na segunda-feira. Na antiga secretaria, será instalada uma lojinha de artigos religiosos, conta o padre empreendedor.

Na nova secretaria, haverá três guichês (a antiga tinha só dois): um para informações e atendimento de rotina, outro para sacramentos (batizado, primeira eucaristia, crisma, casamento) e um terceiro, onde ficará um padre, voltado para atividades exclusivas como bênção de imagens e terços, dúvidas específicas, entre outros assuntos.

O fim da peste
O padre calcula que o movimento da paróquia, que motivou toda a mudança, começou a crescer de um ano para cá, depois que bandos de pombas foram espantados da praça onde fica a catedral, no centro da cidade. "Antes a igreja era muito suja, havia uma população de mais ou menos 30 mil pombos por aqui", afirma.

Padre Chico conta, orgulhoso, que foi o responsável pelo fim da peste e o retorno dos fiéis. Decidido a dar um fim nas aves, se inspirou em Sertãozinho (SP), onde foi usado um repelente à base de extrato de uva para espantar as pombas.

O Ibama, no entanto, não deixou que a experiência se repetisse em Ribeirão Preto. O padre recorreu, então, às lembranças da infância na roça, quando a família usava bombinhas de festa junina para espantar as rolinhas das plantações. "Pensei: se bombinha espanta rolinha, então foguete vai espantar pomba, que é maior".

O padre conta que as pombas usavam a praça como dormitório e chegavam ao local por volta das 18h. "Todo dia às 18h, eu soltava um rojão e elas fugiam. Por volta das 19h, elas voltavam e eu soltava outro", conta. A saga durou seis meses. "Hoje não tem mais nenhum pombo na praça", comemora.

De lá para cá, o movimento da catedral triplicou. "Antes eu comprava de 1.800 a 2.000 hóstias por fim de semana, hoje compro de 3.500 a 4.000".
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Aritmética da crise na America

EM 1994 , nos EUA, os juros dos empréstimos bancários eram baixos. Em Nova York, os Jones, um casal de professores, decidiram comprar um apartamento que valia US$ 300 mil. Graças a uma herança, eles dispunham de um aporte inicial de US$ 100 mil e conseguiram um empréstimo hipotecário de US$ 200 mil a juros fixos; a mensalidade, que pagariam por 30 anos, era compatível com seus salários.

Em 1996, o apartamento dos Jones, comprado por US$ 300 mil, já estava valendo US$ 450 mil, e os bancos competiam para refinanciá-lo. Os Jones contrataram novo empréstimo hipotecário de US$ 350 mil; com isso, pagaram o saldo da hipoteca anterior (quase US$ 200 mil) e ficaram com US$ 150 mil líquidos, para eles.A bolsa não parava de subir, e os Jones investiram seus 150 mil (sobre os quais pagavam juros de 6%) em fundos de ações (com retorno médio de 16% ao ano). Nada mal.

Dois anos mais tarde, o apartamento valia US$ 600 mil. Os Jones pediram a seu banco uma linha de crédito garantida por uma segunda hipoteca sobre o imóvel: mais US$ 150 mil, que eles investiram nos mesmos fundos de ações.

Nessa altura, além do apartamento (que valia 600 mil, mas com duas hipotecas, de 350 e 150 mil), os Jones possuíam um capital investido de US$ 300 mil. Sucesso, hein?

Preocupados em não perder o trem da alegria, convencidos de que não há bem-estar sem crescimento contínuo e entusiastas da internet, os Jones venderam seus fundos e passaram a negociar ações diretamente numa corretora on-line, com bons resultados: naqueles anos, era difícil errar. Preferiam as ações de empresas das novas tecnologias, que prometiam lucros rápidos. Seus investimentos serviam como garantia para eles alavancarem dinheiro para mais investimentos, o que multiplicava o retorno (e também os riscos, mas os Jones se sentiam confiantes: só conheciam céus azuis -longo período de juros baixos, aumento vertiginoso do preço dos imóveis e subida contínua das bolsas).

Em março de 2000, no desastre das ações de tecnologia, alavancados além da conta, os Jones tiveram que vender na pior baixa. Perderam metade de seu capital. Mas, nesta altura, seu imóvel valia US$ 800 mil; eles ampliaram a linha de crédito e voltaram para a bolsa com toda força.

No 11 de Setembro de 2001, novo desastre. Os Jones ficaram com quase nada. Sobrava-lhes seu imóvel. Problema: entre 2000 e 2001, pela queda nas bolsas, US$ 4 trilhões sumiram das contas dos americanos; o preço dos imóveis estava fadado a baixar. No fim de 2007, o apartamento dos Jones, hipotecado por US$ 500 mil, valia US$ 450 mil. Entregar a casa para o banco credor se tornava um bom negócio. Essa é a história de uma hipoteca de primeira linha. A das hipotecas de segunda linha ("subprime") é mais simples.

Nos anos 90, os Smiths não tinham renda para pagar as mensalidades de um empréstimo. Para que os menos solventes aproveitassem a "festa" imobiliária, os bancos inventaram um tipo de empréstimo com juros bem altos, mas que seriam cobrados só a partir do terceiro ano. Ou seja, antes de dois anos, os Smiths venderiam seu imóvel (cujo valor teria aumentado de, digamos, 30%), reembolsariam o empréstimo do banco e ficariam com o tal 30%, um pequeno patrimônio. Tudo certo -à condição que o preço dos imóveis não parasse de subir.

Durante esse tempo, os bancos, assim como seus clientes, também apostaram no eterno "boom" dos imóveis e transformaram os débitos hipotecários dos Jones e dos Smiths em títulos negociáveis, lastro para alavancar mais dinheiro etc.

O que foi? Cobiça dos Jones e dos Smiths? Ganância de executivos preocupados só com seu bônus de Natal? Uma grande jornalista americana, Barbara Ehrenreich, no "New York Times" de 23 de setembro, aponta para um responsável menos óbvio: o pensamento positivo, triunfante na cultura americana das últimas décadas.

Para Ehrenreich, o problema é que, há anos, "tropas de pastores de superigrejas e um fluxo infinito de best-sellers de auto-ajuda" juram que, para conseguir o que a gente quer, é suficiente "acreditar firme": deseje ardentemente o objeto de sua ambição, e eis que o mundo e Deus responderão a seu pedido.

As estantes das livrarias de aeroporto mandam cada viajante (sobretudo se for um executivo) ser loucamente otimista e confiante. Em seus sites, os conferencistas motivacionais ainda listam orgulhosamente, entre seus clientes importantes, Lehman Brothers e Merril Lynch...

Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo.
colaboração: Judith Almeida e Gedeon Alencar
Via http://pavablog.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Cabana



A cabana livro de Willian P. Young que foi publicado por uma editora desconhecida
Do meio literário americano e que acabou em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York
Esta semana esta em primeiro lugar na Veja, Soube do livro pela revista Ultimato e logo veio a curiosidade
Sabe daqueles livros que você começa e não quer lagar? Pois bem A Cabana e assim
Não deixe de ler

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

As sete maravilhas do mundo.

Um grupo de estudantes de geografia estudava as sete maravilhas do mundo.
No final da aula, aos estudantes foi pedido para fazerem uma lista do que
eles pensavam que fossem consideradas as novas sete maravilhas do mundo.
Embora houvesse algum desacordo começaram os votos:

1. A Grande Muralha - China
2. Cristo Redentor - Brasil
3. Petra - Jordânia
4. Taj Mahal - Índia
5. Coliseu de Roma - Itália
6. Chichén Itzá - México
7. Machu Pichu - Peru

Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A
menina, não tinha virado sua folha ainda.
O professor então perguntou à menina se tinha problemas com sua lista.
A menina quieta respondeu:
"- Sim, um pouco, eu não consigo fazer a lista, porque são muitas
maravilhas."
O professor disse:
"- Bem, diga-nos que o que você tem, e talvez nós possamos ajudá-la."

A menina hesitou, então leu:
"- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:

1. tocar
2. sentir sabor
3. ver
4. ouvir

Hesitou um pouco e então...

5. sentir
6. rir
7. e amar

A sala então ficou completamente em silêncio.

Que você possa se lembrar hoje, daquelas coisas que são verdadeiramente
maravilhosas.

"Faça tudo de bom que você puder para todas as pessoas que você puder,
quando você puder."

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Gibis cristãos. Por que não?

Claude Bornél

O que muita gente não sabe (inclusive quem curte HQ) é que também existem gibis criados com objetivos que extrapolam o mero entrenenimento
Existem quadrinhos dos mais variados gêneros e estilos. Heróis, ficção científica, terror, aventura... Mas o que muita gente não sabe (inclusive quem curte HQ) é que também existem gibis criados com objetivos que extrapolam o mero entrenenimento. Por exemplo, ajudar a difundir a palavra de Deus. Sim, quadrinhos cristãos. E por que não?

Muitos desses títulos apresentam qualidade de desenho e de conteúdo que nada deixam a dever às boas histórias dos Marvels e DCs. Se diferenciam, portanto, não pela forma e sim pelo conteúdo. Em vez de batalhas para lá de espetaculosas entre mocinhos e bandidos, tramas que procuram evidenciar a diferença que Jesus faz na vida das pessoas.

Comparados às HQs de apelo mais comercial, o gênero cristão fica para trás apenas no quesito distribuição. Daí porque não chegam a ser tão conhecidos. Mesmo nos Estados Unidos, país de base religiosa cristã e um do berço dos quadrinhos. Em livrarias conceituadas como Barnes & Noble, ou mesmo em lojas especializadas, chega a ser raro encontrar.

O melhor lugar para achar tais títulos são as lojas de artigos cristãos. Ali é fácil encontrar graphic novels, mangás ou simples HQs com referências bíblicas ou personagens seguem os passos de Cristo. Estão ao lado de CD's, camisetas, livros, DVD's e, claro, de Bíblias. Mas o curioso é que, mesmo nessas lojas, nem sempre os gibis cristãos tinham tanto espaço nas prateleiras.

"Desde o ano passado estamos vendo o crescimento das graphic novels aqui na Wits End. Porque tem figuras é mais fácil de ler e é mais divertido, especialmente para homens", afirma Dave Lawler (ou apenas Coach Dave), gerente da livraria cristã Wits End, da Igreja Grace Fellowship, em West Palm Beach, Flórida.

Em outras lojas cristãs o depoimento é basicamente o mesmo, sinalizando que o avanço dos gibis cristãos nos EUA é um fenômero recente. Contudo, não significa que o gênero já não estivesse disponível no mercado há bem mais tempo.

Que o diga o escritor norte-americano Buzz Dixon, fundador da produtora de quadrinhos cristãos Realbuzz Studios (http://www.realbuzzstudios.com/). Com uma notável carreira no ramo do entretenimento - tem no currículo episódios escritos para inúmeros desenhos animados como "Batman", "Transformers", "Caverna do Dragão" e "Comandos em Ação" -, o autor criou sua primeira graphic novel cristã, "Serenity", em 2000, como um projeto para a Stan Lee Media.

À época, Buzz era o vice-presidente de Criação da empresa do grande responsável pelo surgimento do universo Marvel. Quando alguém sugeriu produzir um gibi cristão, o próprio Stan Lee pediu a Buzz que desenvolvesse alguns conceitos.

"Minhas primeiras pesquisas indicavam que o mercado literário cristão estava desconfiado quanto às histórias de super-heróis. Naquele tempo os gibis eram exclusivamente dirigidos a adolescentes do sexo masculino, mas a série "Sailor Moon" estava começando a atrair as adolescentes, tanto para o anime quanto o mangá. Uma vez que não havia gibis para meninas, exceto pela série "Archie", desenvolvi "Serenity" como uma novela adolescente em quadrinhos no estilo mangá", explica.

Segundo Buzz, o projeto deixou de ser aprovado por Stan Lee por não ser uma história de super-herói. "Uma vez que Stan fez sua fama e fortuna com super-heróis, quem pode culpá-lo?", comenta.

Então, com a permissão da lenda dos gibis, Buzz pegou "Serenity" para si e começou a correr atrás de uma editora para publicar o trabalho. O que só acabou se concretizando em 2005, através da editora cristã Barbour Publishing.

O gibi conta a saga de Serenity Harper, uma estudante do segundo grau cuja personalidade é tudo menos algo que se possa chamar de serenidade, ao contrário do que seu nome inicialmente sugere. Recém chegada a James A. Madison High School, ela fala muito palavrão, não ter qualquer noção de respeito e é agressiva com todos que se aproximam. Especialmente com o jovens do Grupo de Oração que tentam enturmá-la na escola.

Aos poucos vai ficando claro que os problemas de Serenity são o reflexo da vida desestruturada que tem em casa, cuja mãe não dá qualquer chance de confiança na filha. A Bad Girl comete os piores atos e chega ao fundo do poço, quando então surge a chance de mostrar a ela o poder do perdão que vem de Jesus.

Depois do primeiro "Serenity" vieram outros títulos como os volumes seguintes da série e o ótimo "Goofyfoot Gurl", um gibi cheio de gírias de surf e que conta com desenhos fabulosos e uma narrativa que pouco se vê por aí. Mesmo em gibis mais comerciais. Bem, mas nada que tenha evitado Buzz de tomar a recente decisão de fechar sua empresa.

"Eu gosto de pensar que a Realbuzz Studios é parcialmente responsável pelo corrente crescimento dos quadrinhos cristãos, muito embora eles já existissem há muitos anos", acrescenta Buzz, que pretende continuar no ramo de gibis cristãos.

Uma heroína que ora

A editora Zondervan também traz sua parcela de contribuição para o segmento, com um catálogo bem variado que inclui heróis bíblicos, moscas viajantes do tempo, super-heróis modernos e até mesmo histórias extraídas da Bíblia. Todos os títulos no formato mangá, disponibilizados através da Divisão de Produtos Infantis da empresa, sob a chancela Z-Graphic Novels (http://www.zondervan.com/Cultures/en-US/Search/Search.htm?SC=%22Z+Graphic+Novels%22&LN=eng&PT=%22Kidz%22&AX=12&AN=0&QueryStringSite=Zondervan).

"O mangá japonês explodiu em popularidade nos Estados Unidos, fazendo o mercado triplicar nos últimos três anos (leia mais em http://www.opovo.com.br/colunas/sequencial/749288.html). Em 2005, as vendas superaram US$ 250 milhões e em 2006 continuou crescendo", afirma Alicia Mey, vice-presidente de Marketing da Zonderkidz, acrescentando que a popularidade do mangá mostra que quadrinhos não são apenas para meninos ou jovens do sexo masculino, uma vez os mangás contam com 60% de leitoras.

"Infelizmente, o corrente sucesso expõe os leitores a um forte imaginário sexual, violência gratuita e uma visão de mundo pagã. Como uma alternativa saudável, a Zonderkidz conta com seis novas séries de mangás nas quais procuramos mostrar a verdade da Bíblia através de histórias excitantes e arte impactante", completa.

Um dos mais recentes títulos da editora é "Tomo", cuja principal característica é mostrar a diferença que Jesus faz na vida das pessoas. O mangá conta a história de Hana, uma pré-adolescente japonesa que perdeu a mãe e veio morar com o avô, Jou Otousan, nos EUA, onde descobre ser a escolhida para empunhar a Espada do Espírito e defender o reino de Argon Falls, que fica em uma dimensão paralela.

Embora o teor místico da trama sugira algo que contradiga a doutrina cristã, basta ver a relação entre avô e neta para desfazer qualquer confusão. Uma das primeiras coisas que Jou Otousan faz é levar Hana à Igreja e apresentá-la ao pastor James. O avô também a ensina a orar e a pedir a ajuda de Jesus quando tem problemas. Para um leitor com o olhar acostumado as batalhas entre heróis e vilões, trata-se de uma visão, no mínimo, inusitada.

O texto é cheio de ensinamentos sobre como amar aqueles que nos fazem mal e esperar com paciência no Senhor. Em dado momento da série, Hana é suspensa da escola, acusada de colar numa prova. Mas em vez de cair em desespero para mostrar que é inocente, Hana confia no plano que Deus tem para ela. E é tudo que ela precisa para conquistar vitórias aparentemente impossíveis - porque, para Deus, nada é impossível.

O efeito Ted Dekker

O público alvo das HQs cristãs é muitas vezes definido como tween-to-teen - algo como dos 10 aos 12 anos, equivalente ao termo brasileiro "pré-adolescente". Mas quem pensa que tais títulos ficam restritos a essa faixa etaria se engana completamente. Uma grande prova disso são as adaptações para quadrinhos da obra do escritor norte-americano Ted Dekker.

Filho de missionários, o autor foi criado perto das florestas da Indonésia e estudou Religião e Filosofia nos EUA. Chegou a trabalhar como diretor de marketing de uma empresa, mas desde 1997 se dedica exclusivamente à literatura. Já vendeu mais de dois milhões de livros e alguns deles já estiveram na lista de mais vendidos do New York Times.

É o caso de "Three", classificado como um suspense psicológico cristão e que foi adaptado para o cinema. No Brasil, ganhou o nome de "3 Desculpas para Matar".

Outra obra do autor, "House", também virou filme, o recente "Jogos de Um Psicopata". Outros livros do autor ganharam versões para os quadrinhos, contribuindo para elevar sensivelmente a faixa etária dos leitores de gibis cristãos.

"Estudantes de primeiro e segundo grau compram títulos como "Tomo", mas graphic novels como "Black" são lidos mesmo por adultos", comenta com entusiasmo Coach Dave, da livraria Wits End.

"Black" é o primeiro dos três livros da série "The Circle Trilogy", continuada por "Red" e "White". Conta a história de Thomas Hunter, um homem preso em dois mundos sem saber qual deles é o sonho e qual é a realidade. Por trás da resposta, uma saga épica em que a fé em Deus é o que faz a diferença.

Uma curiosidade da trilogia é a empresa responsável pela arte e pelas cores: a brasileira Big Jack Studios, localizada em Belo Horizonte (http://www.bigjack.com.br/). A Big Jack Studios tem clientes no Brasil, Estados Unidos, Canadá e Portugal, entre os quais Marvel, Dark Horse e Dynamite Entertainment, apenas para citar alguns dos clientes ligados à área de quadrinhos. Para "The Circle Trilogy", o trabalho foi feito para a editora Circle Media. Um ótimo preview da série pode ser visto no site http://www.thecircletrilogy.com, com direito a vários recursos de animação bem interessantes de se explorar.

Mais perto de Jesus

Uma vez que a oferta de quadrinhos cristãos está em crescimento, servindo de alternativa aos gibis tradicionais com teor mais violento, a pergunta que fica no ar é: como tais publicações ajudam as pessoas a se aproximarem mais de Jesus?

"Eu devo esperar que sim!", afirma Buzz Dixon, explicando que costuma dizer às pessoas que "Serenity", e os demais títulos da Realbuzz, são ferramentas para reafirmar valores e não ferramentas evangélicas.

"Enquanto eu, obviamente, ficaria encantado se um dos meus mangás ajudassem alguém a se converter a Cristo, meu real propósito é mostrar, em forma de entretenimento, como viver uma vida cristã diante das tentações de se buscar soluções fáceis. Isso significa colocar os personagens em situações da vida real e vê-los descobrir seus próprios caminhos aplicando os princípios cristãos. Eu me esforço para ser entretenimento, não um moralista", acrescenta.

Para Coach Dave, os quadrinhos cristãos funcionam como mais um meio para passar a mensagem de Jesus, ao mesmo tempo que funciona como a única forma. "Existem algumas pessoas que vêem somente esse tipo de material sobre Cristo. Cada vez menos pessoas lêem nos dias de hoje", comenta, pesaroso.

Alicia Mey observa que cada um dos mangás da Z-Graphic Novels apresenta histórias com uma perspectiva cristã baseada em valores bíblicos. Desta forma, todo e qualquer leitor (cristão ou não-cristão) que tiver acesso a um desses mangás, terá a chance de ver a diferença que Deus pode fazer.

"Todos os títulos da Z-Graphic Novels são revisados por pessoas formalmente treinadas em Teologia, para assegurar que o conteúdo de cada livro contenha elementos cristãos do mais alto padrão", conclui.

fonte: www.opovo.com.br

Escape de Sofia =)



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Satanistas devoram quatro adolescentes na Rússia


Parece filme de suspense com boas doses de terror. Mas aconteceu na vida real. Um ritual bizarro acabou matando quatro adolescentes na Rússia. Os satanistas começaram o trabalho esfaqueando os corpos dos jovens. Cada um deles recebeu 666 golpes - não poderia ser outro número, né? As vítimas foram embriagadas antes de sofrerem as facadas. Não satisfeitos, os satanistas comeram partes dos corpos dos adolescentes, com idade entre 16 e 17 anos. O caso ocorreu na cidade de Yaroslavl, a cerca de 495 quilômetros de Moscou, segundo informações da imprensa russa.


Pedaços dos corpos foram achados em um terreno abandonado, ao redor de uma cruz fincada de cabeça para baixo, uma marca dos cultos macabros.


Segundo a polícia, os corpos foram cozinhados (para o leitor engraçadinho, cozido e cozinhado são sinônimos) antes de serem devorados pelo grupo de criminosos.


A polícia prendeu oito suspeitos de pertencerem à seita. Um deles contou que, em outra operação satanista, violou o túmulo de uma criança recém-enterrada e comeu o coração dela. Arrrghhhh...


Um outro preso contou não temer pelo seu futuro:


"Satã vai me ajudar a sair dessa. Eu fiz muitos sacrifícios para ele."


Um terceiro disse que se cansou de pedir a Deus para ser rico e que, depois de ter começado a adorar o Diabo, a vida melhorou. O líder do grupo foi identificado como Nikolai Ogolobyak.

A Rússia tem sido recentemente cenário de vários crimes envolvendo satanismo, mas a violência desse grupo anticristo chocou até mesmo a polícia.

filado do http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/

Brasil é o maior fabricante de Bíblias do mundo



Reportagem da France Presse

Mui amigo =(

Por pouco !!!



via http://igrejaemergente.com.br/

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O fim do capitalismo

Bem que meus amigos me avisaram. E tem tempo. Há mais de 50 anos, nos bares da avenida Atlântica - principalmente no Alcazar -, eles ficavam discutindo, e tentando me explicar as contradições do capitalismo e porque seu inevitável fim era uma questão de uns poucos anos. E tome Marx, Engels e Lênin.

Tomávamos. Eu, na verdade, tomava mais chopinho, embora fizesse uma cara inteligente e concordasse com tudo que diziam. Onde estão agora, para me gozar, o Marat, o Francis, o Sérgio “Elemento”? Passaram destas contradições em que vivemos para aquelas que eles garantiam não existir.

Abro os jornais, ouço o rádio, veja a televisão e lá está, como se na mesa do Alcazar, o aviso fatídico tornado realidade: o capitalismo acabou. Alguns bancos faliram, alguns milhares de pessoas ficaram desempregadas, outras tantas entraram pelo cano com suas economias e todo o resto das más notícias que rolam por aí, mundo afora, como rolavam os cartõezinhos de chope que se acumulavam em nossa mesa.

Bancos fechando, bares faturando.

Todo banqueiro tem uma história triste para contar. Todo investidor também. Corretores de ações que não acabam mais. Os economistas fazem uma cara esperta de quem não só viu mas ainda por cima deglutiu um passarinho verde. “Viu? Eu não disse? Agora me permitam explicar o que está acontecendo…” E toca a mesma canção se acompanhando na mesma viola.

Os chineses, se tivessem senso de humor, achariam uma graça imensa nessa história toda. Os chineses, no entanto, não têm tempo para achar graça em nada. Estão ocupados fazendo ou produzindo coisas. Dinheiro? Uma consequência não de todo desprezível. Ou agradável? Só os chineses sabem. No equivalente a seus vastos Alcazares.

A esquerda pede a palavra


Interessante saber o que a esquerda pensa. Neste momento. Semana que vem é mais complicado. Garanto que é papo que eu já ouvi, em contraditórias versões, no meu velho Alcazar, com meus velhos bons amigos.


Olhem só, ouçam só um velho conhecido nosso. O Daniel Cohn-Bendit, vulgo Danny le Rouge quando líder estudantil na agitada Paris de 1968:


“Esta crise financeira é para o neo-liberalismo o que Chernobyl foi para o lobby nuclear. Uma catástrofe. (…) Não é o fim do capitalismo porque o capitalismo sempre foi inteligente bastante para se reformar. O capitalismo só chegará a seu fim quando não conseguir mais se reformar.”


Puro Alcazar.


Diante de nossos microfones agora, o cantor pop Jarvis Cocker:


“É muito bem ver o capitalismo entrar pelo cano. O capitalismo foi muito longe demais e…”


Ah, chega, tá bom? O distinto está expulso da mesa e do bar.


Conosco agora Salma Yaqoob, vereadora da cidade de Birmingham: “Quando o mercado era tratado como um deus, sempre nos prometeram que sobraria alguma prosperidade para nós. Sobrou apenas a cobiça.”


A senhora, ou senhorita, está convidada para se sentar e pedir o licor que quiser.


Fala, em “fanhês”, o ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone: “É triste, mas eu não acho que se trate do fim do capitalismo. Há que haver um retorno a um estado muito mais intervencionista. (…) Thatcher e Reagan desregulamentaram tudo em massa, deixando que os mercados financeiros fizessem o que bem entendessem. Um centro financeiro, como o Reino Unido, tem que depender de uma economia sólida e genuinamente produtiva.”


Taí. Gostei. Mais um chôpe, Manél! Manél era o garçom da Alcazar. Manél não tinha contradições.


O artista plástico Patrick Brill, que atende pelo nome artístico de Bob e Roberta Smith – é, assim mesmo, feito um casal de patinadores --, dá seus 7 centavos de dólar de opinião: “No mesmo dia em que o banco Lehman Brothers pediu o boné, o (“artista plástico”, com aspas minhas) Damien Hirst faturou US$ 70 milhões num leilão pessoal. Ninguém deve gozar se o capitalismo tiver chegado a seu fim. Lembremos que, por trás de cada banqueiro, há gente comum em muito mais apuros.”


Preciso me familiarizar mais com a obra dos três. Patrick, Bob e Roberta.


Deixando a câmera por uns minutos, o diretor Ken Loach ilumina e enquadra:

“Aí está mais uma prova, se necessário fosse, de que mercado não é, e nunca poderá ser, a resposta.”


Os filmes de Loach direitinho, essa frase que ele rodou.


Encerremos com um filósofo, que é para dar sustança a estas falidas linhas. Dando tratos à bola, comigo e com vocês, Michael Onfray, que nunca ninguém ouviu falar, certo?


“O fim do capitalismo? De jeito nenhum. A principal característica do capitalismo é sua maleabilidade. Ele já passou pela antiguidade, o feudalismo e a era industrial, já tendo usado a máscara do fascismo e, hoje em dia, coabita com a causa ecológica. Após estes recentes eventos, o capitalismo, como a Hidra de Lerna, adotará uma nova forma. Cortem uma de suas cabeças e outra nascerá em seu lugar. Chegamos ao fim da obsessão da sociedade com crédito e dinheiro? Em hipótese alguma.”


Salta um duplo para o Michael, ô Manél!


Enquanto isso, sabemos, muita gente, em diversos pontos do globo fatura alto. Todos, com certeza, chineses.
Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

"O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol." (Eclesiastes 1 : 9)

“Mundanidade”

“ Para mim, a atitude ‘mundana’ que creio ser nefasta não é apenas ‘voltar-se para o mundo’, nem mesmo a secularização total que se quer sem compromissos, da turma do ‘honest to God’. É ainda menos a nobre preocupação pela justiça social e pelo bom emprego da tecnologia a serviço das verdadeiras necessidades do homem em sua indigência e seu desespero. O que quero dizer por ‘mundanidade’ é o envolvimento na absurda e maciça mitologia da cultura tecnológica e em todas as invenções obsessivas de sua mente vazia. Um dos sintomas disso é precisamente a angustiada preocupação de manter-se em dia com a fictícia, sempre variável e complexa ortodoxia em matéria de gosto, política, culto, credo, teologia e que sei mais — um cultivar o jeito de redefinir, dia a dia, a própria identidade em harmonia com a autodefinição da sociedade. ‘Mundanidade’, a meu ver, é típico dessa espécie de servidão em relação ao cuidado com as aparências e a ilusão, essa agitação em torno de pensar os pensamentos certos e usar os chapéus corretos; essa vulgar e vergonhosa preocupação, não com a verdade, mas apenas com aquilo que está em voga. A meu ver, a preocupação dos cristãos em manterem-se na moda por medo de ‘perderem o mundo’ é apenas mais uma lamentável admissão de que já o perderam.”

Conjectures of a Guilty Bystander, de Thomas Merton

No Brasil: Reflexões de um espectador culpado, (Editora Vozes, Petrópolis), 1970. p. 329

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Celebridades da Internet

LÍDER NA PRÁTICA


Todos nós concordamos que esta pode ser a geração capaz de acabar com a pobreza extrema”

Disse Bono Vox ao ser eleito Personalidade do Ano pela revista norte-americana Time, em 2005, por sua defesa audaz, coerente e consistente de bandeiras humanitárias – ao lado de Bill Gates, o criador da Microsoft, e sua esposa, Melinda. Líder do grupo de rock irlandês U2 Bono é ativista dos direitos humanos, é um bom exemplo de engajamento em uma causa nobre.

Além de se tornar um símbolo na luta contra a pobreza no continente africano, Bono (cujo nome de batismo é Paul David Hewson) apoiou inúmeras causas: acordos de paz na Irlanda, ações ambientalistas do Greenpeace, a luta contra a Aids, a malária e a tuberculose, o fim da Guerra da Bósnia, o perdão da dívida dos países do Terceiro Mundo. Organizou diversos eventos para arrecadar fundos e pressionou líderes mundiais a assinarem acordos favoráveis a suas causas. Já foi, inclusive, indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Uma de suas frases mais onhecidas é: “Quando você tem 16 anos, pensa que pode mudar o mundo. E às vezes você está certo.”

Um líder eficaz oferece causas e não apenas metas. A causa é o que dá significância à vida da pessoa, é o que faz um indivíduo sentir orgulho de pertencer a uma família, um time, um grupo, uma empresa, uma comunidade. Em nome dessa razão maior, as pessoas superam as mais variadas adversidades e ficam mais dispostas a fazer sacrifícios em prol de algo em que acreditam.

Fonte:http://bloglider.globolog.com.br/

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Assembléia de Deus compra madrugada da Band


A Band fechou contrato, em sigilo, com a igreja Assembléia de Deus, informou a coluna Ooops!. A emissora negociou o horário da madrugada, das 2h às 7h, de segunda a sexta, e das 4h às 7h aos sábados e domingos.

O contrato acontece um mês depois de a Band "arrendar" o canal 21 (em UHF) por cinco anos para a Igreja Mundial do Poder de Deus.

O valor e a duração do contrato não foram divulgados, mas de acordo com a coluna do UOL ele é de cerca de quatro anos. Para comparar, o valor pago pelo pastor R.R. Soares à Band por uma hora de programação em horário nobre é de cerca de R$ 5 milhões mensais.

O contrato da Assembléia de Deus com a emissora foi fechado pelo pastor Silas Malafaia, que já apresenta um programa nas madrugadas da Band, o "Vitória em Cristo".

Malafaia já foi acusado de fazer sermões que promovem racismo e ódio aos homossexuais.

11.out.02/Ana Carolina
da Folha Online

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Arte - Ultima Ceia de Cristo com Criancas de rua



Emocionante a obra do artista plástico Joey Velasco. Uma bela forma de chamar atenção ao problema das crianças de rua e pensar quais são as nossas prioridades hoje e quais seriam as de Cristo

filado http://www.direcao.net/wordpress/

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Religião e alucinação

Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso se tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do, “me engana que eu gosto”.

Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.

Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram seus maridos agonizarem sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca ver a promessa se cumprir.

Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina - quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.

Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, os motoristas, os cozinheiros, as enfermeiras, os pedreiros, as professoras, vão ter dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.

Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.

Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentassem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos utópicos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.

Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando... Pode ser que uns poucos prestem atenção.

Soli Deo Gloria.
RicardoGondim.com.br

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Em Cima do Lance


Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher, baixinha e alagoana. Eu fiz!”

Essas palavras são da cardiologista Rosa Célia Barbosa, que dirige um dos centros médicos mais sofisticados do país, a Unidade de Cardiologia Pediátrica do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro.

Ela construiu uma trajetória excepcional. Natural de Palmeira dos Índios, Alagoas, Rosa – a quarta de uma família de 11 filhos – foi abandonada aos 7 anos de idade em um internato de Botafogo, bairro de classe média na capital carioca. Trabalhou como cozinheira, professora de jardim-de-infância, auxiliar de enfermagem e secretária até ingressar na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Depois de formada, especializou-se em cardiologia infantil no Hospital da Lagoa e, sem saber uma palavra de inglês, ganhou uma bolsa para estudar no National Heart Hospital de Londres com Jane Sommerville, a maior especialista mundial na área. Atualmente, a Dra. Rosa também dirige a Pró-Criança Cardíaca, uma organização não-governamental que atende menores carentes com distúrbios do coração e luta para construir o Hospital da Criança.

“Se eu, com essa história de vida, realizei meus sonhos, todo mundo pode realizar os seus”, disse em 2006 ao receber o Prêmio Faz Diferença. A médica tem razão: cada um de nós pode realizar seus sonhos.

Por que, então, muitas pessoas não conseguem transformar seus sonhos em realidade? Por que abandonam seus projetos mais íntimos e até desistem de sonhar?

filado do exelente blog http://bloglider.globolog.com.br/

Com Deus, Sem Deus

Não temos como avançar nessa questão [de servir a Cristo no mundo] até que abracemos radicalmente a idéia de uma existência “sem Deus” no mundo. Isto é, até que nos recusemos a abraçar qualquer ilusão de sermos capazes de agir “com Deus” no dia a dia do mundo. Essa ilusão nos desencaminha vez após outra, fazendo com que abandonemos a justificação e a graça, levando-nos a adotar uma devoção artificial e uma ética legalista, convencendo-nos a abrir mão de nossa liberdade em troca de uma espécie de servidão às avessas.

Theodor Litt, na entrada de 24 de janeiro de 1941 de seu diário, depois de uma conversa com Dietrich Bonhoeffer

A presente terra pode ser levada a sério em sua dignidade, sua glória, sua maldição.

Dietrich Bonhoeffer, em carta de 1940 a Theodor Litt

Um cristão é um bicho estranho. Quisera Deus fossemos todos bons pagãos que seguissem a lei natural – para não falar na lei de Cristo.

Martinho Lutero, citado por Theodor Litt num cartão postal a Bonhoeffer, pouco antes de Bonhoeffer ser preso pelo seu envolvimento numa conspiração contra Hitler
Paulo Bravo

filado do www.baciadasalmas.com.br

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Processos


Processos de busca de uma solução em ambientes complexos-seja a Procter& Gamble querendo acelerar a taxa de descoberta de produtos matadores, seja o COB querendo aumentar a taxa de descoberta de atletas de ponta , exigem um planejamento diferente
Não se trata tanto de planejar “para fazer”, mas planejar para “aprender enquanto vai fazendo”.Você não gerencia a chegada,gerencia a viagem.

Tudo o que compete pelo direito de existir, é assim:se existe, se se fixa como padrão e passa a existir, é por que é o que sobrou de uma multidão de “tentativas” que não deram certo. Uma orquídea, um canguru,uma barata..são produtos de um processo assim. Empresas “que duram”,também.
Na natureza, assim como no mundo das empresas, muitíssimo mais espécies desapareceram do que permaneceram. Há muito mais maneiras de morrer do que de viver.
A idéia evolucionária é poderosa.Ela define uma classe enorme de fenômenos que não se limita á biologia,vai muito além.
Fonte; Ideias e inovacão do exelente blog do Clemente Nobrega
http://www.ideiaseinovacao.globolog.com.br/

domingo, 31 de agosto de 2008

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Breve Dicionário Neoevangélico

Fé - Crer absolutamente naquilo que o pastor/apóstolo diga

Amor - Atender o chamado do líder de louvor e dizer para a pessoa ao seu lado: "Eu te amo em Cristo Jesus"

Promessa - Carro, casa, dinheiro

Evangelismo - Mandar alguém ir à igreja

Adorar - Chorar durante horas cantando algum tipo de música lenta e repetitiva

Fidelidade - Qualidade mostrada no ato de dizimar/ofertar mensalmente

Levita - Pseudo-músico que se acha superior aos demais por cantar/tocar

Perdão - Ficar fora de comunhão durante um tempo variável de acordo com o pecado

Comunhão - Não ter ninguém te acusando ou falando a seu respeito

Profeta - Expert em leitura corporal e oratória

Deus - O cara responsável por abençoar quando mandado

Espírito Santo - Ser que faz as pessoas caírem e receberem novas unções

Jesus - Um cara que fez o oposto do que deve-se fazer

Inferno - Lugar para onde os que não tem salvação irão

Diabo - O culpado por tudo de ruim que aconteça

Esperança - Ser tão rico quando os apóstolos da TV

Salvação - Alcançada indo à igreja e sendo fiel (vide fidelidade)

Unção - Algo que se recebe para se sentir superior aos outros

Abençoado - Ser cabeça e não cauda

Pecado - Infração cometida contra a igreja e variável com a cartilha

Igreja - Templo luxuoso que exige fidelidade para sua manutenção

filado http://rapensando.blogspot.com/

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Livros infantis liberais causam polêmica na Suécia


Livros infantis liberais causam polêmica na Suécia

Duas editoras de livros infantis estão provocando um debate na Suécia com uma série de novas publicações que desafiam os conceitos tradicionais de família e os papéis normalmente atribuídos a meninos e meninas.

Nos livros, meninos usam sandálias cor-de-rosa, meninas querem ser bombeiros e cientistas quando crescerem, e papai não é necessariamente quem sai para trabalhar enquanto a mamãe fica em casa cuidando do jantar.

"Nosso objetivo é dar às crianças a liberdade de criar sua própria identidade, sem padrões pré-concebidos e sem preconceitos de sexo, raça e sexualidade", disse à BBC Brasil a escritora Karin Salmson, co-fundadora da editora Vilda.

Nestas novas coleções infantis, as crianças também podem ter dois pais ou duas mães - casais do mesmo sexo aparecem em vários livros -, ou ser filhos de mães solteiras.

“Famílias com pais gays, mães solteiras e crianças adotadas também são famílias normais. Temos várias assim na Suécia, mas esta realidade não está refletida nos livros infantis. Mostrá-las em histórias nas quais o enredo não é simplesmente sobre famílias gays ou mães solteiras demonstra que essas famílias existem, que são normais e que precisam ser aceitas”, enfatiza Karin Salmson, que acaba de lançar uma coleção de seis livros infantis.

Sapatos cor-de-rosa

No livro Magic, Cilla&Baby, de Eva Lundgren, o menino Kasper é ruim de bola e o garoto Olle gosta de maquiagem, enquanto a menina Inger é famosa por seus gols de placa no hóquei e a amiga Ellinor passa os dias tocando guitarra elétrica. Em Sandaler (Sandálias), o personagem Imannuel é um menino que adora seus sapatos cor-de-rosa.

”Queremos quebrar as regras rígidas que determinam o que um menino e uma menina devem ser ou fazer, e ampliar os horizontes da criança”, acrescenta a co-fundadora da editora Vilda, que é casada e tem três filhos.

A Vilda e outra editora menor, chamada Olika, foram lançadas no ano passado com a meta declarada de promover os valores liberais da Suécia entre a nova geração.

A filosofia das editoras reflete em grande parte as atitudes na Suécia, considerado um dos países mais avançados e liberais em questões de igualdade sexual e direitos de minorias. Mas alguns críticos estão questionando os métodos adotados pela Vilda e a Olika.

Um dos ilustradores da Olika, Per Gustavsson, criticou publicamente a solicitação da editora para mudar a cor da camiseta de uma menina, que na ilustração original era cor-de-rosa.

Valor literário

No jornal Svenska Dagbladet, a crítica literária Lena Kåreland reconheceu que as novas coleções infantis estão despertando interesse, e que livros que questionam os papéis atribuídos aos sexos exercem uma função importante. Mas ela adverte que a ânsia de fazer livros “politicamente corretos” não deve comprometer a qualidade literária.

“Simplesmente trocar os papéis e colocar os homens atrás do fogão e mulheres ao volante do carro não significa alcançar mudancas profundas. O risco de contar uma história de caráter moralizante é grande”, enfatizou Lena em sua coluna no jornal.

A crítica literária do jornal Dagens Nyheter foi mais ácida:

“Para estas editoras, os seus valores são sua prioridade principal, e na minha opinião esta é simplesmente uma abordagem errada para fazer bons livros infantis”, disse Lotta Olsson.

“Se o objetivo de uma história infantil é promover uma idéia e alterar as atitudes e o comportamento das crianças, os lados artístico e literário do livro tendem a sofrer”, acrescentou ela.

Para Karin Salmson e a co-fundadora da editora Olika, Marie Tomicic, as críticas demonstram um ”elitismo cultural” que não reflete a ampla aceitação que os livros estão obtendo entre os pais.

“Os críticos falam de qualidade literária como se qualidade fosse algo estático. Mas a qualidade pode ser alcançada de diversas maneiras. Queremos mostrar às crianças que o mundo pode ser muito maior do que elas pensavam”, diz Karin Salmson.

Fonte; bbcbrasil.com
Claudia Varejão Wallin
De Estocolmo para a BBC Brasil

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

BENÇÃO FRANCISCANA

Que Deus te abençoe com um desconforto inquietante sobre as respostas fáceis, as meias verdades e as relações superficiais, para que possas buscar a verdade corajosa e viver profundamente em teu coração.

Que Deus te abençoe com sagrada raiva à injustiça, à opressão e à exploração de pessoas para que possas trabalhar incansavelmente pela justiça, liberdade e paz entre todas as pessoas.

Que Deus te abençoe com o Dom de lágrimas para derramá-las com aqueles que sofrem de dor, rejeição, fome ou a perda de tudo aquilo que eles amam, para que possas estender a mão para lhes dar conforto e transformar a sua dor em alegria.

Que Deus te abençoe com a suficiente loucura para que creias que realmente podes fazer diferença neste mundo, para que possas com a graça de Deus, fazer aquilo que os demais insistem ser impossível.

E que a benção de Deus, Suprema Majestade e nosso Criador, Jesus Cristo a Palavra encarnada que é o nosso irmão e Redentor, e o Espírito Santo, o nosso Advogado e Guia, seja contigo e permaneça contigo e com todos, hoje e para sempre.

Amém.
filado do http://www.thecrequiem.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Eric Clapton, Na Presença do Senhor


Deus visitou o artista do blues durante sua juventude, seu período de conversão e sua recuperação.

Se testemunho e evidências significam algo, Eric Clapton está muito bem. Em fevereiro, ganhou seu 19º Grammy (por The Road to Escondido) e reuniu-se com Steve Winwood – antigo companheiro da banda Blind Faith – para três aclamados shows no Madson Square Garden. O governo norte-coreano convidou Clapton para tornar-se o primeiro músico do rock a tocar no último reduto do verdadeiro comunismo; porém, ele ainda não decidiu se aceitará o convite. Em 2007, Clapton completou uma turnê de 133 dias, organizou o segundo Crossroads Guitar Festival para levantar fundos em favor de seu centro de recuperação e esteve na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times com o livro Clapton: The Autobiography (Clapton: A Autobiografia). Clapton é casado com Melia McEnery Clapton há seis anos, com quem tem três meninas, que o amam acima de tudo, sem terem idéia do atribulado passado do pai.

Tudo parece ir muito bem para o homem que, em companhia de uma Gibson Les Paul, levou entusiastas da contracultura a declararem que “Clapton é Deus” nas paredes das estações de metrô; para aquele que foi “adotado” por Muddy Waters e comissionado a carregar o legado do blues. Mas sua caminhada foi bastante conturbada. Desde os nove anos, quando descobriu que nascera fora de um casamento e era filho de sua “titia” com um desconhecido soldado canadense, Clapton lutou para encontrar um lugar onde se sentisse seguro. Sentimentos de insegurança e isolamento visitaram-no durante toda sua vida, conduzindo-o à corajosa alienação do blues. Porém, há um lado espiritual em Clapton pouco conhecido, o qual quase sempre influenciou o que pensava e fazia, além do tipo de música que escrevia e tocava.

Clapton nunca se colocou como um modelo da fé cristã, e admite não ser um. Ele cresceu na cidade rural de Surrey, Inglaterra, onde freqüentava a congregação local da Igreja da Inglaterra e, em sua autobiografia, escreveu: “cresci com uma enorme curiosidade acerca dos assuntos espirituais, mas minha busca me levou para longe da igreja e da adoração comunitária, conduzindo-me à jornada interna”. A base de sua fé minimalista é refletida no hino favorito de sua juventude, “Jesus bids us shine" (Jesus nos convida a brilhar):

Like a little candle burning in the night;
In this world of darkness, we must shine,
You in your small corner, and I in mine.

Jesus nos convida a brilhar com uma pura e clara luz,
Como uma pequena vela acesa de noite;
Neste mundo de escuridão, nós devemos brilhar,
Você no seu cantinho e eu no meu.

Por John Powell
03 de agosto de 2008
Traduzido por Caio Zaleschi

Deus visitou o artista do blues durante sua juventude, seu período de conversão e sua recuperação.

Se testemunho e evidências significam algo, Eric Clapton está muito bem. Em fevereiro, ganhou seu 19º Grammy (por The Road to Escondido) e reuniu-se com Steve Winwood – antigo companheiro da banda Blind Faith – para três aclamados shows no Madson Square Garden. O governo norte-coreano convidou Clapton para tornar-se o primeiro músico do rock a tocar no último reduto do verdadeiro comunismo; porém, ele ainda não decidiu se aceitará o convite. Em 2007, Clapton completou uma turnê de 133 dias, organizou o segundo Crossroads Guitar Festival para levantar fundos em favor de seu centro de recuperação e esteve na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times com o livro Clapton: The Autobiography (Clapton: A Autobiografia). Clapton é casado com Melia McEnery Clapton há seis anos, com quem tem três meninas, que o amam acima de tudo, sem terem idéia do atribulado passado do pai.

Tudo parece ir muito bem para o homem que, em companhia de uma Gibson Les Paul, levou entusiastas da contracultura a declararem que “Clapton é Deus” nas paredes das estações de metrô; para aquele que foi “adotado” por Muddy Waters e comissionado a carregar o legado do blues. Mas sua caminhada foi bastante conturbada. Desde os nove anos, quando descobriu que nascera fora de um casamento e era filho de sua “titia” com um desconhecido soldado canadense, Clapton lutou para encontrar um lugar onde se sentisse seguro. Sentimentos de insegurança e isolamento visitaram-no durante toda sua vida, conduzindo-o à corajosa alienação do blues. Porém, há um lado espiritual em Clapton pouco conhecido, o qual quase sempre influenciou o que pensava e fazia, além do tipo de música que escrevia e tocava.

Clapton nunca se colocou como um modelo da fé cristã, e admite não ser um. Ele cresceu na cidade rural de Surrey, Inglaterra, onde freqüentava a congregação local da Igreja da Inglaterra e, em sua autobiografia, escreveu: “cresci com uma enorme curiosidade acerca dos assuntos espirituais, mas minha busca me levou para longe da igreja e da adoração comunitária, conduzindo-me à jornada interna”. A base de sua fé minimalista é refletida no hino favorito de sua juventude, “Jesus bids us shine" (Jesus nos convida a brilhar):


Jesus bids us shine with a clear, pure light,
Like a little candle burning in the night;
In this world of darkness, we must shine,
You in your small corner, and I in mine.

Jesus nos convida a brilhar com uma pura e clara luz,
Como uma pequena vela acesa de noite;
Neste mundo de escuridão, nós devemos brilhar,
Você no seu cantinho e eu no meu.


O reconhecimento implícito de que servimos a Deus individualmente – em nossos próprios “cantinhos” – fazia sentido no bairro proletário onde Clapton encontrou encorajamento espiritual.

No fim da década de 60, ele foi atraído ao genuíno entusiasmo de Delaney e Bonnie Bramlett, que abriram para o Blind Faith em sua turnê de 1969. A figura de Delaney, “de um pregador batista do sul norte-americano, que comunicava uma mensagem de fogo e enxofre... poderia ter sido irritante”, observou Clapton, “não fosse o fato de ser extremamente inspirador quando cantava”. Uma noite, Bramlett desafiou Clapton a começar a cantar: “Deus deu-lhe este dom, e caso você não o use, ele o tomará de volta”. Clapton, sempre inseguro quanto a ele mesmo, seguiu o conselho.

Alguns dias depois, dois cristãos vieram até o camarim de Clapton após um show - provavelmente por sua performance em “Presence of the Lord” (Presença do Senhor), a canção mais aplaudida da turnê do Blind Faith. Para eles, a música parecia como uma tentativa de resposta a 1 Samuel 6:20 – “Quem poderia estar em pé perante o Senhor, este Deus santo?”:


I have finally found a place to live
Just like I never could before
And I know I don't have much to give
But soon I'll open any door.
Everybody knows the secret,
Everybody knows the score.
I have finally found a place to live
In the presence of the Lord.

Eu finalmente encontrei um lugar para viver
Assim como eu nunca pude antes
E eu sei que não tenho muito a ofertar
Mas logo abrirei alguma porta.
Todos conhecem o segredo,
Todos conhecem o resultado.
Eu finalmente encontrei um lugar para viver
Na presença do Senhor.


Os dois cristãos pediram para que Clapton orasse com eles. Ao se ajoelharem, ele viu uma “luz ofuscante” e sentiu a presença de Deus. Seu testemunho foi franco e honesto; ele disse “a todos” que havia “nascido de novo em Cristo”. Porém, a natureza de sua fé foi modificada por um tipo de superstição que seria duvidosa sob a luz de qualquer teologia sistemática.

Conforme a fama de Clapton crescia, crescia também seu comportamento destrutivo. Um ano após sua conversão, ele tornou-se viciado em heroína, livrou-se dela, mas conheceu o alcoolismo, a promiscuidade sexual e uma série de relacionamentos fracassados. “Decisões erradas eram minha especialidade”, disse. Em 1987, ele chegou ao fundo do poço. Depois de uma recaída após um mês de reabilitação, ajoelhou-se e “rendeu-se” a Deus, dedicando sua sobriedade ao seu filho recém-nascido, Conor.

Quatro anos depois, quando Conor morreu em uma queda de uma janela, no 53º andar de um apartamento na Park Avenue em Nova York, Clapton admitiu: “Houve um momento em que perdi a fé”. Ainda assim, ele encontrou forças para sua apresentação na reunião dos Alcoólicos Anônimos que freqüentava cujo tema era: “oferecendo sua vontade em troca do cuidado de Deus”. Depois disso, uma mulher confessou que ele havia tirado dela sua “última desculpa” para beber, uma confirmação para Clapton de que “permanecer sóbrio e ajudar o próximo a atingir a sobriedade” é “a coisa mais importante” em sua vida.

Em sua autobiografia, Clapton conta detalhes acerca do início de sua vida de oração – aquele ponto crítico durante sua estadia no centro de recuperação em 1987.

“Eu estava desesperado”, escreveu. “Na privacidade de meu quarto, eu implorei por ajuda. Eu não sabia com quem acreditava estar falando, eu apenas sabia que precisava esgotar todos os recursos.... e, ajoelhando-me, me rendi. Em alguns anos, eu percebi que... havia encontrado um lugar para ir, um lugar que, como eu sabia, sempre esteve lá. Entretanto, eu nunca quis, ou precisei, acreditar nele”.
“Desde aquele dia até hoje, eu nunca deixei de orar pela manhã, de joelhos, pedindo ajuda, e a noite, para expressar gratidão por minha vida e, acima de tudo, por minha sobriedade. Eu escolho ajoelhar-me porque sinto que preciso ser humilde quando oro, e com meu ego, isso é o máximo que posso fazer. Se você me pergunta o porquê de eu fazer tudo isso, eu posso te dizer... porque funciona, simples assim”.

John Powell é professor adjunto de história na Universidade Batista do Oklahoma.

Fonte: Christianity Today

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Nigeriano que tem 86 mulheres


Um nigeriano de 84 anos, casado com 86 mulheres - com as quais tem mais de 170 filhos – aconselha outros a não seguir seu exemplo, afirmando que ele só consegue lidar com seu dia-a-dia com a ajuda de Deus.
Um homem com dez mulheres iria entrar em colapso e morrer, mas meus poderes são dados por Alá. É por isso que consigo controlar as 86 mulheres”, disse ele à BBC.

Mohammed Bello Abubakar, ex-professor e pregador muçulmano, afirma que suas mulheres o procuraram por conta de sua reputação de curandeiro.

“Eu não saio por aí procurando por elas, elas vêm a mim. Eu sigo o pedido de Deus, e me caso com elas.”

Mas as autoridades islâmicas na Nigéria não aceitam as alegações e vêem a grande família como um culto.

A maioria das autoridades islâmicas concorda que um homem pode ter até quatro mulheres, desde que demonstre ter condições de dar o mesmo tratamento a todas elas, mas Bello Abubakar afirma que o Alcorão não prevê nenhuma punição para quem tem um número maior de mulheres.

“Deus não disse qual deveria ser a punição para um homem com mais de quatro mulheres, mas ele foi específico sobre punições para fornicação e adultério.”

“Baba”, como ele é conhecido, é elogiado por suas mulheres e filhos. Muitas das mulheres acreditam que ele tem poder de cura e é o próximo na linha de sucessão do profeta Mohammed.

A maioria de suas mulheres tem menos do que um quarto da idade dele – e muitas são mais novas que alguns dos filhos de Abubakar. Algumas delas disseram à BBC ter conhecido o marido quando foram procurar ajuda para doenças.

“Assim que o conheci minha dor de cabeça passou”, disse Sharifat Bello Abubakar, que na época tinha 25 anos e o marido, 74.

“Deus me disse que era hora de ser sua mulher. Louvado seja Deus. Agora eu sou sua mulher.”

Ganiat Mohammed Bello, que está casada com Abubakar, há 20 anos, diz: “Sou a mulher mais feliz na face da Terra. Quando você se casa com um homem que tem 86 mulheres, você sabe que ele sabe como cuidar delas.”

Mas nem Abubakar, nem suas mulheres trabalham, e ninguém sabe como ele sustenta tamanha família, já que ele se recusa a dizer de onde tira dinheiro para arcar com a alimentação e vestuário de tanta gente.

Por dia, a família gasta cerca de US$ 850 apenas nas refeições. “Vem tudo de Deus”, diz ele.

Os moradores do vilarejo de Bida, onde eles moram, não sabem como a família se sustenta, e segundo uma de suas mulheres, Abubakar às vezes pede a seus filhos que saiam às ruas para mendigar, mas mesmo isso não seria suficiente.

A maioria de suas mulheres mora em uma casa mínima e não terminada em Bida; outras moram na casa dele em Lagos, a capital comercial da Nigéria.

Ele se recusa a permitir que sua família ou seus devotos tomem remédios e diz que não acredita que a malária exista.

“Se você sentar aqui e tiver qualquer doença, eu posso vê-la e removê-la”, disse ele.

Mas nem todos podem ser curados e uma de suas mulheres, Hafsat Bello Mohammed, conta que dois de seus filhos morreram.

“Eles estavam doentes e nós falamos com Deus. E Deus disse que a hora deles tinha chegado.”

Abubakar alega que o profeta Mohammed fala com ele pessoalmente e descreve detalhadamente suas experiências. Esta é uma alegação séria para um muçulmano.

“Isto é heresia, ele é um herege”, afirma Ustaz Abubakar Siddique, imã na Mesquita Central de Abuja.

fonte www.bbcbrasil.com

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Confissões de um ex-dependente de igreja

Outro dia um pastor observou que eu deveria confessar ao leitor impenitente da Bacia, que não tem como concluir isso lendo apenas o que escrevo, que não vou à igreja faz mais de dez anos. Ele dava a entender que essa confissão provocaria uma queda sensível na minha popularidade; percebi imediatamente que ele estava certo, e que mais cedo ou mais tarde teria, para podar os galhos da celebridade (porque a fama é uma espécie de compreensão), deixar de contornar indefinidamente o assunto.

Quanto mais penso na questão, no entanto, mais chego à conclusão que o que tenho de confessar é o contrário, e ao resto do mundo, não aos amigos que convivem com desenvoltura entre termos como gazofilácio, genuflexão, glossolalia e graça irresistível. Devo explicações à gente comum que vê o domingo, incrivelmente, como dia de descanso – dia de ir à praia, de andar de bicicleta no parque, de abraçar os amigos ao redor de um churrasco, de correr atrás de uma bola ou de encontrar a paz diante de uma lata de cerveja e uma tela radiante.

Preciso confessar que durante trinta anos fui consumidor de igreja. Durante trinta anos fui dependente de igreja e trafiquei na sua produção.

Devo confessar o mais grave, que durante esses anos abracei a crença (em nenhum momento abalizada pela Escritura ou pelo bom senso) que identificava a qualidade da minha fé com minha participação nas atividades – ao mesmo tempo inofensivas, bem-intencionadas e auto-centradas – de determinada agremiação. Em retrospecto continuo crendo em mais ou menos tudo que cria naquela época, porém essa crença confortante e peculiar (espiritualidade = participação na igreja institucional) fui obrigado contra a vontade, contra minha inclinação e contra a força do hábito, a abandonar.

Preciso deixar claro que não guardo daqueles anos qualquer rancor; de fato não trago deles nenhuma recordação que não esteja envolta em mantos de nostalgia e carinho. Ao contrário de alguns, não sinto de forma alguma ter sido abusado pela igreja institucional; sinto, ao invés disso, como se tivesse sido eu a abusar dela. Minha impressão clara não é ter sido prejudicado pela igreja, mas de tê-la usado de forma contínua e consistente para satisfazer meus próprios apetites – apetites por segurança, atenção, glória, entretenimento, aceitação.

Se hoje encaro aqueles dias como uma forma de dependência é porque acabei aceitando o fato de que a igreja como é experimentada – o conjunto de coisas, lugares, atividades e expectativas para as quais reservamos o nome genérico de igreja – representam um sistema de consumo como qualquer outro. As pessoas consomem igreja não apenas da forma que um dependente consome cocaína, mas da forma que adolescentes consomem telefones celulares e celebridades consomem atenção – isto é, com candura, com avidez, mas muitas vezes para o seu próprio prejuízo.

Todo sistema de consumo confere alguma legitimação, isto é fornece ao consumidor pequenas seguranças e pequenas premiações que fazem com que ele se sinta bem, sinta-se uma pessoa melhor (ou em condições privilegiadas) por estar desfrutando de um produto ou serviço de que – e isto é importante na lógica da interna coisa – não são todos que desfrutam.

As igrejas institucionais, por mais bem-intencionadas que sejam (e, creia-me, há muito mais gente bem-intencionada envolvida na criação e na sustentação delas do que seria de se supor) funcionam precisamente dessa maneira. Não é a toa que tanto a palavra quanto o conceito propaganda nasceram, historicamente falando, nos salões eclesiásticos. Se hoje há shopping centers e roupas de marca é porque a igreja inventou o conceito de propaganda e de consumo de massa. Foi a igreja a primeira a vender a idéia de que vestir determinada camisa e ser visto em determinada companhia demonstram eficazmente o seu valor como pessoa; foi a primeira a promover a noção simples (mas cujo tremendo poder as corporações acabaram descobrindo) de que o que você consome mostra que tipo de pessoa você é.

As pessoas que consomem igreja não têm em geral qualquer consciência de que estão se dobrando a um sistema de consumo, mas as evidências estão ali para quem quiser ver. A igreja não é um lugar a que se vai ou um grupo de pessoas que se abraça, mas uma marca que se veste, um produto que se consome continuamente. Tudo de bom que costumamos dizer sobre a igreja reflete, secretamente, essa nossa obsessão com o consumo – “o louvor foi uma benção”, “o sermão foi profundo”, “o coro cantou com perfeição”, “a palavra atingiu os corações”, “Deus falou comigo”. Em outra palavras, tudo que temos a dizer sobre a experiência da igreja são slogans. Na qualidade de consumidores, o que fazemos é retroalimentar nossa dependência, promovendo continuamente nosso produto na esperança de angariar mais consumidores e portanto mais legitimação.

O curioso, o verdadeiramente paradoxal, é que nada nesse sistema circular de consumo (ou em qualquer outro) tem qualquer relação com espiritualidade, com fé ou com a herança de Jesus. Ao contrário, sabemos ao certo que Jesus e os apóstolos bateram-se até a morte no esforço de demolir a tendência muito humana de encarcerar (isto é, satisfazer) os anseios emocionais e espirituais das pessoas em sistemas de consumo e legitimação (isto é, sistemas de controle).

O russo Leo Tolstoi acreditava que, diante da suprema singeleza do ensino de Jesus, levantar (e em seu nome!) uma máquina implacável e arbitrária como a igreja equivalia a restaurar o inferno depois que Jesus tornou o inferno obsoleto. De minha parte, vejo a igreja institucional como um refúgio construído por mãos humanas para nos proteger das terríveis liberdades e responsalidades dadas por Deus a cada mortal e que Jesus desempenhou de modo tão espetacular. Por outro lado, talvez esse refúgio seja ele mesmo o inferno.

No fim das contas você não encontrará na igreja nada que não seja inteiramente atraente e desejável, e aqui está grande parte do problema. Vá a um templo evangélico no domingo de manhã e o que vai encontrar é gente amável, respeitável, ordeira, de banho tomado, sorridente, perfumada e usando suas melhores roupas – e é preciso reconhecer que há um público para esse tipo irresistível de companhia. O bom-mocismo reinante é tamanho, na verdade, que não resta praticamente coisa alguma do escândalo inicial do evangelho. Enquanto descansamos nesse abraço comum a verdadeira igreja, onde estiver (e talvez exista apenas no futuro), estará por certo mais próxima do dono do bar, da vendedora de jogo do bicho, do travesti exausto da esquina, do divorciado com seu laptop, dos velhinhos que babam em desamparo e das crianças que alguém deixou para trás. Certamente não usará gravata e não terá orçamento anual nem endereço fixo.

Portanto nada tenho contra aquilo que a igreja diz, que é em muitos sentidos bom e justo, mas não tenho como continuar endossando aquilo que a igreja dá a entender – sua mensagem subliminar, por assim dizer, mas que fala muitas vezes mais alto do que qualquer outra voz. Com o discurso eclesiástico oficial eu poderia conviver indefinidamente (como de fato já fiz), mas seu meio é na verdade sua mensagem, e frequentar uma igreja é dar a entender:

1. Que aquela facção da igreja é de algum modo mais notável, e portanto mais legítima, do que todas as outras;
2. Que o modo genuíno de se exercer o cristianismo é estar presente nas reuniões regulares e demais atividades de determinada agremiação, ou seja, que a devoção é uma espécie de prêmio de assiduidade;
3. Que o conteúdo da crença é mais importante do que o desafio da fé;
4. Que o caminho do afastamento do mundo, segundo o exemplo de João Batista, é mais digno de imitação do que o caminho do envolvimento com o mundo, segundo a vida de Jesus;
5. Que o modo de vida baseado na busca circular pela legitimação é mais respeitável do que o das pessoas que conseguem viver sem recorrer a esses refrigérios;
6. Que o modo adequado de honrar a herança de Jesus é dançar em celebração ao redor do seu nome, ignorando em grande parte o que ele fez e diz.

Está confirmada, portanto, a ambivalência da minha posição em relação à igreja institucional. Por um lado, sinto falta dos seus confortos; por esse mesmo lado, respeito a inegável riqueza de sua herança cultural, que não gostaria de ver de modo algum apagada. Por outro lado, ressinto-me de que o nome singular de Jesus permaneça associado a um monstro burocrático no que tem de mais inofensivo e opressor no que tem de mais perverso, quando sua vida foi a de um matador de dragões dessa precisa natureza. Dito de outra forma, não tenho como condenar a permanência de alguma manifestação da igreja, mas não tenho como justificá-lo se você faz parte de uma.

Em janeiro de 1996 Walter Isaacson perguntou a Bill Gates a sua posição sobre espiritualidade e religião. Sua resposta entrará para os anais da infâmia – e não a dele. “Só em termos de alocação de recursos, a religião já não é coisa muito eficiente. Há muita coisa que eu poderia estar fazendo domingo de manhã”. Em resumo, o que dois mil anos de cristianismo institucional ensinaram ao homem mais antenado da terra é que religião é o que os cristãos fazem no domingo de manhã.

Só não ouse criticar o cara por sua visão rasa de espiritualidade. Fomos nós que demos essa impressão a ele, e só a nós cabe encontrar maneiras de provar que ele está errado.

Invente uma.

Paulo Bravo na www.baciadasalmas.com