sábado, 15 de novembro de 2008

A BÍBLIA É BABEL

A Bíblia não pode estar acima da vida. A maior autoridade na vida é a vivência mesma e não o texto sagrado da religião. O que contraria um pilar da tradição evangélica. Proponho inverter a afirmação tradicional. A vida é a maior autoridade sobre a Bíblia.

A hermenêutica evangélica da Bíblia hierarquiza o texto sagrado dividindo-o em patamares de estilo e valor: o texto normativo e o narrativo. Por ser uma escrita escorregadia, marcada pelas singularidades e obscuridades das experiências humanas, o texto narrativo precisa ser iluminado pelo texto normativo, aquele que discorre sobre Deus e doutrina a vida do crente. Sendo assim, grande parte dos evangelhos e do Livro dos Atos dos Apóstolos careceria ser interpretada com o auxílio preciso das Cartas Apostólicas. Também se sujeitariam a estes os poéticos e apocalípticos. Afinal de contas, o que fazer com o sorteio que define a vontade de Deus para a substituição no colégio apostólico, ou com a quantidade exorbitante de vinho providenciada pelo festeiro Nazareno transformando água em vinho? Os narrativos escandalizam, os normativos devolvem a ordem.

Esta compreensão hierarquizada da Bíblia já é uma “ginástica” conceitual para administrar a violência imposta à vida humana ao submetê-la a uma autoridade carente de dinamismo, à força fria do que está escrito. Os textos narrativos, maioria sugestiva da Bíblia, são repletos de ambigüidades, contradições, tensões, becos sem saída e imprecisões, porque são o retrato da vida de homens e mulheres que experimentaram Deus em épocas e culturas próprias. Da mesma forma que o discurso religioso quer sujeitar a vida ao texto bíblico, sua hermenêutica obriga-se a calar a polifonia irresistível dos textos narrativos com a mordaça dos chamados textos normativos.

Como se já não bastasse a hercúlea tarefa de arranjar a “Bíblia” de forma a maquiar suas imprecisões textuais e sua distância cultural em relação ao leitor, impõe-se ao crente arranjar sua vida de forma a encaixá-la na moldura das Escrituras, ou pelo menos dar esta impressão. Entenda o enquadramento da vida pelas Escrituras pelo que delas se compreende e se institui como fiel interpretação. Assunto com que já nos ocupamos em textos anteriores a este.

Acredito que precisamos ampliar o alcance da doutrina cristã da encarnação. O Deus que se fez gente deveria ser a mais importante chave de compreensão da Bíblia. Sendo assim, podemos entender o gesto de se esvaziar da condição acima da vida para assumir a condição humana de viver como a rendição de Deus à única realidade em que o que diz à humanidade pode fazer sentido, na vivência.

A Palavra de Deus se enche de sentido no Verbo Encarnado. O Verbo Vivo não mata a vida para se impor como doutrina. “O ladrão vem para roubar, matar e destruir”. Doutrina que não se vivencia assalta a vida. Mas a Palavra encarnada é a que vivencia radicalmente a existência humana e nela promove a vida intensamente. (Jo 10.10) O movimento divino de encarnação é um ato libertador. É negação de qualquer fala que se desconectou da vida para a sua afirmação redentora. Antes de dizer, desdizer.

Talvez por isso Jesus tenha usado com freqüência as locuções “Ouvistes o que foi dito aos antigos (…) eu, porém, vos digo que (…)” (Mt 5.22-44) Um Deus encarnado precisa dizer de novo. Reinterpretar o que sempre disse, pois fala de dentro da dinâmica existencial dos viventes. Fala com cheiro, com timbre, com cara, com batimentos cardíacos, com cultura e história, é a Raiz de Jessé, o Filho de Davi. Judeu nazareno oprimido pelos romanos. É provavelmente carpinteiro, certamente pobre. É filho de Maria, primo de João Batista. É “comilão e beberrão”. É rabi. É o filho do homem. É gente. Tem que desdizer e dizer de novo.

Acredito que foi por isso que Jesus suspendeu a prática do jejum em determinado momento, rito previsto e normatizado na Lei, negando qualquer sentido ao jejum na “presença do noivo” Como também colocou o Sábado a serviço da vida humana e a libertou de seu senhorio desastroso: o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. A vida é sagrada e não o mandamento do sábado. A Bíblia foi feita a partir da vida humana e não a vida humana a partir da Bíblia. A Bíblia sagra-se na vida.

Jesus re-significou a lei diante da mulher flagrada em adultério. A célebre pergunta “quem não tiver pecado atire a primeira pedra” seguida do perdão nada mais foi que a vida legislando sobre a Lei. Silenciou a opressão da palavra que acusa e condena e deu voz ao perdão e à esperança. Jesus é a vida se impondo sobre a letra. Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? Tão pouco eu te condeno. Vá e abandone a vida de pecado.”

A grande pressão sofrida por Jesus, sua maior tentação, foi a de inverter a relação. Violentar a vida impondo sobre ela as regras vindas do alto. Ao que respondeu com uma metáfora. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”. (Jo 12.24) Mesmo diante da morte previsível, Jesus se nega a jogar com outras regras que não as da vida. As únicas que poderiam produzir muito fruto. Regras acima da vida fariam a palavra de Jesus uma palavra solitária, sem sentido. A palavra encarnada na vida, inclusive na possibilidade previsível da morte, é solidária, é comunhão, são muitos frutos, tem muito sentido. O mundo é reconciliado com Deus apenas na palavra que frutifica no solo da existência humana.

É por isso que o pregador que vocifera promessas de milagre precisa deixar o púlpito e freqüentar os quartos de hospitais onde esperam pelo último suspiro centenas de enfermos. Gente que nunca experimentará a tal “fé” que produz milagres. Pela mesma razão lamento a dor, mas celebro a oportunidade de ter a companhia de pastores que experimentaram o fim do casamento. Eles sim têm o que dizer sobre a interpretação de textos bíblicos a respeito do divórcio e novo casamento. Festejo a globalização e o acesso em tempo real aos fatos do mundo, pois enquanto reclamamos de Deus um jeitinho para os nossos mínimos problemas somos também constrangidos pelos campos de refugiados em Darfur.

Não tenho dúvida de que essa necessidade de alçar o texto bíblico acima do mundo vivido é uma manobra de perpetuação de poder, ou seja, da religião instituída. Apenas a instituição teme a leveza da vida humana, sua imprevisibilidade a ameaça, seu descontrole a esvazia, sua circunstancialidade a relativiza. Por isso o texto precisa emoldurar a vida humana e confirmar a relevância da religião organizada. Não consigo parar de repetir que a Bíblia que se posiciona acima da vida é sempre a imposição de uma interpretação dela e nunca ela mesma.

A Bíblia em si mesma é a sabotagem divina à sistematização dos amantes do poder. A Bíblia é Babel. A confusão de línguas e histórias impedindo a divinização dos edifícios. Babel é a vida liberta por Deus das amarras hegemônicas dos poderosos. A Bíblia é Deus confundindo os esforços cartesianos de aprisionamento da verdade. A Bíblia é Deus libertando a vida das razões absolutizantes. A Bíblia é Deus babelizando os poderosos e espalhando a verdade por tantos viventes quantos haja. A Bíblia é tão narrativa quanto à vida. E tão desorganizada, imprevisível, imprecisa, surpreendente e contraditória quanto a vida de qualquer um de nós.

E é justamente porque a Bíblia se parece muito com a vida humana que tem muito e sempre o que dizer à humanidade. Sendo um livro essencialmente narrativo é Deus falando enquanto vivemos.

Gadamer fala da compreensão como um jogo. Um jogo dialógico e dinâmico. Como em um jogo, só se compreende bem algo, suas regras e funcionamento, a medida que é vivenciado. Aprendemos um jogo não quando lemos suas regras, mas quando o jogamos. Aí sua dinâmica é apreendida. Ninguém aprende a jogar a partir de uma manual de regras, mas a partir do jogo mesmo. Porque um jogo é muito mais que as regras de seu funcionamento. É intuição. Discernimento. Interpretação. Improviso. Imaginação. Só então as regras do jogo fazem algum sentido.

A Palavra de Deus também. Enquanto vivemos, a Bíblia pode ser compreendida na dinâmica do que experimentamos. O que diz só faz sentido a partir do que vivenciamos. O que acreditamos dizer a Bíblia como Palavra de Deus é apenas o que faz sentido na vida que experimentamos aqui e agora. O que cai no solo da existência humana e frutifica. O que promove e afirma a vida humana. “A letra mata, mas o Espírito vivifica”.

Para a vida humana, com tantas vozes e imprevisível, uma Bíblia tão falante e tão surpreendente.

Elienai Cabral Junior

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

NOJOOD: A MENINA DE DEZ ANOS QUE SE DIVORCIOU


O drama de Nojood começou quando o pai, um desempregado que antes recolhia lixo nas ruas, quebrou a promessa de não a retirar da escola para lhe arranjar um marido, como fez a outras irmãs. Ela frequentava a segunda classe e adorava estudar Matemática e o Corão. Ele foi buscá-la para a entregar a um homem de 30 anos, o carteiro Faiz Ali Thamer.

No dia do casamento, confiante num alegado compromisso de que a união não seria consumada antes de ela “ser adulta”, a menina ficou fascinada com o dote: três vestidos, um perfume, duas escovas do cabelo, dois hijab (véu islâmico) e um anel cujo preço equivalia a 20 dólares. Este foi logo vendido por Thamer, que comprou roupas para si. A partir dali, a vida da recém-casada só piorou.

“Eu corria de sala em sala para tentar fugir, mas ele acabava sempre por me apanhar”, revelou Nojood ao jornal Yemen Times. “Chorei tanto, mas ninguém me ouvia. Sempre que eu queria brincar no pátio, ele vinha, batia-me e obrigava-me a ir para o quarto com ele. E se seu pedia misericórdia ainda batia e abusava mais de mim. Eu só queria ter uma vida respeitável. Um dia fugi.”

E esse dia foi 2 de Abril deste ano, dois meses após o casamento. Sob o pretexto de ir visitar a sua irmã favorita, Haifa (que aos nove anos vende pastilhas na rua), seguiu o conselho da “tia” (a segunda mulher do pai) e foi procurar justiça. Esta mendiga que ocupa um quarto com os seus cinco filhos foi a única que a tentou ajudar.

Nojood apanhou primeiro um ônibuso e depois um táxi e foi até a um tribunal de Sanaa. Ela era tão pequenina, que quase passou despercebida aos magistrados, aos advogados e a outros funcionários. À hora de almoço, quando a multidão se dispersava, relatou o diário Los Angeles. Times, “um juiz curioso aproximou-se dela e perguntou-lhe o que fazia sentada num dos bancos”. A resposta foi: “Eu vim pedir o divórcio.” Mohammed al-Qadhi, o juiz, ficou comovido.

A fotografia acima mostra Nojood ao lado da advogada, em cerimônia na cidade de Nova York, quando foi agraciada com uma das “Dez Mulheres do Mundo de 2008.

fonte: Diario de um Juiz

A Tristeza


A tristeza é um livro sábio que se tem no coração e que nos diz centenas de coisas - impede-nos de apodrecer como um cogumelo debaixo de uma árvore; pouco a pouco vai fabricando uma provisão de ensinamentos para a vida.
Juliusz Slowacki
fonte: Amigos do Freud

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Cristianismo Comparado


ÍNDIA, PAQUISTÃO, BANGLADESH – QUANDO DENOMINAÇÕES SE UNEM

O que fazer como minorias de cristãos em uma área dominada por grandes religiões: bramanismo, islamismo, jainismo, sikismo, budismo? Como unir recursos para uma grande missão? Como testemunhar o evangelho em unidade? Como não ter uma face estrangeira (importação cultural) diante de culturas milenares? Essas questões incomodaram líderes cristãos da Índia, que iniciaram conferências ecumênicas desde 1855. Já em 1908 se dava a primeira fusão – de presbiterianos e congregacionais – com a criação da Igreja Unida do Sul da Índia. A Conferência de Traquebar, em 1919, recomendou o início de uma caminhada séria que levasse à fusão de denominações em Igrejas unidas.

Em 27 de setembro de 1947, foi finalmente criada a Igreja do Sul da Índia (www.csichurch.com), com a fusão dos anglicanos, metodistas, presbiterianos, congregacionais e reformados holandeses, tendo como base o Quadrilátero de Lambeth (Escrituras, Credos, Sacramentos, Episcopado Histórico). Hoje a Igreja do Sul da Índia possui 15.000 congregações, com 3 milhões e 800 mil membros, 2.000 escolas, 130 faculdades, 104 hospitais e 500 abrigos para 35.000 crianças.

Como fruto do mesmo movimento, foi criada, em 29 de novembro de 1970, a Igreja do Norte da Índia, com a união de anglicanos, metodistas, presbiterianos, batistas, irmão livres (irmão de Plymouth) e discípulos de Cristo. A Igreja do Norte da Índia (www.cnisynod.org) possui 26 Dioceses, 1 milhão e 250 mil membros, 65 hospitais e 250 instituições denominacionais.

Inicialmente, houve uma aceitação de todas as ordenações, a criação de um Episcopado histórico pela imposição de mãos de Bispos Anglicanos e da Igreja Siriana Mar Thoma (reformada), e, a partir de então, todo o novo clero foi sendo Ordenado com sucessão apostólica.

Essas Igrejas unidas e inculturadas têm crescido, principalmente com a conversão na casta dos parias (dalit) e nas populações tribais.

Em 01 de novembro de 1970 foi criada a Igreja do Paquistão (www.churchofpakistan.org.pk), unindo anglicanos, metodistas, presbiterianos e luteranos, contando hoje com 800 mil membros, sob sérias restrições do regime islâmico.

Em 1971 o Paquistão Ocidental se separou do Paquistão Oriental, criando o país independente de Bangladesh. Isso levou, também, a divisão da Igreja. Em 1974, um sínodo deliberou pela criação da Igreja de Bangladesh.

Essas Igrejas incorporaram as diversas tradições denominacionais dentro do contexto cultural local, são presididas por um Moderador, têm um manual de liturgia inspirados no Livro de Oração Comum (LOC), e estão todas elas hoje filiadas à Comunhão Anglicana, como Províncias Autônomas. “Somos hoje todos bons anglicanos”, me dizia em abril passado o Reverendo Cônego Vinay Samuel, diretor do Centro de Oxford para Estudos Missiológicos, e ele mesmo um clérigo da Igreja do Sul da Índia.

Diante do incessante “rachismo” e “americanalhismo” da cristandade reformada brasileira atual, essas ações de unidade geradas pelo Espírito Santo em corações movidos pelo amor a causa e ao bom senso, nos serve de alento.

Poderia algo semelhante acontecer também na Terra da Santa Cruz?

Paripueira (AL), 05 de novembro de 2008.

+ Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano

"Só depois que nos tornamos humildes e ensináveis e permanecemos extasiados diante da santidade e soberania de Deus... reconhecendo nossa pequenez, desconfiando dos nossos pensamentos e desejando ter a mente humilhada, é que podemos adquirir a sabedoria divina" (J.I. Packer).
Este texto foi encaminado pelo docente e amigo Elson Cormack

domingo, 9 de novembro de 2008

Frase de lápide no cemitério da Argentina



fonte: Blog do Noblat

Uma vida tocada na flauta



O vício ia tirando Charles dos palcos; entrou, enfim, no círculo vicioso da marginalidade até ir para a rua



A flauta é o único objeto que sobrou de um fugaz passado glorioso. O resto está irreconhecível numa caverna debaixo do viaduto Costa e Silva, o Minhocão, a poucos metros da igreja da Consolação, onde mora Charles Pereira Gonçalves, na região central.

As pontas dos dedos que tiravam notas musicais estão agora queimadas pelo crack. O sopro está comprometido pela tuberculose que contamina o pulmão. Trajado com roupas sujas e fétidas, Charles, olhos vazios, desistiu de tomar banho. Parece ter bem mais idade do que seus 34 anos.

A combinação de doenças -além da tuberculose, ele está com pneumonia- deixou-o esquelético e silencioso, sem vontade de conversar. Os sons que emite vêm de uma tosse constante. Quando, porém, vez por outra, ele toca seu instrumento, voltam os fragmentos da memória dos tempos em que, ainda menino, dividira o palco com músicos como o pianista Arthur Moreira Lima, o saxofonista Paulo Moura e o flautista Altamiro Carrilho.

Altamiro Carrilho ficou tão impressionado ao ouvi-lo tocar um chorinho que comentou: "Só pode ser reencarnação". Até então, não tinha visto alguém tão jovem e sem nenhum estudo musical tocar tão bem -e muito menos acreditava em reencarnação.

O maestro Júlio Medaglia explica essa habilidade pelo ouvido absoluto, termo técnico que designa rara sensibilidade de distinguir as notas. Isso torna ainda mais difícil entender como Charles consegue viver naquela caverna embaixo do Minhocão, onde, por causa do trânsito ininterrupto de veículos, o barulho não pára.

Por muito pouco, ele não viveu em ambientes radicalmente diferentes daquele, distantes da poluição sonora do viaduto. Medaglia dizia que, com estudo, o menino se transformaria em um instrumentista de renome mundial e conseguiu-lhe como professor, na Alemanha, o primeiro flautista da Orquestra Filarmônica de Berlim. "Pode ser um dos grandes flautistas do mundo", apostou Medaglia.

Às vésperas de viajar para a Alemanha, porém, Charles começou a hesitar e a demonstrar um comportamento estranho. A droga começava a entrar na sua vida.

Quando indagado sobre o motivo por que caiu nas drogas, ele explica, entre frases confusas: "As pessoas pensavam que eu estava fora do Brasil e deixaram de me procurar. Fiquei desanimado, comecei a não ir mais para a escola e a usar drogas. Experimentei crack e me perdi".

Acompanhado de dois de seus irmãos (um deles, gêmeo), Charles tocava nas ruas do centro de São Paulo, em 1984, quando tinha dez anos de idade. Diante do talento do filho, o pai, viúvo, treinou os irmãos para buscar dinheiro na rua.
A visibilidade das ruas levou-o a gravar um disco no começo da década de 1990 e a ser chamado para shows e programas de televisão.

O vício ia tirando-o dos palcos. "Só queria crack." Começou a faltar dinheiro. Entrou, enfim, no círculo vicioso da marginalidade até ir para a rua. Ele agora se diz disposto a dar aula particular em alguma escola.

"Queria ensinar flauta para crianças pequenas." Está consciente, entretanto, de que, viciado e tuberculoso, não pisaria numa escola. "Antes preciso cuidar de minha saúde."

Seu depoimento só mostrou mesmo emoção quando ele falou de sua única criação recente, ao se referir ao filho de um ano de idade. "Nunca vi o rosto dele, mas acredito que ele possa vir a ser um grande flautista."

Talvez por causa do sonho de que o talento, desperdiçado, pudesse ser salvo no desconhecido filho, ele tirou a flauta do bolso do paletó e tocou um chorinho. Nessa vaga esperança, era como se sua vida ainda pudesse ser tocada na flauta.


PS - Charles acabou tomando, por acaso, todo o espaço desta coluna. A idéia inicial era apresentá-lo como um exemplo de desperdício de talento para comentar o lançamento, na semana passada, da extensão do programa Bolsa Família para jovens. A justificativa dada pelo governo era reduzir a evasão escolar. Estava municiado de números sobre evasão, que, em alguns lugares, está crescendo, além de informações sobre como o ensino médio, tão longe da realidade, expulsa os adolescentes do prazer de aprender. A tragédia resume-se aos 7 milhões de jovens em regiões metropolitanas que não estudam nem trabalham, presas fáceis da marginalidade. Ficou tão difícil tirar espaço de Charles como deve ter sido desviar dele a atenção nos tempos em que encantava platéias. Mesmo doente, participou da gravação de uma faixa de um CD em 2006: quem ouvir a música (clique aqui) sentirá melhor do que em números o que é o desperdício de talentos.

Fonte Gilberto Dimenstein

sábado, 8 de novembro de 2008

Eu tenho um sonho

Abaixo o discurso do Rev. Martin Luther King, 45 anos depois um negro chega a Casa Branca

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O MALEDICENTE

O MALEDICENTE, covarde entre todos os envenenadores, está seguro de sua impunidade; por isso é desprezível. Não afirma, senão insinua; chega a desmentir imputações que ninguém faz, contando com a irresponsabilidade de fazê-las nesta forma. Mente com espontaneidade, como respira. Sabe selecionar o que converge à detração. Diz distraidamente todo o mal de que não está seguro e cala com prudência o bem do qual tem certeza.

José Ingenieros
via Ricardo Gondim

domingo, 2 de novembro de 2008

Luta contra pobreza inspira canção do U2



Quando 116 milhões de pessoas se manifestaram recentemente contra a pobreza mundial, seu grito coordenado não fez grandes manchetes -- mas inspirou o roqueiro e ativista irlandês Bono a compor uma nova canção para sua banda U2.

Em entrevista à Reuters, Bono disse que a campanha Stand Up and Take Action (Levante-se e Entre em Ação), realizada em 131 países, o inspirou a criar uma canção intitulada "Stand up".

"Ela ainda não está pronta, mas foi inspirada por esse conceito de levantar-se. Mas é um pequeno diamante", disse Bono, falando ao telefone desde Los Angeles.

Os organizadores da campanha disseram que os 116 milhões de pessoas que exortaram os líderes mundiais a não esquecer sua promessa de reduzir a pobreza e a fome no mundo até 2015 representam quase 2 por cento da população mundial e o recorde mundial Guinness de "a maior mobilização de massas sobre uma questão isolada."

Oito anos atrás os líderes mundiais fixaram uma série de metas, conhecidas como Metas de Desenvolvimento do Milênio, ou MDMs, para a redução da pobreza, a educação, saúde, igualdade e combate à desnutrição.

Mas os países em desenvolvimento temem que os países ricos aproveitem a pior crise financeira desde a Grande Depressão como desculpa para descumprir suas promessas.


Contrato moral

Bono disse: "Embora não tenha sido feito um contrato legal, como desejaríamos, foi firmado um contrato moral."

"Quebrar uma promessa feita a você mesmo, seu parceiro, sua família, promessas de um político a seus eleitores, tudo isso é ruim. Mas quebrar uma promessa feita às pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo é um crime hediondo. Isso é inaceitável", disse ele.

Bono vem há anos aproveitando sua condição de celebridade para levantar dinheiro e chamar a atenção para a pobreza mundial e destacar como a ajuda, quando bem empregada, pode ajudar com a prevenção e o tratamento de doenças como malária e Aids.

"É terrível pensar que nós podemos tirar o pé do pedal aqui e que eles, lá, sejam os que saiam da estrada", disse ele, falando do receio de que menos ajuda vá retardar o progresso da África.

Mesmo assim, Bono disse que a região demonstrou ter potencial econômico significativo, com vários anos de crescimento econômico forte sob a égide de uma nova geração de líderes.

fonte: G1 via http://igrejaemergente.com.br/

Fé e Deus nas eleições dos EUA



O presidente Goerge W. Bush consolidou a associação de líderes conservadores americanos com Deus. "Quanto mais tempo passamos com Deus, mais nós vemos que Ele não é um rei distante, mas um amoroso pai", disse Bush durante um discurso. Se as urnas reproduzirem o que dizem as mais recentes pesquisas de opinião, os Estados Unidos em breve mudarão de rumo, seguindo um caminho mais liberal, voltando ao comando democrata. Mas, se o senador Barack Obama for eleito presidente no próximo dia 4, a inspiração divina continuará na Casa Branca, como ele já deixou claro ao longo de sua campanha. "Eu quero que vocês orem para que eu possa ser um instrumento de Deus", afirmou Obama em um encontro com seguidores.

As falas acima aparecem em um documentário da BBC que lança uma luz sobre o atual estado da superpotência mundial, a partir de uma perspectiva histórica. O historiador britânico Simon Schama, professor da Universidade de Columbia, em Nova York, analisou, entre outros temas, o papel da religião na formação e no desenvolvimento da nação americana. Na série para a TV, "The American Future: A History" (O Futuro Americano: uma História), exibida dias atrás aqui na Grã-Bretanha, Schama mostrou em um dos episódios como a religião, e especialmente o exercício da liberdade religiosa, é central na história dos Estados Unidos. Afinal, os pioneiros que cruzaram o Atlântico buscavam construir comunidades onde pudessem orar da forma que quisessem, liberdade garantida no Estatuto da Liberdade Religiosa da Virgínia, elaborado por Thomas Jefferson.

Esse aspecto da história americana é explorado de forma didática e inteligente por Schama, que em seguida traz para a realidade atual a importância da fé em Deus. "Cristãos evangélicos suspeitam que o candidato republicano, John McCain, não seja exatamente seu homem", diz o historiador. "Desta vez, é o candidato democrata, Barack Obama, quem invoca a fé como sua inspiração."

A fé de Obama quase o colocou em apuros meses atrás, quando sua associação com o reverendo Jeremiah Wright, seu ex-pastor em uma igreja da comunidade negra de Chicago, foi explorada na disputa pela indicação democrata. Wright, em seus sermões incendiários, atacava a nação e o ex-presidente Bill Clinton. Dizia que os Estados Unidos praticavam terrorismo no exterior e falava em uma "América branca". Barack Obama viu-se forçado a responder e o fez em um discurso que se tornou histórico e ficou conhecido como o "discurso sobre raça". No pronunciamento, Obama atacou de frente a questão racial no país e criticou as declarações do seu ex-pastor. Mas também falou da importância de Wright para sua formação moral e do papel da religião na sua vida. "O homem que eu conheci há mais de 20 anos é um homem que ajudou a me apresentar para a fé cristã, que falou para mim das obrigações de amarmos uns aos outros, de cuidar dos enfermos e ajudar os pobres." Barack Obama diz ser um homem de Deus, e a fé tem sido central na sua tentativa de se tornar o primeiro negro na Casa Branca.

O republicano John McCain raramente fala de Deus ou de religião. Ele freqüenta a igreja, mas não tem a fé como uma de suas armas políticas. Sua candidata a vice, Sarah Palin, é amada por religiosos conservadores, mas sua presença na chapa não foi suficiente para dar um toque evangélico na campanha republicana. Após oito anos de Bush clamando ter o Criador ao seu lado, divulgando a partir de Washington uma versão conservadora de religião, apoiado numa aliança da direita cristã com conservadores judeus, a inspiração divina nos Estados Unidos agora é outra. Nesta eleição Deus parece estar do lado democrata.

Rogério Simões em blog dos editores da http://www.bbc.co.uk/portuguese/

OS VALORES PODEM SE MANIFESTAR NAS CONDIÇÕES MAIS ADVERSAS



Ex-catadora de lixo de Belo Horizonte Maria das Graças Marçal, conhecida popularmente como “dona Geralda”, fundou a Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável). Trata-se de um projeto social que atende várias dezenas de catadores na capital mineira e já recebeu diversos prêmios pelo seu caráter inovador. Inclusive, a oportunidade de ir pessoalmente, em 1999, à sede da ONU, em Nova York, para receber o Prêmio Unesco na categoria Ciência e Meio Ambiente.

Um feito e tanto para quem começou a catar papel aos 8 anos de idade, quando a família resolveu deixar o interior de Minas Gerais para buscar oportunidade na capital. Com a morte do pai, três meses depois, a mãe e os quatro filhos ficaram na indigência, sendo obrigados a viver do lixo. Dos 8 aos 16 anos, dona Geralda carregou lixo na cabeça. A partir dos 16, começou a puxar o carrinho, principal instrumento de trabalho do catador, que chega a puxar até meia tonelada usando a força das pernas e das mãos.

As iniciativas de Dona Geralda demonstram que empreender é um estado de espírito e não sinônimo de pessoa jurídica. O negócio que ela dirige não recicla apenas lixo; recicla vidas.
Existe valor mais nobre? Existe resultado mais surpreendente do que o que dona Geralda consegue? Ela pode até não gostar de ser chamada de líder – para ela, um “apelido” muito complicado –, mas faz tudo aquilo que o líder deve fazer: motiva pessoas em torno de uma causa, apresenta resultados surpreendentes, lidera onde se faz necessário e forma outros líderes. Finalmente, mas não em último lugar, inspira por valores que enobrecem aqueles que abraçam a causa.

César Souza
consultor, palestrante e presidente da Empreenda, autor de “Você é o Líder da Sua Vida?”. Apontado pelo World Economic Forum como um dos “200 Global Leaders for Tomorrow”.

sábado, 1 de novembro de 2008

Semana Haggai (2)


Pensei que ia poder postar na semana que passei no Haggai onde estive fazendo
o Workshop de Docentes, Mas que nada, foi muita coisa boa acontecendo e uma pressão grande para poder dar uma aula em 5 minutos e ser avaliado pelos colegas e pela banca do Haggai
Entre mortos e feridos salvaram-se todos
Uma correção, a arte acima foi feita pelo docente Elson Cormak

sábado, 25 de outubro de 2008

Semana Haggai


Esta semana estarei em Campinas fazendo o Workshop de docentes do instituto Haggai do Brasil
Na semana falo mais, estou cansado e com sono, sai de Fortaleza as 04:00h

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

É uma pista falsa

É uma pista falsa, naturalmente, que Deus esteja ausente no momento da transgressão. A trama coloca Deus longe, para que saibamos que em termos dramáticos está perto – quer dizer, é do seu personagem que está sendo falado. Deus tem esse álibi formidável, não estava presente no momento em que tudo foi colocado a perder, mas num sentido muito profundo a função da narrativa é colocar de forma formidável esse álibi em dúvida.

Pela mesma razão, quando acusações forem trocadas daqui a alguns parágrafos, nenhum personagem estará geometricamente mais longe da culpa do que Deus. Para chegar-se da transgressão até Deus será preciso passar da sedução à serpente, da serpente a Eva, de Eva a Adão (aqui a culpa já começa a se dissipar) e, no estágio mais distante, de Adão até Deus.

Deus posta-se perplexo na extremidade mais isenta do drama, mas esta sua posição no palco é, literariamente falando, outra pista falsa.

Essa revelação explica em parte o enigma da serpente; fica claro que sua função mais genuína na trama é colocar uma distância maior, um estágio adicional, entre a transgressão e Deus. Esta sua função despistadora é compartilhada por Eva e, num certo sentido, por Adão.

Porque é evidente que ninguém está mais presente neste momento do que Deus. A própria narrativa não consegue gastar uma linha sem denunciá-lo. Não apenas a serpente “era o mais astuto de todos os animais do campo que o Senhor Deus havia feito”, como tudo o que a serpente tem a dizer, desde o primeiro momento, diz respeito à presença do Criador e aos possíveis furos no álibi divino. “Foi assim que Deus disse?”

E não é de estranhar que seja assim, porque esta é a história dele.

Paulo Bravo
www.baciadasalmas.com

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Cidade dos mortos



Vivem dentro dos túmulos como se fossem casas. Cavaram a terra um pouco mais fundo para ganharem espaço, ergueram paredes para construir quartos e abriram janelas para terem luz e ar. O cemitério do Cairo continua a ser o sítio onde se enterram os mortos mas é lá que vivem também mais de 800 mil pessoas. Os mais pobres dos pobres. Famílias inteiras que não têm outro lugar onde morar.
Quando é preciso enterrar um morto nos túmulos habitados, as famílias entendem-se entre si e as que lá vivem saem cerimoniosamente para dar lugar às formalidades do funeral. Ficam de parte e esperam que todo o ritual se cumpra.
Depois de chorado, rezado e enterrado, o morto fica no túmulo da família original mas
passa a pertencer também à nova família, que mais tarde há-de voltar a casa num silêncio sepulcral e deferente.
Ao fim de pouco tempo de convívio com o morto ele deixa de ser um estranho e a família retoma a sua vida e as suas rotinas sem mais embaraços. Não se preocupam em purificar o ar e, muito menos, em sacudir o pó da terra remexida. Estão habituados à proximidade entre vivos e mortos e partilham aquela espécie de mudez tumular. Falam pouco, os que habitam os túmulos. Em especial dentro de casa, nos dias de enterro. No resto são como os outros: riem e choram, gritam e pasmam, zangam-se e abraçam-se, apaixonam-se, casam-se e separam-se. Enfim vivem e morrem.
Têm medos, claro, mas também aprenderam a vencê-los e o pior pavor é não ter o que comer nem nada para dar aos filhos. O governo foi obrigado a olhar para esta realidade e passou a dar-lhes pão, água e luz. Primeiro mandou electrificar o cemitério para que os túmulos não ficassem às escuras. Depois, vendo que a população aumentava da noite para o dia, levou-lhes água até uma fonte e começou a pagar quase todo o pão. Com o passar dos anos construiu uma escola e mais um hospital e agora o cemitério é uma verdadeira cidade. A lendária Cidade dos Mortos, com alamedas de terra escura onde crescem tamareiras altas e brincam crianças descalças, onde se cruzam homens e mulheres muito cansados e onde os rapazes e as raparigas apaixonados andam de mãos dadas.
filado do http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/37164.html

O Pedro do Borel vai morar lá, Vamos Orar e que Deus abençoe

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Fotos ll

Cariri


Ultima viagem a Juazeiro, gosto de tirar fotos e estou treinando

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Procura-se

Justiça dos EUA arquiva processo contra Deus por não saber endereço de réu
Como não foi possível notificar o Criador, juiz decidiu encerrar processo.
Senador alega que Deus é onisciente e deve ser julgado por 'crimes'.

A Justiça de Nebraska, nos Estados Unidos, decidiu arquivar nesta quarta-feira o processo que um senador movia contra Deus. O juiz Marlon Polk, da corte distrital do condado de Douglas, disse que como o senador Ernie Chambers não informou no processo o endereço do réu, a Justiça não teria como notificar Deus.

No processo, Chambers acusa Deus de gerar medo e de ser responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo. Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”.

Chambers comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores. Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes.

"Como a corte não tem condições de notificar Deus, é preciso arquivar o processo", afirmou o juiz Marlon Polk em sua decisão.

Apesar de significar inicialmente uma "derrota", o senador encarou positivamente a decisão. "A corte reconheceu, desta forma, a existência de Deus", afirmou. "Desta forma, uma das conseqüências de reconhecer Deus é admitir sua onisciência. E, se Deus sabe tudo, Deus foi automaticamente notificado deste processo", completou.

Chambers tem agora 30 dias para decidir se vai ou não recorrer do arquivamento

Do G1, com informações da Associated Press
fonte;globo.com

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Feiúra americana

Eu quis vender. Você foi contra."
"Eu também quis vender."

"Você queria US$ 4 milhões. O corretor disse que valia US$ 3 e meio. Pagamos menos de US$ 300 mil. O mercado estava louco. A gente deveria ter vendido até por três e hoje estaríamos vivendo de renda."

As paredes da casa velha são grossas, mas você ouve a briga do casal vizinho no quintal e, depois, no quarto.

Milhões de casais americanos, como meus vizinhos, esta noite brigam por causa de dinheiro, dívidas, extravagâncias, a compra ou a venda da casa. Quem não tem culpa no cartório?

A primeira vez que fui a Londres, em 69, fiquei impressionado com a vida espartana dos ingleses. Meu colega da BBC, de quase 30 anos, dividia um apartamento de dois quartos e um banheiro com outros três jornalistas.

Aos 25 anos, meu padrão de jornalista do terceiro mundo - ainda não nos chamavam de emergentes - era mais alto em Nova York. Meu salário baixo me dava acesso a crédito. Tinha crédito e devia os tubos. Dinheiro de plástico era muito mais caro na Inglaterra.

A recessão dos 70 e a falência de Nova York renderam amarguras e oportunidades. Se não devesse tanto poderia ter comprado um apartamento de dois quartos, de luxo, ao lado da casa do prefeito por preço de terceiro mundo. Isto foi em 75. Em 90, fui entrevistar uma cantora que tinha comprado o apartamento. Valia 15 vezes mais.

Aprendemos a lição? Não. Nos 80, os masters of the universe promoviam a ganância, vendiam lixo - junk bonds - e gastavam US$ 5 milhões numa festa. Nos 90 entramos na bolha da internet. Pufffff. Na virada do século entramos na bolha imobiliária. Puffff.

A riqueza americana hoje tem muito mais papel do que produção.

Nos garantem que esta crise é pior do que a recessão dos 70 e que a queda da bolsa de 87 foi fichinha comparada com a atual. Tomara que seja verdade. Tomara que não seja. Minha atitude muda de hora em hora.

Por que os americanos não aprendem a viver como o resto do mundo? Por que uma casa comprada há 20 anos por menos de US$ 300 mil vale - ou valia - há poucos meses US$ 3 milhões e meio?

Estamos grudados na televisão para os debates políticos. Devemos trilhões. O senador McCain nos promete que vai pagar as hipotecas podres. O senador Obama promete que vai reduzir impostos para 95% dos contribuintes e dar seguro de saúde para 46 milhões de americanos.

E os Estados Unidos vão ser como antes? Não, melhor. A bolsa caiu seis dias seguidos.

No pânico financeiro de 1907, JP Morgan jogou os milhões dele na praça e acalmou o país. Agora é a vez do homem mais rico do mundo, Warren Buffet, tentar salvar o capitalismo. Injeta bilhões no mercado em baixa. E o mercado despenca.

O secretário do Tesouro esparrama dinheiro. US$ 85 bilhões para a AIG, uma das maiores seguradoras do mundo. Os executivos da empresa e seus vendedores pegam a grana, se reúnem num spa e gastam US$ 400 mil num fim-de-semana.

Deputados mostram as contas das massagens e manicures. Os americanos espumam de raiva. A história não foi bem assim, mas não há explicação perdoável. Todos nos sentimos lesados e revoltados. Forca é pouco para os CEOs e presidentes dos bancos de investimentos. Queremos esganá-los.

Nos canais econômicos, 24 horas de prejuízos por dia, o debate é sobre estatização de bancos. Modelo sueco dos 90 ou inglês?

Pela primeira vez em não sei quantos anos - de 10 a 25 - nos informam os analistas econômicos, os americanos pararam de consumir.

Uma tragédia para a economia, dizem uns. É a salvação, dizem outros.

São quase duas da manhã e o casal do lado está em ação na cama: "Eu quis vender!".
Lucas Mendes
De Nova York para a BBC Brasil

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vale tudo, Vale o que vier......

Só Eu posso



Falando de modo simples, religião, política e economia são ferramentas terríveis que muitos usam para sustentar suas ilusões de segurança e controle. As pessoas têm medo da incerteza, do futuro. Essas instituições,essas estruturas e ideologias são um esforço inútil de criar algum sentimento e segurança onde nada disso existe. É tudo falso! Os sistemas não podem oferecer segurança, só Eu posso.

A Cabana de Willian P.Young pg. 166 - Ed. sextante

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Somente um olho para ver o caminho.....

Religioso quer que mulheres mostrem só um olho

Um influente clérigo saudita lançou um decreto religioso (fatwa) dizendo que as mulheres que cobrem suas faces com um véu devem deixar apenas um olho descoberto.
O xeque Mohamed Al Habdan fez a afirmação durante um programa de TV por satélite da emissora Al Maid, que transmite para vários países do mundo árabe e já foi plataforma para o lançamento de outras fatwas.

"Quando Ibn Abbas (um conhecido estudioso do islamismo) lia uma passagem do Alcorão (o livro sagrado dos muçulmanos) que mencionava o véu, ele cobriu sua face e um olho, mostrando apenas um pouco do outro olho e disse: este é o véu que cobre o rosto, apenas o suficiente para ver o caminho", disse ele.

Ele disse que as mulheres muçulmanas que usam o niqab, ou véu que cobre o rosto, ajustem a indumentária para que ela passe a cobrir um dos olhos. Segundo ele, mostrar os dois seria "islamicamente incorreto", por não ser recatado o suficiente.

O niqab é bastante comum em vários países do Golfo e vem se tornando cada vez mais popular em países tradicionalmente mais liberais como o Egito.

Outras polêmicas

Al Habdan já emitiu outras fatwas polêmicas, como a que proibia mulheres de saírem de casa sem a companhia de um mehrem, que é um guardião homem que seja proibido de casar legalmente com ela, como o pai, filho ou um irmão.

Outros decretos controversos já foram emitidos no canal de TV Al Maid. O importante clérigo Saleh El-Lheidan condenou aqueles que assistem aos Jogos Olímpicos e novelas turcas.

"Nada deixa o demônio mais contente do que assistir essas atletas mulheres competindo em trajes apertados", disse ele. Para Lheidan, o problema das novelas turcas, um fenômeno atual de audiência no mundo árabe, seriam as cenas ambientadas nos quartos, algo proibido segundo o religioso.

Lheidan chegou a autorizar o assassinato de donos de emissoras que transmitem programas considerados anti-islâmicos, mas voltou atrás e disse que a sentença de morte deveria ser aprovada antes por um tribunal islâmico.

Outra fatwa incomum emitida recentemente foi a que classificou o personagem Mickey Mouse como um "agente de satã". O xeque saudita Muhamed Munajid disse que, "tanto o rato doméstico como seu equivalente na ficção devem ser mortos".

Rodrigo Durão Coelho

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Igreja de Ribeirão Preto vai aceitar dízimo pago em cartão de crédito

As filas cada vez maiores na secretaria de atendimento da Catedral Metropolitana de São Sebastião, no centro de Ribeirão Preto (SP), motivaram a reforma modernizatória: transferir a secretaria para uma sala maior, com ar condicionado, banco de espera (com direito a revistas), máquina de café, senha eletrônica e duas máquinas de cartão - Visa e Mastercard - para melhor atender à clientela exigente.

"As pessoas que vinham aqui agendar casamento ou batizado perguntavam cada vez mais se podiam pagar com o cartão. Hoje em dia é díficil as pessoas andarem com dinheiro no bolso", conta Francisco Jaber Zanardo Moussa, o Padre Chico, responsável pela paróquia. Outra vantagem do cartão, ele explica, é diminuir o dinheiro físico dentro dos cofres da igreja, onde furtos já foram registrados.
As máquinas também serão utilizadas para o pagamento do dízimo - prática já existente em algumas igrejas evangélicas, como a Universal e a Renascer em Cristo. Mas a modernização tem seus limites. Padre Chico frisa que o espaço de utilização será restrito à secretaria; por conseqüência, a máquina não vai substutuir a tradicional cestinha de contribuição passada durante as cerimônias: "A missa tem um sentido eucarístico, cerimonial, não posso colocar uma máquina lá no meio", diz.

A nova sala de atendimento receberá a benção inaugural nesse domingo e começará a funcionar na segunda-feira. Na antiga secretaria, será instalada uma lojinha de artigos religiosos, conta o padre empreendedor.

Na nova secretaria, haverá três guichês (a antiga tinha só dois): um para informações e atendimento de rotina, outro para sacramentos (batizado, primeira eucaristia, crisma, casamento) e um terceiro, onde ficará um padre, voltado para atividades exclusivas como bênção de imagens e terços, dúvidas específicas, entre outros assuntos.

O fim da peste
O padre calcula que o movimento da paróquia, que motivou toda a mudança, começou a crescer de um ano para cá, depois que bandos de pombas foram espantados da praça onde fica a catedral, no centro da cidade. "Antes a igreja era muito suja, havia uma população de mais ou menos 30 mil pombos por aqui", afirma.

Padre Chico conta, orgulhoso, que foi o responsável pelo fim da peste e o retorno dos fiéis. Decidido a dar um fim nas aves, se inspirou em Sertãozinho (SP), onde foi usado um repelente à base de extrato de uva para espantar as pombas.

O Ibama, no entanto, não deixou que a experiência se repetisse em Ribeirão Preto. O padre recorreu, então, às lembranças da infância na roça, quando a família usava bombinhas de festa junina para espantar as rolinhas das plantações. "Pensei: se bombinha espanta rolinha, então foguete vai espantar pomba, que é maior".

O padre conta que as pombas usavam a praça como dormitório e chegavam ao local por volta das 18h. "Todo dia às 18h, eu soltava um rojão e elas fugiam. Por volta das 19h, elas voltavam e eu soltava outro", conta. A saga durou seis meses. "Hoje não tem mais nenhum pombo na praça", comemora.

De lá para cá, o movimento da catedral triplicou. "Antes eu comprava de 1.800 a 2.000 hóstias por fim de semana, hoje compro de 3.500 a 4.000".
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Aritmética da crise na America

EM 1994 , nos EUA, os juros dos empréstimos bancários eram baixos. Em Nova York, os Jones, um casal de professores, decidiram comprar um apartamento que valia US$ 300 mil. Graças a uma herança, eles dispunham de um aporte inicial de US$ 100 mil e conseguiram um empréstimo hipotecário de US$ 200 mil a juros fixos; a mensalidade, que pagariam por 30 anos, era compatível com seus salários.

Em 1996, o apartamento dos Jones, comprado por US$ 300 mil, já estava valendo US$ 450 mil, e os bancos competiam para refinanciá-lo. Os Jones contrataram novo empréstimo hipotecário de US$ 350 mil; com isso, pagaram o saldo da hipoteca anterior (quase US$ 200 mil) e ficaram com US$ 150 mil líquidos, para eles.A bolsa não parava de subir, e os Jones investiram seus 150 mil (sobre os quais pagavam juros de 6%) em fundos de ações (com retorno médio de 16% ao ano). Nada mal.

Dois anos mais tarde, o apartamento valia US$ 600 mil. Os Jones pediram a seu banco uma linha de crédito garantida por uma segunda hipoteca sobre o imóvel: mais US$ 150 mil, que eles investiram nos mesmos fundos de ações.

Nessa altura, além do apartamento (que valia 600 mil, mas com duas hipotecas, de 350 e 150 mil), os Jones possuíam um capital investido de US$ 300 mil. Sucesso, hein?

Preocupados em não perder o trem da alegria, convencidos de que não há bem-estar sem crescimento contínuo e entusiastas da internet, os Jones venderam seus fundos e passaram a negociar ações diretamente numa corretora on-line, com bons resultados: naqueles anos, era difícil errar. Preferiam as ações de empresas das novas tecnologias, que prometiam lucros rápidos. Seus investimentos serviam como garantia para eles alavancarem dinheiro para mais investimentos, o que multiplicava o retorno (e também os riscos, mas os Jones se sentiam confiantes: só conheciam céus azuis -longo período de juros baixos, aumento vertiginoso do preço dos imóveis e subida contínua das bolsas).

Em março de 2000, no desastre das ações de tecnologia, alavancados além da conta, os Jones tiveram que vender na pior baixa. Perderam metade de seu capital. Mas, nesta altura, seu imóvel valia US$ 800 mil; eles ampliaram a linha de crédito e voltaram para a bolsa com toda força.

No 11 de Setembro de 2001, novo desastre. Os Jones ficaram com quase nada. Sobrava-lhes seu imóvel. Problema: entre 2000 e 2001, pela queda nas bolsas, US$ 4 trilhões sumiram das contas dos americanos; o preço dos imóveis estava fadado a baixar. No fim de 2007, o apartamento dos Jones, hipotecado por US$ 500 mil, valia US$ 450 mil. Entregar a casa para o banco credor se tornava um bom negócio. Essa é a história de uma hipoteca de primeira linha. A das hipotecas de segunda linha ("subprime") é mais simples.

Nos anos 90, os Smiths não tinham renda para pagar as mensalidades de um empréstimo. Para que os menos solventes aproveitassem a "festa" imobiliária, os bancos inventaram um tipo de empréstimo com juros bem altos, mas que seriam cobrados só a partir do terceiro ano. Ou seja, antes de dois anos, os Smiths venderiam seu imóvel (cujo valor teria aumentado de, digamos, 30%), reembolsariam o empréstimo do banco e ficariam com o tal 30%, um pequeno patrimônio. Tudo certo -à condição que o preço dos imóveis não parasse de subir.

Durante esse tempo, os bancos, assim como seus clientes, também apostaram no eterno "boom" dos imóveis e transformaram os débitos hipotecários dos Jones e dos Smiths em títulos negociáveis, lastro para alavancar mais dinheiro etc.

O que foi? Cobiça dos Jones e dos Smiths? Ganância de executivos preocupados só com seu bônus de Natal? Uma grande jornalista americana, Barbara Ehrenreich, no "New York Times" de 23 de setembro, aponta para um responsável menos óbvio: o pensamento positivo, triunfante na cultura americana das últimas décadas.

Para Ehrenreich, o problema é que, há anos, "tropas de pastores de superigrejas e um fluxo infinito de best-sellers de auto-ajuda" juram que, para conseguir o que a gente quer, é suficiente "acreditar firme": deseje ardentemente o objeto de sua ambição, e eis que o mundo e Deus responderão a seu pedido.

As estantes das livrarias de aeroporto mandam cada viajante (sobretudo se for um executivo) ser loucamente otimista e confiante. Em seus sites, os conferencistas motivacionais ainda listam orgulhosamente, entre seus clientes importantes, Lehman Brothers e Merril Lynch...

Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo.
colaboração: Judith Almeida e Gedeon Alencar
Via http://pavablog.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Cabana



A cabana livro de Willian P. Young que foi publicado por uma editora desconhecida
Do meio literário americano e que acabou em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York
Esta semana esta em primeiro lugar na Veja, Soube do livro pela revista Ultimato e logo veio a curiosidade
Sabe daqueles livros que você começa e não quer lagar? Pois bem A Cabana e assim
Não deixe de ler

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

As sete maravilhas do mundo.

Um grupo de estudantes de geografia estudava as sete maravilhas do mundo.
No final da aula, aos estudantes foi pedido para fazerem uma lista do que
eles pensavam que fossem consideradas as novas sete maravilhas do mundo.
Embora houvesse algum desacordo começaram os votos:

1. A Grande Muralha - China
2. Cristo Redentor - Brasil
3. Petra - Jordânia
4. Taj Mahal - Índia
5. Coliseu de Roma - Itália
6. Chichén Itzá - México
7. Machu Pichu - Peru

Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A
menina, não tinha virado sua folha ainda.
O professor então perguntou à menina se tinha problemas com sua lista.
A menina quieta respondeu:
"- Sim, um pouco, eu não consigo fazer a lista, porque são muitas
maravilhas."
O professor disse:
"- Bem, diga-nos que o que você tem, e talvez nós possamos ajudá-la."

A menina hesitou, então leu:
"- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:

1. tocar
2. sentir sabor
3. ver
4. ouvir

Hesitou um pouco e então...

5. sentir
6. rir
7. e amar

A sala então ficou completamente em silêncio.

Que você possa se lembrar hoje, daquelas coisas que são verdadeiramente
maravilhosas.

"Faça tudo de bom que você puder para todas as pessoas que você puder,
quando você puder."

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Gibis cristãos. Por que não?

Claude Bornél

O que muita gente não sabe (inclusive quem curte HQ) é que também existem gibis criados com objetivos que extrapolam o mero entrenenimento
Existem quadrinhos dos mais variados gêneros e estilos. Heróis, ficção científica, terror, aventura... Mas o que muita gente não sabe (inclusive quem curte HQ) é que também existem gibis criados com objetivos que extrapolam o mero entrenenimento. Por exemplo, ajudar a difundir a palavra de Deus. Sim, quadrinhos cristãos. E por que não?

Muitos desses títulos apresentam qualidade de desenho e de conteúdo que nada deixam a dever às boas histórias dos Marvels e DCs. Se diferenciam, portanto, não pela forma e sim pelo conteúdo. Em vez de batalhas para lá de espetaculosas entre mocinhos e bandidos, tramas que procuram evidenciar a diferença que Jesus faz na vida das pessoas.

Comparados às HQs de apelo mais comercial, o gênero cristão fica para trás apenas no quesito distribuição. Daí porque não chegam a ser tão conhecidos. Mesmo nos Estados Unidos, país de base religiosa cristã e um do berço dos quadrinhos. Em livrarias conceituadas como Barnes & Noble, ou mesmo em lojas especializadas, chega a ser raro encontrar.

O melhor lugar para achar tais títulos são as lojas de artigos cristãos. Ali é fácil encontrar graphic novels, mangás ou simples HQs com referências bíblicas ou personagens seguem os passos de Cristo. Estão ao lado de CD's, camisetas, livros, DVD's e, claro, de Bíblias. Mas o curioso é que, mesmo nessas lojas, nem sempre os gibis cristãos tinham tanto espaço nas prateleiras.

"Desde o ano passado estamos vendo o crescimento das graphic novels aqui na Wits End. Porque tem figuras é mais fácil de ler e é mais divertido, especialmente para homens", afirma Dave Lawler (ou apenas Coach Dave), gerente da livraria cristã Wits End, da Igreja Grace Fellowship, em West Palm Beach, Flórida.

Em outras lojas cristãs o depoimento é basicamente o mesmo, sinalizando que o avanço dos gibis cristãos nos EUA é um fenômero recente. Contudo, não significa que o gênero já não estivesse disponível no mercado há bem mais tempo.

Que o diga o escritor norte-americano Buzz Dixon, fundador da produtora de quadrinhos cristãos Realbuzz Studios (http://www.realbuzzstudios.com/). Com uma notável carreira no ramo do entretenimento - tem no currículo episódios escritos para inúmeros desenhos animados como "Batman", "Transformers", "Caverna do Dragão" e "Comandos em Ação" -, o autor criou sua primeira graphic novel cristã, "Serenity", em 2000, como um projeto para a Stan Lee Media.

À época, Buzz era o vice-presidente de Criação da empresa do grande responsável pelo surgimento do universo Marvel. Quando alguém sugeriu produzir um gibi cristão, o próprio Stan Lee pediu a Buzz que desenvolvesse alguns conceitos.

"Minhas primeiras pesquisas indicavam que o mercado literário cristão estava desconfiado quanto às histórias de super-heróis. Naquele tempo os gibis eram exclusivamente dirigidos a adolescentes do sexo masculino, mas a série "Sailor Moon" estava começando a atrair as adolescentes, tanto para o anime quanto o mangá. Uma vez que não havia gibis para meninas, exceto pela série "Archie", desenvolvi "Serenity" como uma novela adolescente em quadrinhos no estilo mangá", explica.

Segundo Buzz, o projeto deixou de ser aprovado por Stan Lee por não ser uma história de super-herói. "Uma vez que Stan fez sua fama e fortuna com super-heróis, quem pode culpá-lo?", comenta.

Então, com a permissão da lenda dos gibis, Buzz pegou "Serenity" para si e começou a correr atrás de uma editora para publicar o trabalho. O que só acabou se concretizando em 2005, através da editora cristã Barbour Publishing.

O gibi conta a saga de Serenity Harper, uma estudante do segundo grau cuja personalidade é tudo menos algo que se possa chamar de serenidade, ao contrário do que seu nome inicialmente sugere. Recém chegada a James A. Madison High School, ela fala muito palavrão, não ter qualquer noção de respeito e é agressiva com todos que se aproximam. Especialmente com o jovens do Grupo de Oração que tentam enturmá-la na escola.

Aos poucos vai ficando claro que os problemas de Serenity são o reflexo da vida desestruturada que tem em casa, cuja mãe não dá qualquer chance de confiança na filha. A Bad Girl comete os piores atos e chega ao fundo do poço, quando então surge a chance de mostrar a ela o poder do perdão que vem de Jesus.

Depois do primeiro "Serenity" vieram outros títulos como os volumes seguintes da série e o ótimo "Goofyfoot Gurl", um gibi cheio de gírias de surf e que conta com desenhos fabulosos e uma narrativa que pouco se vê por aí. Mesmo em gibis mais comerciais. Bem, mas nada que tenha evitado Buzz de tomar a recente decisão de fechar sua empresa.

"Eu gosto de pensar que a Realbuzz Studios é parcialmente responsável pelo corrente crescimento dos quadrinhos cristãos, muito embora eles já existissem há muitos anos", acrescenta Buzz, que pretende continuar no ramo de gibis cristãos.

Uma heroína que ora

A editora Zondervan também traz sua parcela de contribuição para o segmento, com um catálogo bem variado que inclui heróis bíblicos, moscas viajantes do tempo, super-heróis modernos e até mesmo histórias extraídas da Bíblia. Todos os títulos no formato mangá, disponibilizados através da Divisão de Produtos Infantis da empresa, sob a chancela Z-Graphic Novels (http://www.zondervan.com/Cultures/en-US/Search/Search.htm?SC=%22Z+Graphic+Novels%22&LN=eng&PT=%22Kidz%22&AX=12&AN=0&QueryStringSite=Zondervan).

"O mangá japonês explodiu em popularidade nos Estados Unidos, fazendo o mercado triplicar nos últimos três anos (leia mais em http://www.opovo.com.br/colunas/sequencial/749288.html). Em 2005, as vendas superaram US$ 250 milhões e em 2006 continuou crescendo", afirma Alicia Mey, vice-presidente de Marketing da Zonderkidz, acrescentando que a popularidade do mangá mostra que quadrinhos não são apenas para meninos ou jovens do sexo masculino, uma vez os mangás contam com 60% de leitoras.

"Infelizmente, o corrente sucesso expõe os leitores a um forte imaginário sexual, violência gratuita e uma visão de mundo pagã. Como uma alternativa saudável, a Zonderkidz conta com seis novas séries de mangás nas quais procuramos mostrar a verdade da Bíblia através de histórias excitantes e arte impactante", completa.

Um dos mais recentes títulos da editora é "Tomo", cuja principal característica é mostrar a diferença que Jesus faz na vida das pessoas. O mangá conta a história de Hana, uma pré-adolescente japonesa que perdeu a mãe e veio morar com o avô, Jou Otousan, nos EUA, onde descobre ser a escolhida para empunhar a Espada do Espírito e defender o reino de Argon Falls, que fica em uma dimensão paralela.

Embora o teor místico da trama sugira algo que contradiga a doutrina cristã, basta ver a relação entre avô e neta para desfazer qualquer confusão. Uma das primeiras coisas que Jou Otousan faz é levar Hana à Igreja e apresentá-la ao pastor James. O avô também a ensina a orar e a pedir a ajuda de Jesus quando tem problemas. Para um leitor com o olhar acostumado as batalhas entre heróis e vilões, trata-se de uma visão, no mínimo, inusitada.

O texto é cheio de ensinamentos sobre como amar aqueles que nos fazem mal e esperar com paciência no Senhor. Em dado momento da série, Hana é suspensa da escola, acusada de colar numa prova. Mas em vez de cair em desespero para mostrar que é inocente, Hana confia no plano que Deus tem para ela. E é tudo que ela precisa para conquistar vitórias aparentemente impossíveis - porque, para Deus, nada é impossível.

O efeito Ted Dekker

O público alvo das HQs cristãs é muitas vezes definido como tween-to-teen - algo como dos 10 aos 12 anos, equivalente ao termo brasileiro "pré-adolescente". Mas quem pensa que tais títulos ficam restritos a essa faixa etaria se engana completamente. Uma grande prova disso são as adaptações para quadrinhos da obra do escritor norte-americano Ted Dekker.

Filho de missionários, o autor foi criado perto das florestas da Indonésia e estudou Religião e Filosofia nos EUA. Chegou a trabalhar como diretor de marketing de uma empresa, mas desde 1997 se dedica exclusivamente à literatura. Já vendeu mais de dois milhões de livros e alguns deles já estiveram na lista de mais vendidos do New York Times.

É o caso de "Three", classificado como um suspense psicológico cristão e que foi adaptado para o cinema. No Brasil, ganhou o nome de "3 Desculpas para Matar".

Outra obra do autor, "House", também virou filme, o recente "Jogos de Um Psicopata". Outros livros do autor ganharam versões para os quadrinhos, contribuindo para elevar sensivelmente a faixa etária dos leitores de gibis cristãos.

"Estudantes de primeiro e segundo grau compram títulos como "Tomo", mas graphic novels como "Black" são lidos mesmo por adultos", comenta com entusiasmo Coach Dave, da livraria Wits End.

"Black" é o primeiro dos três livros da série "The Circle Trilogy", continuada por "Red" e "White". Conta a história de Thomas Hunter, um homem preso em dois mundos sem saber qual deles é o sonho e qual é a realidade. Por trás da resposta, uma saga épica em que a fé em Deus é o que faz a diferença.

Uma curiosidade da trilogia é a empresa responsável pela arte e pelas cores: a brasileira Big Jack Studios, localizada em Belo Horizonte (http://www.bigjack.com.br/). A Big Jack Studios tem clientes no Brasil, Estados Unidos, Canadá e Portugal, entre os quais Marvel, Dark Horse e Dynamite Entertainment, apenas para citar alguns dos clientes ligados à área de quadrinhos. Para "The Circle Trilogy", o trabalho foi feito para a editora Circle Media. Um ótimo preview da série pode ser visto no site http://www.thecircletrilogy.com, com direito a vários recursos de animação bem interessantes de se explorar.

Mais perto de Jesus

Uma vez que a oferta de quadrinhos cristãos está em crescimento, servindo de alternativa aos gibis tradicionais com teor mais violento, a pergunta que fica no ar é: como tais publicações ajudam as pessoas a se aproximarem mais de Jesus?

"Eu devo esperar que sim!", afirma Buzz Dixon, explicando que costuma dizer às pessoas que "Serenity", e os demais títulos da Realbuzz, são ferramentas para reafirmar valores e não ferramentas evangélicas.

"Enquanto eu, obviamente, ficaria encantado se um dos meus mangás ajudassem alguém a se converter a Cristo, meu real propósito é mostrar, em forma de entretenimento, como viver uma vida cristã diante das tentações de se buscar soluções fáceis. Isso significa colocar os personagens em situações da vida real e vê-los descobrir seus próprios caminhos aplicando os princípios cristãos. Eu me esforço para ser entretenimento, não um moralista", acrescenta.

Para Coach Dave, os quadrinhos cristãos funcionam como mais um meio para passar a mensagem de Jesus, ao mesmo tempo que funciona como a única forma. "Existem algumas pessoas que vêem somente esse tipo de material sobre Cristo. Cada vez menos pessoas lêem nos dias de hoje", comenta, pesaroso.

Alicia Mey observa que cada um dos mangás da Z-Graphic Novels apresenta histórias com uma perspectiva cristã baseada em valores bíblicos. Desta forma, todo e qualquer leitor (cristão ou não-cristão) que tiver acesso a um desses mangás, terá a chance de ver a diferença que Deus pode fazer.

"Todos os títulos da Z-Graphic Novels são revisados por pessoas formalmente treinadas em Teologia, para assegurar que o conteúdo de cada livro contenha elementos cristãos do mais alto padrão", conclui.

fonte: www.opovo.com.br

Escape de Sofia =)



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Satanistas devoram quatro adolescentes na Rússia


Parece filme de suspense com boas doses de terror. Mas aconteceu na vida real. Um ritual bizarro acabou matando quatro adolescentes na Rússia. Os satanistas começaram o trabalho esfaqueando os corpos dos jovens. Cada um deles recebeu 666 golpes - não poderia ser outro número, né? As vítimas foram embriagadas antes de sofrerem as facadas. Não satisfeitos, os satanistas comeram partes dos corpos dos adolescentes, com idade entre 16 e 17 anos. O caso ocorreu na cidade de Yaroslavl, a cerca de 495 quilômetros de Moscou, segundo informações da imprensa russa.


Pedaços dos corpos foram achados em um terreno abandonado, ao redor de uma cruz fincada de cabeça para baixo, uma marca dos cultos macabros.


Segundo a polícia, os corpos foram cozinhados (para o leitor engraçadinho, cozido e cozinhado são sinônimos) antes de serem devorados pelo grupo de criminosos.


A polícia prendeu oito suspeitos de pertencerem à seita. Um deles contou que, em outra operação satanista, violou o túmulo de uma criança recém-enterrada e comeu o coração dela. Arrrghhhh...


Um outro preso contou não temer pelo seu futuro:


"Satã vai me ajudar a sair dessa. Eu fiz muitos sacrifícios para ele."


Um terceiro disse que se cansou de pedir a Deus para ser rico e que, depois de ter começado a adorar o Diabo, a vida melhorou. O líder do grupo foi identificado como Nikolai Ogolobyak.

A Rússia tem sido recentemente cenário de vários crimes envolvendo satanismo, mas a violência desse grupo anticristo chocou até mesmo a polícia.

filado do http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/

Brasil é o maior fabricante de Bíblias do mundo



Reportagem da France Presse

Mui amigo =(

Por pouco !!!



via http://igrejaemergente.com.br/

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O fim do capitalismo

Bem que meus amigos me avisaram. E tem tempo. Há mais de 50 anos, nos bares da avenida Atlântica - principalmente no Alcazar -, eles ficavam discutindo, e tentando me explicar as contradições do capitalismo e porque seu inevitável fim era uma questão de uns poucos anos. E tome Marx, Engels e Lênin.

Tomávamos. Eu, na verdade, tomava mais chopinho, embora fizesse uma cara inteligente e concordasse com tudo que diziam. Onde estão agora, para me gozar, o Marat, o Francis, o Sérgio “Elemento”? Passaram destas contradições em que vivemos para aquelas que eles garantiam não existir.

Abro os jornais, ouço o rádio, veja a televisão e lá está, como se na mesa do Alcazar, o aviso fatídico tornado realidade: o capitalismo acabou. Alguns bancos faliram, alguns milhares de pessoas ficaram desempregadas, outras tantas entraram pelo cano com suas economias e todo o resto das más notícias que rolam por aí, mundo afora, como rolavam os cartõezinhos de chope que se acumulavam em nossa mesa.

Bancos fechando, bares faturando.

Todo banqueiro tem uma história triste para contar. Todo investidor também. Corretores de ações que não acabam mais. Os economistas fazem uma cara esperta de quem não só viu mas ainda por cima deglutiu um passarinho verde. “Viu? Eu não disse? Agora me permitam explicar o que está acontecendo…” E toca a mesma canção se acompanhando na mesma viola.

Os chineses, se tivessem senso de humor, achariam uma graça imensa nessa história toda. Os chineses, no entanto, não têm tempo para achar graça em nada. Estão ocupados fazendo ou produzindo coisas. Dinheiro? Uma consequência não de todo desprezível. Ou agradável? Só os chineses sabem. No equivalente a seus vastos Alcazares.

A esquerda pede a palavra


Interessante saber o que a esquerda pensa. Neste momento. Semana que vem é mais complicado. Garanto que é papo que eu já ouvi, em contraditórias versões, no meu velho Alcazar, com meus velhos bons amigos.


Olhem só, ouçam só um velho conhecido nosso. O Daniel Cohn-Bendit, vulgo Danny le Rouge quando líder estudantil na agitada Paris de 1968:


“Esta crise financeira é para o neo-liberalismo o que Chernobyl foi para o lobby nuclear. Uma catástrofe. (…) Não é o fim do capitalismo porque o capitalismo sempre foi inteligente bastante para se reformar. O capitalismo só chegará a seu fim quando não conseguir mais se reformar.”


Puro Alcazar.


Diante de nossos microfones agora, o cantor pop Jarvis Cocker:


“É muito bem ver o capitalismo entrar pelo cano. O capitalismo foi muito longe demais e…”


Ah, chega, tá bom? O distinto está expulso da mesa e do bar.


Conosco agora Salma Yaqoob, vereadora da cidade de Birmingham: “Quando o mercado era tratado como um deus, sempre nos prometeram que sobraria alguma prosperidade para nós. Sobrou apenas a cobiça.”


A senhora, ou senhorita, está convidada para se sentar e pedir o licor que quiser.


Fala, em “fanhês”, o ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone: “É triste, mas eu não acho que se trate do fim do capitalismo. Há que haver um retorno a um estado muito mais intervencionista. (…) Thatcher e Reagan desregulamentaram tudo em massa, deixando que os mercados financeiros fizessem o que bem entendessem. Um centro financeiro, como o Reino Unido, tem que depender de uma economia sólida e genuinamente produtiva.”


Taí. Gostei. Mais um chôpe, Manél! Manél era o garçom da Alcazar. Manél não tinha contradições.


O artista plástico Patrick Brill, que atende pelo nome artístico de Bob e Roberta Smith – é, assim mesmo, feito um casal de patinadores --, dá seus 7 centavos de dólar de opinião: “No mesmo dia em que o banco Lehman Brothers pediu o boné, o (“artista plástico”, com aspas minhas) Damien Hirst faturou US$ 70 milhões num leilão pessoal. Ninguém deve gozar se o capitalismo tiver chegado a seu fim. Lembremos que, por trás de cada banqueiro, há gente comum em muito mais apuros.”


Preciso me familiarizar mais com a obra dos três. Patrick, Bob e Roberta.


Deixando a câmera por uns minutos, o diretor Ken Loach ilumina e enquadra:

“Aí está mais uma prova, se necessário fosse, de que mercado não é, e nunca poderá ser, a resposta.”


Os filmes de Loach direitinho, essa frase que ele rodou.


Encerremos com um filósofo, que é para dar sustança a estas falidas linhas. Dando tratos à bola, comigo e com vocês, Michael Onfray, que nunca ninguém ouviu falar, certo?


“O fim do capitalismo? De jeito nenhum. A principal característica do capitalismo é sua maleabilidade. Ele já passou pela antiguidade, o feudalismo e a era industrial, já tendo usado a máscara do fascismo e, hoje em dia, coabita com a causa ecológica. Após estes recentes eventos, o capitalismo, como a Hidra de Lerna, adotará uma nova forma. Cortem uma de suas cabeças e outra nascerá em seu lugar. Chegamos ao fim da obsessão da sociedade com crédito e dinheiro? Em hipótese alguma.”


Salta um duplo para o Michael, ô Manél!


Enquanto isso, sabemos, muita gente, em diversos pontos do globo fatura alto. Todos, com certeza, chineses.
Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

"O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol." (Eclesiastes 1 : 9)

“Mundanidade”

“ Para mim, a atitude ‘mundana’ que creio ser nefasta não é apenas ‘voltar-se para o mundo’, nem mesmo a secularização total que se quer sem compromissos, da turma do ‘honest to God’. É ainda menos a nobre preocupação pela justiça social e pelo bom emprego da tecnologia a serviço das verdadeiras necessidades do homem em sua indigência e seu desespero. O que quero dizer por ‘mundanidade’ é o envolvimento na absurda e maciça mitologia da cultura tecnológica e em todas as invenções obsessivas de sua mente vazia. Um dos sintomas disso é precisamente a angustiada preocupação de manter-se em dia com a fictícia, sempre variável e complexa ortodoxia em matéria de gosto, política, culto, credo, teologia e que sei mais — um cultivar o jeito de redefinir, dia a dia, a própria identidade em harmonia com a autodefinição da sociedade. ‘Mundanidade’, a meu ver, é típico dessa espécie de servidão em relação ao cuidado com as aparências e a ilusão, essa agitação em torno de pensar os pensamentos certos e usar os chapéus corretos; essa vulgar e vergonhosa preocupação, não com a verdade, mas apenas com aquilo que está em voga. A meu ver, a preocupação dos cristãos em manterem-se na moda por medo de ‘perderem o mundo’ é apenas mais uma lamentável admissão de que já o perderam.”

Conjectures of a Guilty Bystander, de Thomas Merton

No Brasil: Reflexões de um espectador culpado, (Editora Vozes, Petrópolis), 1970. p. 329

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Celebridades da Internet

LÍDER NA PRÁTICA


Todos nós concordamos que esta pode ser a geração capaz de acabar com a pobreza extrema”

Disse Bono Vox ao ser eleito Personalidade do Ano pela revista norte-americana Time, em 2005, por sua defesa audaz, coerente e consistente de bandeiras humanitárias – ao lado de Bill Gates, o criador da Microsoft, e sua esposa, Melinda. Líder do grupo de rock irlandês U2 Bono é ativista dos direitos humanos, é um bom exemplo de engajamento em uma causa nobre.

Além de se tornar um símbolo na luta contra a pobreza no continente africano, Bono (cujo nome de batismo é Paul David Hewson) apoiou inúmeras causas: acordos de paz na Irlanda, ações ambientalistas do Greenpeace, a luta contra a Aids, a malária e a tuberculose, o fim da Guerra da Bósnia, o perdão da dívida dos países do Terceiro Mundo. Organizou diversos eventos para arrecadar fundos e pressionou líderes mundiais a assinarem acordos favoráveis a suas causas. Já foi, inclusive, indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Uma de suas frases mais onhecidas é: “Quando você tem 16 anos, pensa que pode mudar o mundo. E às vezes você está certo.”

Um líder eficaz oferece causas e não apenas metas. A causa é o que dá significância à vida da pessoa, é o que faz um indivíduo sentir orgulho de pertencer a uma família, um time, um grupo, uma empresa, uma comunidade. Em nome dessa razão maior, as pessoas superam as mais variadas adversidades e ficam mais dispostas a fazer sacrifícios em prol de algo em que acreditam.

Fonte:http://bloglider.globolog.com.br/

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Assembléia de Deus compra madrugada da Band


A Band fechou contrato, em sigilo, com a igreja Assembléia de Deus, informou a coluna Ooops!. A emissora negociou o horário da madrugada, das 2h às 7h, de segunda a sexta, e das 4h às 7h aos sábados e domingos.

O contrato acontece um mês depois de a Band "arrendar" o canal 21 (em UHF) por cinco anos para a Igreja Mundial do Poder de Deus.

O valor e a duração do contrato não foram divulgados, mas de acordo com a coluna do UOL ele é de cerca de quatro anos. Para comparar, o valor pago pelo pastor R.R. Soares à Band por uma hora de programação em horário nobre é de cerca de R$ 5 milhões mensais.

O contrato da Assembléia de Deus com a emissora foi fechado pelo pastor Silas Malafaia, que já apresenta um programa nas madrugadas da Band, o "Vitória em Cristo".

Malafaia já foi acusado de fazer sermões que promovem racismo e ódio aos homossexuais.

11.out.02/Ana Carolina
da Folha Online

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Arte - Ultima Ceia de Cristo com Criancas de rua



Emocionante a obra do artista plástico Joey Velasco. Uma bela forma de chamar atenção ao problema das crianças de rua e pensar quais são as nossas prioridades hoje e quais seriam as de Cristo

filado http://www.direcao.net/wordpress/

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Religião e alucinação

Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso se tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do, “me engana que eu gosto”.

Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.

Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram seus maridos agonizarem sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca ver a promessa se cumprir.

Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina - quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.

Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, os motoristas, os cozinheiros, as enfermeiras, os pedreiros, as professoras, vão ter dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.

Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.

Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentassem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos utópicos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.

Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando... Pode ser que uns poucos prestem atenção.

Soli Deo Gloria.
RicardoGondim.com.br

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Em Cima do Lance


Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher, baixinha e alagoana. Eu fiz!”

Essas palavras são da cardiologista Rosa Célia Barbosa, que dirige um dos centros médicos mais sofisticados do país, a Unidade de Cardiologia Pediátrica do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro.

Ela construiu uma trajetória excepcional. Natural de Palmeira dos Índios, Alagoas, Rosa – a quarta de uma família de 11 filhos – foi abandonada aos 7 anos de idade em um internato de Botafogo, bairro de classe média na capital carioca. Trabalhou como cozinheira, professora de jardim-de-infância, auxiliar de enfermagem e secretária até ingressar na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Depois de formada, especializou-se em cardiologia infantil no Hospital da Lagoa e, sem saber uma palavra de inglês, ganhou uma bolsa para estudar no National Heart Hospital de Londres com Jane Sommerville, a maior especialista mundial na área. Atualmente, a Dra. Rosa também dirige a Pró-Criança Cardíaca, uma organização não-governamental que atende menores carentes com distúrbios do coração e luta para construir o Hospital da Criança.

“Se eu, com essa história de vida, realizei meus sonhos, todo mundo pode realizar os seus”, disse em 2006 ao receber o Prêmio Faz Diferença. A médica tem razão: cada um de nós pode realizar seus sonhos.

Por que, então, muitas pessoas não conseguem transformar seus sonhos em realidade? Por que abandonam seus projetos mais íntimos e até desistem de sonhar?

filado do exelente blog http://bloglider.globolog.com.br/

Com Deus, Sem Deus

Não temos como avançar nessa questão [de servir a Cristo no mundo] até que abracemos radicalmente a idéia de uma existência “sem Deus” no mundo. Isto é, até que nos recusemos a abraçar qualquer ilusão de sermos capazes de agir “com Deus” no dia a dia do mundo. Essa ilusão nos desencaminha vez após outra, fazendo com que abandonemos a justificação e a graça, levando-nos a adotar uma devoção artificial e uma ética legalista, convencendo-nos a abrir mão de nossa liberdade em troca de uma espécie de servidão às avessas.

Theodor Litt, na entrada de 24 de janeiro de 1941 de seu diário, depois de uma conversa com Dietrich Bonhoeffer

A presente terra pode ser levada a sério em sua dignidade, sua glória, sua maldição.

Dietrich Bonhoeffer, em carta de 1940 a Theodor Litt

Um cristão é um bicho estranho. Quisera Deus fossemos todos bons pagãos que seguissem a lei natural – para não falar na lei de Cristo.

Martinho Lutero, citado por Theodor Litt num cartão postal a Bonhoeffer, pouco antes de Bonhoeffer ser preso pelo seu envolvimento numa conspiração contra Hitler
Paulo Bravo

filado do www.baciadasalmas.com.br

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Processos


Processos de busca de uma solução em ambientes complexos-seja a Procter& Gamble querendo acelerar a taxa de descoberta de produtos matadores, seja o COB querendo aumentar a taxa de descoberta de atletas de ponta , exigem um planejamento diferente
Não se trata tanto de planejar “para fazer”, mas planejar para “aprender enquanto vai fazendo”.Você não gerencia a chegada,gerencia a viagem.

Tudo o que compete pelo direito de existir, é assim:se existe, se se fixa como padrão e passa a existir, é por que é o que sobrou de uma multidão de “tentativas” que não deram certo. Uma orquídea, um canguru,uma barata..são produtos de um processo assim. Empresas “que duram”,também.
Na natureza, assim como no mundo das empresas, muitíssimo mais espécies desapareceram do que permaneceram. Há muito mais maneiras de morrer do que de viver.
A idéia evolucionária é poderosa.Ela define uma classe enorme de fenômenos que não se limita á biologia,vai muito além.
Fonte; Ideias e inovacão do exelente blog do Clemente Nobrega
http://www.ideiaseinovacao.globolog.com.br/