sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Nigeriano que tem 86 mulheres


Um nigeriano de 84 anos, casado com 86 mulheres - com as quais tem mais de 170 filhos – aconselha outros a não seguir seu exemplo, afirmando que ele só consegue lidar com seu dia-a-dia com a ajuda de Deus.
Um homem com dez mulheres iria entrar em colapso e morrer, mas meus poderes são dados por Alá. É por isso que consigo controlar as 86 mulheres”, disse ele à BBC.

Mohammed Bello Abubakar, ex-professor e pregador muçulmano, afirma que suas mulheres o procuraram por conta de sua reputação de curandeiro.

“Eu não saio por aí procurando por elas, elas vêm a mim. Eu sigo o pedido de Deus, e me caso com elas.”

Mas as autoridades islâmicas na Nigéria não aceitam as alegações e vêem a grande família como um culto.

A maioria das autoridades islâmicas concorda que um homem pode ter até quatro mulheres, desde que demonstre ter condições de dar o mesmo tratamento a todas elas, mas Bello Abubakar afirma que o Alcorão não prevê nenhuma punição para quem tem um número maior de mulheres.

“Deus não disse qual deveria ser a punição para um homem com mais de quatro mulheres, mas ele foi específico sobre punições para fornicação e adultério.”

“Baba”, como ele é conhecido, é elogiado por suas mulheres e filhos. Muitas das mulheres acreditam que ele tem poder de cura e é o próximo na linha de sucessão do profeta Mohammed.

A maioria de suas mulheres tem menos do que um quarto da idade dele – e muitas são mais novas que alguns dos filhos de Abubakar. Algumas delas disseram à BBC ter conhecido o marido quando foram procurar ajuda para doenças.

“Assim que o conheci minha dor de cabeça passou”, disse Sharifat Bello Abubakar, que na época tinha 25 anos e o marido, 74.

“Deus me disse que era hora de ser sua mulher. Louvado seja Deus. Agora eu sou sua mulher.”

Ganiat Mohammed Bello, que está casada com Abubakar, há 20 anos, diz: “Sou a mulher mais feliz na face da Terra. Quando você se casa com um homem que tem 86 mulheres, você sabe que ele sabe como cuidar delas.”

Mas nem Abubakar, nem suas mulheres trabalham, e ninguém sabe como ele sustenta tamanha família, já que ele se recusa a dizer de onde tira dinheiro para arcar com a alimentação e vestuário de tanta gente.

Por dia, a família gasta cerca de US$ 850 apenas nas refeições. “Vem tudo de Deus”, diz ele.

Os moradores do vilarejo de Bida, onde eles moram, não sabem como a família se sustenta, e segundo uma de suas mulheres, Abubakar às vezes pede a seus filhos que saiam às ruas para mendigar, mas mesmo isso não seria suficiente.

A maioria de suas mulheres mora em uma casa mínima e não terminada em Bida; outras moram na casa dele em Lagos, a capital comercial da Nigéria.

Ele se recusa a permitir que sua família ou seus devotos tomem remédios e diz que não acredita que a malária exista.

“Se você sentar aqui e tiver qualquer doença, eu posso vê-la e removê-la”, disse ele.

Mas nem todos podem ser curados e uma de suas mulheres, Hafsat Bello Mohammed, conta que dois de seus filhos morreram.

“Eles estavam doentes e nós falamos com Deus. E Deus disse que a hora deles tinha chegado.”

Abubakar alega que o profeta Mohammed fala com ele pessoalmente e descreve detalhadamente suas experiências. Esta é uma alegação séria para um muçulmano.

“Isto é heresia, ele é um herege”, afirma Ustaz Abubakar Siddique, imã na Mesquita Central de Abuja.

fonte www.bbcbrasil.com

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Confissões de um ex-dependente de igreja

Outro dia um pastor observou que eu deveria confessar ao leitor impenitente da Bacia, que não tem como concluir isso lendo apenas o que escrevo, que não vou à igreja faz mais de dez anos. Ele dava a entender que essa confissão provocaria uma queda sensível na minha popularidade; percebi imediatamente que ele estava certo, e que mais cedo ou mais tarde teria, para podar os galhos da celebridade (porque a fama é uma espécie de compreensão), deixar de contornar indefinidamente o assunto.

Quanto mais penso na questão, no entanto, mais chego à conclusão que o que tenho de confessar é o contrário, e ao resto do mundo, não aos amigos que convivem com desenvoltura entre termos como gazofilácio, genuflexão, glossolalia e graça irresistível. Devo explicações à gente comum que vê o domingo, incrivelmente, como dia de descanso – dia de ir à praia, de andar de bicicleta no parque, de abraçar os amigos ao redor de um churrasco, de correr atrás de uma bola ou de encontrar a paz diante de uma lata de cerveja e uma tela radiante.

Preciso confessar que durante trinta anos fui consumidor de igreja. Durante trinta anos fui dependente de igreja e trafiquei na sua produção.

Devo confessar o mais grave, que durante esses anos abracei a crença (em nenhum momento abalizada pela Escritura ou pelo bom senso) que identificava a qualidade da minha fé com minha participação nas atividades – ao mesmo tempo inofensivas, bem-intencionadas e auto-centradas – de determinada agremiação. Em retrospecto continuo crendo em mais ou menos tudo que cria naquela época, porém essa crença confortante e peculiar (espiritualidade = participação na igreja institucional) fui obrigado contra a vontade, contra minha inclinação e contra a força do hábito, a abandonar.

Preciso deixar claro que não guardo daqueles anos qualquer rancor; de fato não trago deles nenhuma recordação que não esteja envolta em mantos de nostalgia e carinho. Ao contrário de alguns, não sinto de forma alguma ter sido abusado pela igreja institucional; sinto, ao invés disso, como se tivesse sido eu a abusar dela. Minha impressão clara não é ter sido prejudicado pela igreja, mas de tê-la usado de forma contínua e consistente para satisfazer meus próprios apetites – apetites por segurança, atenção, glória, entretenimento, aceitação.

Se hoje encaro aqueles dias como uma forma de dependência é porque acabei aceitando o fato de que a igreja como é experimentada – o conjunto de coisas, lugares, atividades e expectativas para as quais reservamos o nome genérico de igreja – representam um sistema de consumo como qualquer outro. As pessoas consomem igreja não apenas da forma que um dependente consome cocaína, mas da forma que adolescentes consomem telefones celulares e celebridades consomem atenção – isto é, com candura, com avidez, mas muitas vezes para o seu próprio prejuízo.

Todo sistema de consumo confere alguma legitimação, isto é fornece ao consumidor pequenas seguranças e pequenas premiações que fazem com que ele se sinta bem, sinta-se uma pessoa melhor (ou em condições privilegiadas) por estar desfrutando de um produto ou serviço de que – e isto é importante na lógica da interna coisa – não são todos que desfrutam.

As igrejas institucionais, por mais bem-intencionadas que sejam (e, creia-me, há muito mais gente bem-intencionada envolvida na criação e na sustentação delas do que seria de se supor) funcionam precisamente dessa maneira. Não é a toa que tanto a palavra quanto o conceito propaganda nasceram, historicamente falando, nos salões eclesiásticos. Se hoje há shopping centers e roupas de marca é porque a igreja inventou o conceito de propaganda e de consumo de massa. Foi a igreja a primeira a vender a idéia de que vestir determinada camisa e ser visto em determinada companhia demonstram eficazmente o seu valor como pessoa; foi a primeira a promover a noção simples (mas cujo tremendo poder as corporações acabaram descobrindo) de que o que você consome mostra que tipo de pessoa você é.

As pessoas que consomem igreja não têm em geral qualquer consciência de que estão se dobrando a um sistema de consumo, mas as evidências estão ali para quem quiser ver. A igreja não é um lugar a que se vai ou um grupo de pessoas que se abraça, mas uma marca que se veste, um produto que se consome continuamente. Tudo de bom que costumamos dizer sobre a igreja reflete, secretamente, essa nossa obsessão com o consumo – “o louvor foi uma benção”, “o sermão foi profundo”, “o coro cantou com perfeição”, “a palavra atingiu os corações”, “Deus falou comigo”. Em outra palavras, tudo que temos a dizer sobre a experiência da igreja são slogans. Na qualidade de consumidores, o que fazemos é retroalimentar nossa dependência, promovendo continuamente nosso produto na esperança de angariar mais consumidores e portanto mais legitimação.

O curioso, o verdadeiramente paradoxal, é que nada nesse sistema circular de consumo (ou em qualquer outro) tem qualquer relação com espiritualidade, com fé ou com a herança de Jesus. Ao contrário, sabemos ao certo que Jesus e os apóstolos bateram-se até a morte no esforço de demolir a tendência muito humana de encarcerar (isto é, satisfazer) os anseios emocionais e espirituais das pessoas em sistemas de consumo e legitimação (isto é, sistemas de controle).

O russo Leo Tolstoi acreditava que, diante da suprema singeleza do ensino de Jesus, levantar (e em seu nome!) uma máquina implacável e arbitrária como a igreja equivalia a restaurar o inferno depois que Jesus tornou o inferno obsoleto. De minha parte, vejo a igreja institucional como um refúgio construído por mãos humanas para nos proteger das terríveis liberdades e responsalidades dadas por Deus a cada mortal e que Jesus desempenhou de modo tão espetacular. Por outro lado, talvez esse refúgio seja ele mesmo o inferno.

No fim das contas você não encontrará na igreja nada que não seja inteiramente atraente e desejável, e aqui está grande parte do problema. Vá a um templo evangélico no domingo de manhã e o que vai encontrar é gente amável, respeitável, ordeira, de banho tomado, sorridente, perfumada e usando suas melhores roupas – e é preciso reconhecer que há um público para esse tipo irresistível de companhia. O bom-mocismo reinante é tamanho, na verdade, que não resta praticamente coisa alguma do escândalo inicial do evangelho. Enquanto descansamos nesse abraço comum a verdadeira igreja, onde estiver (e talvez exista apenas no futuro), estará por certo mais próxima do dono do bar, da vendedora de jogo do bicho, do travesti exausto da esquina, do divorciado com seu laptop, dos velhinhos que babam em desamparo e das crianças que alguém deixou para trás. Certamente não usará gravata e não terá orçamento anual nem endereço fixo.

Portanto nada tenho contra aquilo que a igreja diz, que é em muitos sentidos bom e justo, mas não tenho como continuar endossando aquilo que a igreja dá a entender – sua mensagem subliminar, por assim dizer, mas que fala muitas vezes mais alto do que qualquer outra voz. Com o discurso eclesiástico oficial eu poderia conviver indefinidamente (como de fato já fiz), mas seu meio é na verdade sua mensagem, e frequentar uma igreja é dar a entender:

1. Que aquela facção da igreja é de algum modo mais notável, e portanto mais legítima, do que todas as outras;
2. Que o modo genuíno de se exercer o cristianismo é estar presente nas reuniões regulares e demais atividades de determinada agremiação, ou seja, que a devoção é uma espécie de prêmio de assiduidade;
3. Que o conteúdo da crença é mais importante do que o desafio da fé;
4. Que o caminho do afastamento do mundo, segundo o exemplo de João Batista, é mais digno de imitação do que o caminho do envolvimento com o mundo, segundo a vida de Jesus;
5. Que o modo de vida baseado na busca circular pela legitimação é mais respeitável do que o das pessoas que conseguem viver sem recorrer a esses refrigérios;
6. Que o modo adequado de honrar a herança de Jesus é dançar em celebração ao redor do seu nome, ignorando em grande parte o que ele fez e diz.

Está confirmada, portanto, a ambivalência da minha posição em relação à igreja institucional. Por um lado, sinto falta dos seus confortos; por esse mesmo lado, respeito a inegável riqueza de sua herança cultural, que não gostaria de ver de modo algum apagada. Por outro lado, ressinto-me de que o nome singular de Jesus permaneça associado a um monstro burocrático no que tem de mais inofensivo e opressor no que tem de mais perverso, quando sua vida foi a de um matador de dragões dessa precisa natureza. Dito de outra forma, não tenho como condenar a permanência de alguma manifestação da igreja, mas não tenho como justificá-lo se você faz parte de uma.

Em janeiro de 1996 Walter Isaacson perguntou a Bill Gates a sua posição sobre espiritualidade e religião. Sua resposta entrará para os anais da infâmia – e não a dele. “Só em termos de alocação de recursos, a religião já não é coisa muito eficiente. Há muita coisa que eu poderia estar fazendo domingo de manhã”. Em resumo, o que dois mil anos de cristianismo institucional ensinaram ao homem mais antenado da terra é que religião é o que os cristãos fazem no domingo de manhã.

Só não ouse criticar o cara por sua visão rasa de espiritualidade. Fomos nós que demos essa impressão a ele, e só a nós cabe encontrar maneiras de provar que ele está errado.

Invente uma.

Paulo Bravo na www.baciadasalmas.com

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Primeiros Erros

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde vou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove chove
chove chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove chove
chove chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove chove
chove chove

O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove chove
Chove chove
Chove chove
Chove chove
Chove chove
Chove chove
Chove chove
Kiko Zambianchi
 

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Acadêmicos de comunicação em ação



Assim caminha a humanidade, jovens estudantes de comunicação
Em um congresso chamado JUCA em São Paulo

quarta-feira, 16 de julho de 2008

De todo o seu coração


Amy Carmichael nasceu numa pequena vila na Irlanda do Norte. Era a mais velha dos sete filhos de David e Catherine Carmichael, um casal de presbiterianos devotos.


Era uma candidata improvável para o trabalho missionário, pois sofria de neuralgia, uma doença dos nervos que lhe tornava o corpo fraco, dorido e que a deixava de cama semanas a fio.

Foi na convenção de Keswick em 1887 que ouviu Hudson Taylor falar acerca da vida missionária. Pouco depois convenceu-se do seu chamamento.

Segundo um relato biográfico dos seus primeiros anos de vida, Amy desejava ter olhos azuis em vez de castanhos. Ela pedia a Deus que lhe mudasse a cor dos olhos e ficava desapontada por isso nunca acontecer. Contudo, em adulta, Amy compreendeu que, como os indianos têm os olhos castanhos, ela iria ser aceite mais facilmente do que se tivesse olhos azuis e aceitou isto como um sinal de Deus.

Inicialmente Amy viajou para o Japão durante 15 meses, mas mais tarde, descobriu que a vocação da sua vida estava na Índia. Ela foi comissionada pela “Missão Zenana da Igreja de Inglaterra".


Muito do seu trabalho foi com raparigas jovens, algumas das quais foram salvas da prostituição forçada. A organização por ela fundada era conhecida por “Dohnavur Fellowship”.


Dohnavur fica situada em Tamil Nadu, a sul da Índia. A “Fellowship” iria tornar-se um santuário para mais de mil crianças que de outra forma teriam de enfrentar um futuro incerto.

Num esforço para respeitar aquela cultura asiática, membros da organização usavam trajes indianos e as crianças foram-lhes dados nomes nativos. Ela própria vestia-se dessa forma, pintava a pele com café e frequentemente viajava longas distâncias nas quentes e poeirentas estradas Índia só para salvar uma criança.

O trabalho de Amy Carmichael também se estendeu à imprensa. Ela foi uma escritora prolífera com 35 livros publicados. O mais conhecido é talvez um dos primeiros relatos históricos sobre a missão na Índia publicado em 1903.

Em 1931, Amy ficou gravemente ferida numa queda que a deixou de cama até morrer.
Amy Carmichael morreu na Índia em 1951 com 83 anos de idade. Ela pediu para não porém nenhuma pedra tumular na sua campa; em vez disso as crianças que ela tanto amava puseram algo com a inscrição “Amma”, que significa mãe em Tamil, um dialecto indiano.

Enquanto servia na Índia Amy recebeu uma carta de uma jovem que queria ser missionária e que perguntava como era exercer essa função. Amy respondeu: “A vida missionária é simplesmente uma forma de morrer”.

“Podes dar sem amar, mas não podes amar sem dar.”


Amy Carmichael
Fonte: Kairós
Amy serviu a Deus de todo o seu coração

Futebol dos Filósofos

Os fiéis do sexo


Cada vez mais segmentadas, igrejas evangélicas se voltam para a conversão e o acolhimento de atores pornôs e prostitutas



As religiões pregam que todo ser humano deve ser acolhido por uma igreja, independentemente do "pecado" que carregue. Mas para que o fiel se sinta à vontade para bater às portas de um templo, elas vão ficando cada vez mais segmentadas, formando tribos com perfis parecidos. Atualmente, estão em expansão as denominações evangélicas que se identificam com a questão sexual. Elas abrigam atores pornôs, prostitutas, homossexuais e travestis, entre outros. Nesses templos, a conversão é desejável, não obrigatória. Importante é se aproximar de Deus.
O conceito faz parte do discurso do pastor Giuliano Ferreira, 29 anos. Ele comanda desde 2005 a Assembléia de Deus Ministério de Madureira, em Ribeirão Bonito, interior de São Paulo.As pessoas que freqüentam o lugar se sentem confortadas pela história de salvação do religioso. Há quatro anos, ele ainda era conhecido como Juliano Ferraz, um dos mais atuantes atores pornôs brasileiros, com cerca de 300 filmes nacionais e internacionais.
Giuliano entrou para a indústria pornô em 1999. Com o ofício, conseguiu comprar três casas e ajudar a família. "Mas a angústia crescia junto com a prosperidade financeira", afirma. Largou tudo quando alguns colegas contraíram o vírus da Aids. "Era um sinal para eu parar." O pastor diz que não proíbe ninguém de participar de seus cultos por causa de escolhas pessoais. "Sei que minha história fortemente ligada ao sexo atrai, por exemplo, prostitutas. Elas se identificam com meu passado e acham que também podem mudar de vida. Mas não forço nada nem as recrimino", diz.
As igrejas que acolhem profissionais do sexo despontaram em Michigan, nos Estados Unidos, há cinco anos. Lá, um grupo de jovens pastores criou a XXX Church - as três letras "x" fazem um som parecido com a palavra sex. O alvo é a indústria de filmes pornôs. Empunhando a Bíblia, os pastores pornôs, como se auto-intitulam, invadem os sets de filmagem, na tentativa de tirar alguns atores da carreira. Mas, explicam, recebem da mesma forma aqueles que não desistem da profissão.
Em feiras eróticas, pregam e vendem camisetas em que se lê "Jesus ama astros pornôs". O site xxxchurch.com recebeu no último mês um milhão de visitas. Em janeiro de 2009, a igreja inaugurará o templo oficial, em Las Vegas.
No Brasil, a igreja Projeto 242, em São Paulo, se inspirou no exemplo americano para criar o site Sexxx Church, que existe há nove meses. Ainda não há diálogo com a indústria pornô, conta Jota Mossad, responsável pela página. Houve contato com a produtora Brasileirinhas, mas ninguém retornou. O objetivo é converter? "A idéia é criar uma amizade, não apontar o dedo e dizer 'o que você faz é errado'. Mas mostrar que a pornografia alimenta a indústria da exploração sexual", afirma.
O nome 242 vem de uma passagem do Novo Testamento, no livro Ato dos Apóstolos, capítulo 2, versículo 42 ("E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações"). "A mensagem desse trecho da Bíblia mostra que Jesus e os apóstolos creram num espírito comunitário. É a nossa filosofia", diz o pastor Sandro Baggio. Entre os planos da igreja está a venda de uma camiseta nos mesmos moldes da americana na Erótica Fair, feira programada para outubro, em São Paulo. Com o dinheiro arrecadado, será dado início à produção de um Novo Testamento. Na capa, a sugestiva mensagem "Jesus ama todos".

Fonte; Istoé

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Vitoria



José Mauricio Galli Geleilate, Administrador de empresas formado com louvor pela Universidade Federal do Ceara, Deus é Fiel

Desenho infantil


filado do http://orlandeli.com.br/principalw.htm

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pecado capital

Talvez haja apenas um pecado capital: a impaciência. Devido à impaciência, fomos expulsos do Paraíso; devido à impaciência, não podemos voltar.
Franz Kafka

Pastor se disfarça de mendigo para dar 'lição' a fiéis


Um pastor se vestiu como um mendigo e invadiu o culto de sua paróquia, no País de Gales, numa tentativa de dar uma lição sobre "tolerância" aos fiéis.

O reverendo Derek Rigby, da Igreja Metodista Trinity, na cidade de Prestatyn, colocou uma peruca, roupas sujas, não se barbeou por três dias e desenhou algumas tatuagens pelo corpo antes de entrar na igreja com latas de cervejas e seringas.

Rigby, um ex-policial, havia avisado aos fiéis que chegaria atrasado para a cerimônia e contou o plano apenas a um dos funcionários da paróquia, para que ele pudesse interceder caso a congregação resolvesse chamar a polícia.

O pastor contou que foi ignorado pela maioria dos fiéis, enquanto alguns pediram que ele se retirasse do lugar.

Rigby permaneceu disfarçado até as crianças irem para a escola dominical antes de andar até o altar e mostrar sua identidade aos fiéis, que se sentiram "envergonhados".

"Ninguém ficou irritado comigo, mas ficaram chocados por terem me ignorado da forma como fizeram", afirmou. "Eles podiam ter me dado um copo de café."

Lição

Segundo Rigby, sua intenção era "transmitir uma mensagem séria sobre tolerância, de uma forma emotiva".

Durante o sermão proferido após revelar sua identidade, o pastor citou o exemplo dos discípulos que não reconheceram Jesus na estrada para Emaús depois da ressurreição.

"Eu fiquei surpreso, não desapontado. Algumas pessoas me disseram que se eu estivesse ali, como pastor, saberia o que fazer para lidar com a situação", afirmou o sacerdote.

O reverendo Derek Rigby conta ainda que já havia feito a mesma coisa em paróquias de Newport e Londres, onde, segundo ele, os fiéis foram mais generosos.

"Eu disse à eles que eram mesquinhos porque em outros casos já ganhei dinheiro, um pacote de bolachas e um cobertor. Em Prestatyn, eu não ganhei nada", conta.

"No entanto, acho que isso não irá acontecer novamente", finalizou o sacerdote.

fonte www.bbc.com

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Decepções.

Decepções.
Ricardo Gondim.

Eu sou decepcionado. Lamento desapontar os que esperavam um otimismo menos cinzento. Mas, cedo me decepcionei com minha terra, meu padre e meus pastores. Adulto, as decepções vieram em cascata e fui acabrunhando, entristecendo, murchando. Hoje não me iludo com a natureza humana. Para mim, qualquer um pode trair, abandonar, rir pelas costas, assassinar.

Recentemente conversei com uma amiga que me confidenciou sua exaustão. Disse-me que sua pequena empresa se tornara um festival de egos inflados. Depois de inúmeros menosprezos e ingratidões, não agüentava mais: “Estou exausta. Tenho vontade de vender o negócio, largar o que já foi a razão da minha vida e sumir”. Tentei ajudá-la, mas, vi-me sem muita autoridade; disse que nos últimos tempos eu me tornara um especialista em decepções.

Todo decepcionado foi assassinado. Acertaram uma bala no coração de seus ideais; sem o sangue da persistência, só vai adiante por inércia. Amordaçado pelo dever, o decepcionado se vê tangido pelas horas e vive encalacrado pela lógica do “espetáculo que não pode parar”. É um anjo sem asas, caneta sem tinta e de ponta estragada. Sem seiva, joga em estádios vazios e abandona as avenidas para viajar por becos escuros.

Todo decepcionado curou-se de miopia porque só os que amam são doentes dos olhos. Quem ama consegue enxergar o que não existe, acredita em fantasias, ilude-se. Quando o cristalino dos decepcionados é restaurado, eles passam a ver vaidades, detectam sordidez e invejas. As sombras se tornam maiores do que a luz e as maldades, próprias dos humanos, que antes eram despercebidas, ficam nítidas. Os desalentados têm olhos de águia e sempre carregam lupas no bolso.

Todo decepcionado jogou fora seus ideais. A resolução para lutar, que vinha da antiga turbina dos ideais, parou. Jogaram areia no dínamo das suas iniciativas e sem girar, a energia se apagou. O decepcionado não passa de um palito de fósforo retorcido. Ele acorda e só espera obrigação, dever. O trabalho se torna um fardo, as horas, um arrastar monótono e a vida, um castigo. O desgostoso vive exausto.

Todo decepcionado caminha claudicante. Suas escolhas não revelam qualquer determinação; ele hesita a todo instante. O desolado esconde a resignação com rabugice. Devido a sua incerteza, fica irascível; indeciso, reage com estupidez. O decepcionado é mais severo que um senhor de escravos; é impaciente como um delegado prestes a se aposentar.

Obviamente só Deus pode curar os decepcionados. Entretanto, atrevo-me a sugerir algumas recomendações para quem quer sair dessa masmorra - desde a conversa com minha amiga, pensei muito no assunto.

Não pôr todos os ovos numa mesma cesta é um bom conselho para os cabisbaixos. Indico que não fixem os olhos nas artimanhas dos espertos, não se impressionem com os gestos adultos, mas inspirem a simplicidade das crianças, voltem a ouvir a sinfonia dos pássaros, percebam os diferentes tons de verde das matas, assistam a mais pôr-do-sol, molhem os pés em riacho que desce da montanha.

Poesia é excelente remédio para desapontamento. Um poema pulsa no ritmo do universo e contém o segredo da terapia divina. Se matemática é linguagem cósmica, música e poesia são idiomas do Divino. Melodia ressuscita a alma machucada, poesia pinça feridas do espírito para estancar a hemorragia da vida. Ouvir ou recitar um soneto é bálsamo inigualável. Depois de ler um poema, qualquer desiludido se transforma em floricultor.

Acolher os necessitados, os esquecidos, os indignos, cura qualquer decepção. O clamor do pobre é o clamor de Deus. Nada mais satisfatório para o abatido do que cuidar de um prostrado. Jesus acertou quando falou que todos os que desprezam os primeiros lugares, acham a vida; só o samaritano, que se ajoelhou diante de um moribundo, foi salvo.

Jesus se decepcionou com o povo que só queria pão, com Jerusalém que desprezou o dia da sua visitação e com os sacerdotes que conspiraram a sua morte. Porém, ele não morreu digno de pena porque ouviu o clamor de um ladrão, cuidou de sua mãe e entregou o espírito a Deus.
Portanto, bem-aventurados os decepcionados, pois neles mora a possibilidade da vida se refazer sem o brilho mentiroso dos holofotes, sem os aplausos falsos da lisonja, sem o fascínio irreal das onipotências e sem o embotamento do narcisismo.

Soli Deo Gloria.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mudando Rostos



Ser publicitário não se resume apenas a criar comerciais de bebida, fraldas ou outros produtos de consumo. Um dos clientes com o qual trabalho é a Changing Faces. Uma instituição aqui do Reino Unido que trata e fornece apoio a pessoas com desfiguração facial. O comercial acima é um exemplo de como agimos sem perceber e o impacto causado em outra pessoa. A frase final é exatamente sobre isso: "Você pode não perceber o que está fazendo, mas eu percebo".
fonte;http://super.abril.uol.com.br/blogs/videorama/

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Se não há silêncio, não há religião

“ Se não há silêncio para além e dentro de palavras de doutrina, não há religião, apenas ideologia religiosa. Isto porque a religião vai além das palavras e ações, e atinge a verdade última no silêncio. Quando falta esse silêncio, onde existem apenas as ‘muitas palavras’ e não A Palavra há muito alvoroço e atividade, mas nenhuma paz, nenhum pensamento profundo, nenhuma compreensão, nenhuma quietude interior. Quando não há paz, não há luz. A mente hiperativa tem a impressão de ser desperta e produtiva, mas isto é um sonho. Apenas no silêncio e na solidão, na quietude da adoração, na reverente paz da oração, a adoração na qual todo o ego silencia e se humilha na presença do Deus Invisível, só nessas ‘atividades’ que são ‘não-ações’ o espírito realmente desperta do sonho de uma existência dividida e confusa.”

Honorable Reader: Reflections on My Work, de Thomas Merton
Editado por Robert E. Daggy
(Crossroad, Nova York) 1989, p. 115

Fonte; reflexões de Thomas Merton

Crente celular

segunda-feira, 23 de junho de 2008


Dizem que tudo na vida tem um preço.

Mas o ditado não se aplica a Edith Edith Macefield Ballard, a mulher que fez admiradores por todo o todo o mundo, quando teimosamente rejeitou proposta de US $ 1 milhão para vender sua casa para um centro comercial em Seattle - EUA.

Edith morreu no domigno passado, de câncer de pâncreas, aos 86 anos.

Ela continuou vivendo na pequena e velha casa, mesmo após as grossas paredes de concreto subirem ao seu redor quase batendo na porta de sua cozinha.

Ao morrer Edith não deixou herdeiros e ninguém sabe exatamente o que vai acontecer com a velha casa de dois quartos construída em 1900.

fonte http://www.diariodeumjuiz.com/

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O silêncio do mundo e o nosso barulho

Um pensamento para reflexão: “Não é o falar que rompe nosso silêncio, mas a ansiedade de ser ouvido. As palavras do orgulhoso impõem silêncio aos demais, de maneira que só ele possa ser ouvido. O humilde nada pede senão uma esmola; depois, espera e escuta.”
Na liberdade da solidão, Thomas Merton
Via Reflexões de Thomas Merton

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A heroína encontrada no lixo

Neguinha batalhou para transformar um lixão e venceu a guerra contra o descaso
de moradores

Solteira, mães de quatro filhos, migrante nordestina, Dilza Maria Dias, conhecida apenas como Neguinha, transformou um lixão num campo de batalha. "Alguém tinha de tomar uma atitude. Pessoas estavam sendo atropeladas na rua porque não existia calçada para andar", conta.
O "front" da guerra de Neguinha era um terreno localizado numa rua com o sugestivo nome de Estrada das Lágrimas, que circunda a favela de Heliópolis. Ali, nas cercanias de uma escola infantil, entre um posto de saúde e uma casa de apoio a crianças e adolescentes, avolumavam-se montanhas de lixo. O problema era tão antigo que o lixo parecia integrar a paisagem -os moradores já tinham perdido a esperança.

A primeira etapa da ofensiva foi uma visita aos comerciantes das redondezas do lixão. Esteve em escolas para pedir a ajuda de pais, alunos e professores -as crianças tinham de brincar no parquinho, sentindo o odor putrefato. "As pessoas me diziam sempre a mesma coisa. Diziam que eu não iria conseguir, que era perda de tempo."
Com a ajuda de uma associação local de moradores (a Unas), Neguinha confeccionou uma faixa com a seguinte mensagem: "Você que está jogando lixo sorria. Você está sendo filmado. E depois será multado". Não adiantou.

Neguinha passou a chegar ao terreno ainda de madrugada, em torno das 5h, munida apenas de um telefone celular, que dizia estar conectado com fiscais da prefeitura. Sua atitude ajudou, até porque tinha o apoio moral dos vizinhos, especialmente os da escola e os do centro de saúde, os mais incomodados com o lixo.
Era pouco.
Notou que precisava se dedicar por mais tempo à fiscalização. Chegava de madrugada e só saía quando escurecia. Levou essa rotina durante um mês. Algumas das pessoas habituadas a jogar lixo ali imaginavam que talvez aquela mulher fosse uma funcionária da prefeitura; outras suspeitavam que não passasse de uma maluca, sabe-se lá com quais ligações na favela de Heliópolis, para ter coragem de enfrentar os homens.
Independentemente do que tenham pensado, o fato é que, aos poucos, menos gente jogou lixo no terreno -além do medo das multas, sabiam que iriam encontrar, por perto, lixões improvisados. Acontece que outros moradores da região, vendo a batalha de Neguinha, também começaram a se proteger dos donos de entulho. "Não fiz nada de mais, só não queria viver na sujeira."
Por causa dessa conquista, ela vai receber sua primeira homenagem desde que veio para São Paulo, há 25 anos -uma escola (a Cidade do Sol) vai condecorá-la por sua guerra contra o lixo.

Gilberto Dimenstein - Jornalismo comunitario

Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

Vejam o que uma pessoa com determinação e boa vontade pode fazer, ela
Mudou a situação do seu bairro, ela sozinha, já pensou um grupo, uma comunidade
Mas basta um, apenas um comece agir
Você pode ser este um, seja este um, mude algo que pode beneficiar o seu bairro

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Quando o luxo vem sem etiqueta



O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar comentusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.

Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, umStradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Filado do http://super.abril.uol.com.br/blogs/videorama/
com texto de Marcia Bindo da revista Vida Simples

Uma pergunta que seja sua

P. Quem sou eu?

UG (rindo). Você sabe muito quem você é.

P. Como assim?

UG. Será que “quem sou eu” é realmente a sua pergunta? Não, não é; você a selecionou em algum lugar. O problema é o perguntador, não a pergunta. Se não tivesse escolhido essa pergunta, você teria escolhido outra. Daqui a quarenta anos você ainda vai estar se perguntando qual é o sentido da vida. Um homem [realmente] vivo jamais faria uma pergunta dessas. É evidente que você não vê sentido na vida. Você não está vivendo; está morto. Se eu lhe revelasse o sentido da vida, em que posição isso deixaria você? O que poderia significar para você?

P. O perguntador existe?

UG. Não, não existe; o que existe é apenas a pergunta. Todas as perguntas são a mesma: repetições mecânicas de questões decoradas. Quer você pergunte “Quem sou eu?”, “Qual é o sentido da vida?”, “Deus existe?” ou “Existe vida após a morte?”, todas essas questões brotam apenas da memória. É por isso que pergunto se você tem uma pergunta que seja sua.

P. Você está dizendo que a questão “Quem sou eu” não sobrevive a um verdadeiro escrutínio?

UG. Porque não é possível separar a pergunta do perguntador. A pergunta e o perguntador são um. Assim que você aceita esse fato a coisa mostra-se de fato muito simples: quando a pergunta desaparece, o perguntador também desaparece. Mas como o perguntador não quer desaparecer, a pergunta permanece. O perguntador quer uma resposta para sua pergunta; como a pergunta não tem resposta, o perguntador permanece para sempre. O interesse do questionador é permanecer, não obter uma resposta.

 

U. G. Krishnamurti, antiguru

Fonte http://www.baciadasalmas.com/