quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Professor de sexo e teólogo dá aulas práticas em SP

POR JULIANA VILAS

Avenida São Luiz, 187. Espaço Metrópole, na galeria de mesmo nome. Segundo andar. Sinuca, lan house e bar… Meio escurinho, tudo vermelho e preto. Procuro Dorival Coutinho, em cujo número de telefone aparece duas vezes a dezena ”69". Proposital, é claro. Ele já começa logo falando de fé, Deus, religiosidade. Mas já foi perseguido por fanáticos. É chamado de depravado. Dorival é teólogo por formação, produtor de filmes pornôs e professor de sexo por vocação.


Seu curso foge totalmente dos clichês do gênero. Nada de dicas para apimentar a relação. Nas aulas práticas, os homens treinam para ter prazer bem antes da ejaculação – e prolongar o período entre as preliminares e o ato sagrado de gozar. As mulheres aprendem a se masturbar, a preparar o ambiente (como as indianas fazem) e etc. Dorival já deu palestras sobre motivação numa empresa evangélica. Discursou citando trechos da Bíblia. Ninguém desconfiou que ali estava um professor de sexo. Um missionário, na verdade, segundo o próprio.

A missão? Livrar as pessoas da culpa e dos dogmas que geram repressão sexual, aprisionam a libido e… Bom, depois disso, aprender strip-tease e decorar novas posições sexuais parece bem mais fácil. A maioria dos clientes é homem e faz o curso sozinho. No início, Dorival formava atores pornôs. Mas notou que as pessoas o procuravam com a intenção de melhorar a perfomance, não trabalhar no cinema.

Confira os vídeos com a entrevista de Dorival no urblog. Ele fala de traição, fé, o dilema entre o sagrado e o profano, amor, perseguição e…sexo, claro, sua especialidade. Escola de sexo - Dorival Coutinho: Avenida São Luiz, 187, 2º andar, tel.: (11)3214-4388.

Fonte: ÉpocaSP

História de pescador



Homem "pesca" anel perdido
21 anos e devolve ao dono


O anel estava dentro de um peixe pescado em um lago do Texas. O pescador encontrou o dono do objeto com ajuda internet

Parece história de pescador, mas os envolvidos juram que é verdade. O ano era 1987 e o americano Joe Richardson havia acabado de se formar Instituto Técnico Universal de Houston, no Texas. Duas semanas após a formatura, ele foi pescar com amigos no lago Sam Rayburn e perdeu seu anel de formatura.
Vinte e um anos depois, um pescador pegou um bass de boca pequena, peixe muito comum nos lagos americanos, e teve uma surpresa ao abrir o animal. Dentro do peixe de quatro quilos havia um anel dourado com uma pedra azul com o nome Joe Richardson gravado nele.
Com ajuda da internet, o pescador localizou Joe e devolveu-lhe o anel. O dono do anel, que agora tem 41 anos, quase não acreditou na história. Mas como o pescador lhe contou detalhes do anel perdido há mais de duas décadas, ele enfim se convenceu da história. Joe disse que o anel, que na época custou US$ 200, está em boas condições e que será mantido da mesma maneira que foi encontrado.
“Disse para minha mulher não limpá-lo. Quero ele do mesmo jeito que foi encontrado”, disse Joe.

Fonte: Época

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sorria você esta sendo filmado!!



"Em nossas instalações de fabricação, administração e distribuição, temos uma filosofia específica - as câmeras fazem com que as pessoas honestas continuem honestas"

Leo Myers, engenheiro de segurança e sistema de vigilância da Mattel, explicando o uso entusiástico pela empresa de sistemas de vigilância sobre sua força de trabalho global, 1990

Filado do exelente malvados

Coexistir ou conviver?



Coexistência é a palavra da moda, cada vez mais em voga, desde que o vocalista Bono Vox, a usou em sua bandana em um show do U2.



Cristãos, muçulmanos, hindús, espíritas, ateus, devem aprender a existir lado-a-lado, respeitando-se mutuamente. Não se trata de Ecumenismo, que é, por definição, a fusão de religiões diferentes.


Como cristãos, devemos aprender a respeitar àqueles que pensam diferente de nós. Ninguém é obrigado a abraçar nossa fé. Lembremo-nos que não é por força, nem por violência, mas por obra e convencimento do Espírito.


Diferenças doutrinárias, culturais, sociais, raciais, não devem nos impedir de coexistir respeitosa e pacificamente. Jamais converteremos alguém à base de discussões calorosas. Desejar o desaparecimento de alguém, simplesmente por não concordar com seu modo de vida, ou com sua doutrina, é o mesmo que alimentar um sentimento homicida.


O que Deus espera de nós, não é apenas que aceitemos a existência do outro, mas que o convidemos a participar de nossa vida. Coexistir já é um enorme passo. Mas o projeto de Deus para nós vai muito além que a simples coexistência. Ele nos chama à convivência.


Devemos buscar ir além da mera coexistência. Temos que buscar a CONVIVÊNCIA. A diferença entre conviver e coexistir é que convivência implica viver juntos, ter vida em comum, enquanto que coexistência implica viver lado-a-lado, cada qual respeitando o espaço do outro.


Convivência só é possível onde haja comunhão. Mas para que haja comunhão, temos que estar em concordância acerca da Verdade. À medida que partilhamos o Evangelho, nosso círculo de convivência vai aumentando.


Talvez a coexistência seja o primeiro passo rumo à convivência. Mas não podemos parar por aí. Devemos buscar conviver, não apenas coexistir; conviver carinhosamente, em amor, e não apenas em tolerância mútua.


Pra coexistir, temos que aprender a tolerar os outros. Pra conviver, temos que aprender a perdoar. Pra coexistir, basta respeitar e aceitar a existência do diferente. Pra conviver, tem que amar, e convidar o diferente para que faça parte de nossa vida.


Podemos coexistir, sem nos importar com o outro. Simplesmente ignorar. Fingir que ele não existe, e assim, deixá-lo em paz. Mas para conviver, temos que abrir a porta de nossa casa. Temos que acolhê-lo e amá-lo.

Hermes C. Fernandes via Pavablog

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Líderes religiosos se reúnem na Suécia para discutir clima

Centenas de representantes das principais religiões do mundo reúnem-se nesta sexta-feira em Uppsala, na Suécia, para um encontro ecumênico sobre mudanças climáticas - tida como a primeira do tipo.
A reunião, de dois dias, inclui cristãos, muçulmanos, judeus, chineses daoístas e um representante dos povos indígenas dos Estados Unidos.

O encontro deve produzir um manifesto, a ser assinado por 30 líderes religiosos, que terá o objetivo de encorajar a Organização das Nações Unidas a buscar medidas mais rigorosas para lidar com as mudanças no clima do planeta.

Os líderes também querem incentivar o envolvimento pessoal de fiéis nos temas relacionados à causa.

O repórter da BBC no encontro, Christopher Landau, disse que será abordada na conferência a falta de entusiasmo em relação a medidas contra mudanças climáticas em alguns setores religiosos.

"Eis uma grande emergência humana", disse o bispo anglicano de Londres, Richard Chartres.

"Várias de nossas paróquias ainda encaram isto como um assunto periférico, de segunda ordem. Tem que subir nas prioridades."

Os delegados na Suécia acreditam que se apresentarem uma mensagem unificada para o mundo, as comunidades religiosas podem fazer uma contribuição real.

Fonte: bbcbrasil

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Refrigerante evangélico e cadeado católico


Em dezembro, será lançado o primeiro refrigerante evangélico: Leão de Judá. É isso mesmo! A empresa Alfa Gold, fabricante do produto, é do empresário Moisés Magalhães, da Igreja Universal do Reino de Deus. O lote de lançamento será de 12 milhões de litros e Moisés divulgou que 20% do lucro será destinado às ações sociais da Igreja que ele frequenta.
Em três sabores, cola, guaraná e laranja, na latinha do Leão de Judá vem impresso o salmo 33,12 "Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor".
O nome Leão de Judá é uma referência à pessoa de Jesus Cristo, na passagem do livro do Apocalipse 5,5: "eis aqui o Leão que é da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e para romper os seus sete selos".
O empresário, otimista, espera abocanhar 2,5% do setor de bebidas não alcoólicas com uma boa divulgação do produto, e lógico, com o crescente mercado de consumo religioso.



E o mercado oferece diversidade e criatividade para atender a este perfil diferenciado de consumidor. A empresa PADO lançou no mês de outubro um cadeado com imagem de Nossa Senhora Aparecida. Um cadeado católico! E a empresa informa que parte da venda será destinada à Basílica. A PADO irá produzir 30 mil ítens do novo produto que permanecerá no catálogo da empresa por tempo indeterminado.
"A PADO se destaca por oferecer sempre produtos diferenciados, pensando em públicos estratégicos e, ao mesmo tempo, carentes de novidades no setor. Pensando nisso, resolvemos inovar mais uma vez e ousar a produção de um produto, no mínimo, inusitado", informa o diretor comercial e de marketing Alexandre Zanatta. "Tudo isso sem esquecer os principais focos da PADO, que são segurança, qualidade e design diferenciado", completa o diretor.
Ah...e como a criatividade é também utilizada para boicotar produtos e empresas, veja o site 'Macumba on line' que tem um 'trabalho' para levar à falência a empresa do refrigerante Leão de Judá. Na visita à Macumba on line, você poderá participar fortalecendo a macumba, votando contra ou à favor, enviando mensagem ao macumbeiro ou ainda mandando o pé - chuta que é macumba!

Fonte: Noticias Cristã

=))

Declaração Universal dos Direitos Humanos



Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Onde esta o amor ?



No último sábado aconteceu em Sorocaba + uma edição da "Marcha para Jesus". Em vez de juntar-se à presepada costumeira de "profetizar" e "declarar" uma pá de frases feitas e clichês, a Comunidade Ide optou por empunhar cartazes simples c/ frases exaltando o amor de Deus por todos.
A maior parte dos "marchadores" reagiu c/ frases como "queima, Jesus", "tá amarrado" e "misericórdia". Outros levantaram as mãos s/ o grupo p/ "interceder" por tão grande "desvio".
Segundo um dos participantes do grupo, "foi incrível a experiência de sentir na pele o que alguns grupos marginalizados sentem".

Filado do Pavablog

Não extremamente indignado !!

Ainda que na linguagem diplomática o chamamento de volta a Brasília do embaixador em Quito signifique o primeiro passo para o rompimento das relações com o Equador, foi tímida a reação do presidente Lula em relação ao calote da dívida com o BNDES. Mostrou-se indignado, mas não extremamente indignado como é natural que se proceda neste caso. Não fosse a crise econômica mundial, os petistas preferiam assimilar um prejuízo a mais à destruição da grande agenda propositiva desenvolvida junto aos vizinhos e amigos latino-americanos.

Observem que não há um clima de insatisfação do indulgente governo brasileiro com o mérito da atitude caloteira do presidente Rafael Correa. Há muita gente dentro do Palácio do Planalto que reconhece o esbulho como uma atitude legítima de uma nação pobre contra a ganância corruptora de uma empreiteira. O que pesa é a oportunidade. Ante a incerteza de que o mundo possa acabar, não é hora de distribuir benevolências e Correa esperneou um tanto tardiamente.

Na verdade, o governo brasileiro enquanto acreditou que a crise era um problema de Bush, meu filho, tratou da insubordinação equatoriana com o que se pode chamar de resistência passiva de um cônjuge enganado. O Brasil aceitou que a Odebrecht fosse expulsa do País. Depois admitiu sem reclamar que o mesmo ocorresse com Furnas, uma estatal da maior competência técnica e probidade. Ato contínuo quase que igual destino foi reservado à Petrobrás, fato que não se consumou depois de a empresa petrolífera se submeter a uma quebra temporária de contrato cujo prejuízo foi apenas adiado.

No afã de conquistar liderança moral da América Latina, o Brasil criou política externa centrada na comiseração. Somos credores de muito destes países, grande parte do investimento produtivo que eles recebem vem do Brasil, vez por outra perdoamos dívidas e mediamos conflitos em que eles se envolvem. Mesmo assim ficamos satisfeitos quando nos tratam como cachorro de rua. O interessante é que nações como a Bolívia, o Paraguai e o Equador justamente se munem do nosso extremo sentimento de humanidade e clemência para nos bombardear.

Correa, por exemplo, conta com a pronta mobilização de um certo Movimento Indígena Equatoriano para defender a soberania do seu país contra o imperialismo brasileiro. Fernando Lugo tem uma versão paraguaia dos sem-terra como força de reserva para eventual tomada de Itaipu. Morales se deu muito bem ao dar configuração étnica ao ato bandoleiro de invadir propriedade privada e quebrar a segurança contratual com a Petrobrás. Como líder, deveríamos lutar pelo aperfeiçoamento democrático, quando, no entanto, alimentamos o populismo macróbio.

A disposição caloteira de Rafael Correa é inaceitável sob qualquer aspecto. Agora é preciso ficar atento pois pode significar a antecipação de uma moratória geral dos países bolivarianos em conseqüência da queda acentuada do preço do petróleo. Em vez de assumir a missão de salvador da pátria alheia, a diplomacia brasileira fará bem ao País caso atue com a personalidade de líder. Não fará nenhum mal se assimilar os fundamentos da Doutrina do Guatambu desenvolvida por Theodore Roosevelt a respeito da influência geopolítica: “Fale suavemente, mas mantenha à mão um grande porrete.”

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)

Filado do Noblat

Acho que a nossa politica externa com os vizinhos esta uma mer.......

Pastor aparece em São Januário e promove culto para os jogadores



Madson e Mateus participam da oração no estacionamento do Vasco, que é um clube tradicionalmente católico

Quando a fase é ruim, qualquer ajuda é bem-vinda, principalmente pelo momento que o Vasco vive no Brasileirão. O ditado popular caiu como uma luva para a cena presenciada na manhã desta quarta-feira, em São Januário. Logo após todas as atividades, inclusive as entrevistas coletivas, Madson e Mateus foram abordados por um pastor da igreja Assembléia de Deus e iniciaram um culto no estacionamento da Colina. Concentrados, os dois iniciaram a oração.

O culto durou cerca de 15 minutos. O que começou em silêncio no estacionamento, passou a ser ouvido a alguns metros de distância. Rodrigo Silva, o pastor da igreja de São Cristóvão, louvou com mais intensidade ao ver as câmeras de televisão. Madson afirmou que nada foi combinado com o pastor.

- Não combinamos nada com ninguém. Ele é um enviado de Deus. Ele nos passou a mensagem de Deus nas duas últimas rodadas – diz Madson.

A polêmica que envolve a situação é que nenhum funcionário ou membro da diretoria do clube tinham conhecimento da presença do pastor dentro do clube, que é tradicionalmente católico. Dentro de São Januário, inclusive, tem o santuário Nossa Senhora das Vitórias.

Logo que Roberto Dinamite foi empossado como presidente do Vasco, o clube viveu uma situação parecida. O ex-jogador Wilsinho, “o xodó da vovó”, esteve em São Januário e benzeu as traves com dois pastores evangélicos.

Fonte Globoesporte.com

Márcio Iannacca e Thiago Lavinas
Rio de Janeiro

A verdadeira mensagem

Então, no exato centro do redemoinho, Pedro levanta-se e faz algo belo e terrível e inteiramente prenhe de consequências: começa a falar.

Não sabemos porque é necessário que apenas um tome a palavra e ensaie um discurso quando todos já estavam “falando das grandezas de Deus”, mas a postura de Pedro (”pondo-se de pé e levantando a voz”, diante de uma multidão atenta e com as defesas baixas) passou a representar o modelo canônico de como Cristo deve ser efetivamente apresentado. O próprio Jesus não havia dito que mediante a concessão do Espírito os discípulos aprenderiam o ofício de “serem testemunhas”? Pelo que vemos aqui, “ser testemunha” nada mais é do que produzir um discurso – ou, como viria a ser chamado, um sermão – habilmente adequado à situação do momento. Todos que há um minuto falavam sinfonicamente, até mesmo os onze, são obrigados a calar para que a Voz seja ouvida em apenas um.

Um só pregador, uma só congregação, um só público de gente de fora carecendo de salvação: o Primeiro Momento do Espírito é também o arquétipo da Primeira Igreja.

Será essa uma interpretação justa deste momento e do que ele representa? De certa forma não temos a esta altura, depois de milênios dessa mesma leitura, como saber.

É claro que mesmo Jesus já havia discursado, e muitas vezes. Mas Jesus, dito grosseiramente, falava com mais parábolas e com menos esperança de angariar seguidores. Deve ser evidente também que o sermão de Pedro é mais misericordiosamente breve e mais contundente do que qualquer sermão dos nossos dias, mas talvez o que recebemos no livro de Atos seja uma versão estilizada, devidamente condensada – não apenas do que Pedro disse, mas do que aconteceu naquela ocasião.

Como o texto que chegou até nós exibe um grau indefinido de estilização, talvez o discurso centralizado de Pedro seja uma necessidade meramente narrativa; talvez seu conteúdo tenha sido transmitido cooperativamente, através de todos e a cada um. Mais importante será entender que, de certo modo, não faz diferença.

Como em todo o texto bíblico, de Gênesis a Apocalipse, a verdadeira mensagem e propósito deste momento não é nos ensinar como as coisas devem ser feitas, mas fornecer-nos um vislumbre do que representa que tenham acontecido como aconteceram. O livro de Atos é registro de terrível transformação, não de confortável permanência. Não é um Manual mas um Testemunho – e o livro inteiro é permeado pela tensão entre os que recusam-se a aprender a diferença e os que abraçam o impensável e o imponderável.

Importante aqui é que aparentemente Jesus havia sido calado pela cruz, definitivamente vencido pela vergonha da sua derrota, e não restava qualquer vestígio de vida na sua mensagem. O maluco havia sido silenciado e seus seguidores haviam demonstrado que não representavam ameaça; isto é, não estavam à altura dele.

Então há de repente um maluco – não, um bando de malucos – falando alto sobre a excelência da mensagem dele e sobre a grandeza encapsulada na sua vida e na sua morte. O discurso de Pedro é importante não porque nos ensine que devemos discursar, mas porque é a primeira vez desde a morte de Jesus em que alguém se levanta e fala em nome de Jesus.

É algo tremendamente ousado de se fazer e, veja, logo Pedro.

Por Paulo Bravo

Dupla assalta padres e usa sonifero

Dois homens armados e encapuzados invadiram e assaltaram a Paróquia São José Operário, em Santa Rita do Passa Quatro, na região de Ribeirão Preto (SP), na noite de anteontem. Eles amarraram os pés e as mãos de dois padres e usaram um comprimido, um tipo de sonífero, para evitar que os religiosos chamassem a polícia durante a fuga.

A dupla levou um Gol e cerca de R$ 300 da paróquia, além de pertences pessoais dos padres (dois telefones celulares, dois relógios de pulso, um anel de prata, um computador, uma filmadora e uma câmera fotográfica digital). A polícia não tem pistas dos assaltantes.

O padre Giorgio Masin foi rendido na casa paroquial, que fica ao lado da igreja, no Jardim Boa Vista, por volta de 21h45. Os dois homens estavam armados com um revólver, uma pistola e uma faca.

Logo em seguida, no outro cômodo, o padre João Nunes de Melo também foi rendido. "Eles nos jogaram ao chão e nos amarraram, com os pés e mãos para trás", comentou Masin, que é italiano e está há 37 anos no Brasil, sendo os últimos 12 anos em Santa Rita do Passa Quatro. As informações são do "Jornal da Tarde".
Fonte Uol

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

Precisamos aprender a meditar

A superficialidade é a maldição do nosso tempo. A doutrina da satisfação instantânea é o principal problema espiritual. A necessidade desesperada de hoje não é a de um número maior de pessoas inteligentes nem de talentosas, mas de pessoas com profundidade

Richard Foster em Celebração da disciplina Editora Vida

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vicky Cristina Barcelona



Ha dias não ia ao cinema, sempre gostei de ver bons filmes, ontem fui com amigos
ver o novo filme do Woody Allen, Achei o filme ruim, O bom foi depois do filme
o papo com os amigos

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Docemente esquecê-lo

O projeto de esperar a outra vida me cansou, e resolvi abraçar esta. Gostar da simples existência, amar a vida e querê-la de todo jeito, mas do jeito em que se possa gozá-la melhor. [...] E comecei a achar um banho de chuva melhor do que a missa; a reunião inútil com meus amigos na praça, melhor do que a falsa utilidade da reunião de catequese; uma cerveja a sós, escutando Chico Buarque ou Mônica Salmaso ou João Sebastião Bach, me caíam bem mais em conta para um prazer do que a palestra que me havia sido incumbida proferir no ECC (sim, eu era o menino de ouro, o protegido prodígio da Diocese, porque aos 17 anos já ministrava cursos de teologia, e palestras doutrinárias em todo tipo de reunião). Entendi, desse modo, como era maior a tal da Teologia da Libertação, maior do que a paroquialização das CEB’s e do que a cooptação do discurso “libertador” por amplos setores das igrejas. Não era possível promover “justiça social”, lutar pela “democracia popular”, conquistar “direitos sociais”, enfim, não era possível mudar o mundo, se não se mudasse o criadouro de mundos que é a religião, ou melhor, a religiosidade. De nada adianta trocar os mandatários se nunca muda a relação que constitui por dentro o poder, e que baseia-se, obviamente, na “metafísica” subjacente a tudo.

Para ser como ele é preciso esquecê-lo.
[...] Ieshua era pra mim, de verdade, um Mestre nisso. Mas o problema é que não sabia a dosagem de seu esquecimento. Sabia que lembrar-se muito dele atrapalharia tudo, porque é preciso ser como ele e não para ele. E, para ser como ele, é preciso esquecê-lo, docemente esquecê-lo. Esquecê-lo é colocá-lo além da memória, é encarná-lo. Como as pernas e os braços que a gente tem e não se lembra, desde que não haja problemas com isso. Lembrá-lo traz sempre à tona aquelas ridículas desencarnações dele, as imagens de um modelo hollyoodiano loiro, sem força na fala, sem dramaticidade nos gestos, com uma falsa simplicidade, que denota mais os riquefifes de um nobre barroco do que o sorriso largo e companheiro de um artesão do interior.

O que, talvez, ele dissera, era verdade: ele estaria conosco, mas não da forma pessoalmente espiritual como quiseram as Instituições, mas da forma sublime que ele denominou de espírito santo - prefiro escrever com minúsculas, porque é menos hierárquico: isto é, fazendo-nos esquecer dele, para nos encontrarmos com a vida e com a sua realidade fantasiosa. Dando-nos, a qualquer um que o queira, o nosso espírito de volta, isto é, a carne com a saudade e a fantasia que ela traz.

Rondinelly Gomes Medeiros,
de seu posto no sertão paraibano, entre São Mamede e Patos,
em e-mail que mandou-me semana passada
Filado do Bacia das Almas

sábado, 15 de novembro de 2008

5 anos de guerra no Iraque - Reuters: Bearing Witness



Até quando ?

A Bíblia vista do espaço




O colectivo de artistas australiano The Glue Society revelou recentemente ao mundo o seu último projecto que desde já promete ser polémico. O trabalho é composto por um conjunto de imagens manipuladas digitalmente que procuram representar uma série de episódios bíblicos como se fossem observados de um satélite, tipicamente como no Google Earth. Acima podemos ver Moisés a atravessar o Mar Vermelho. É curioso como estas imagens vão ao encontro dos nossos estereótipos...

Veja mais em Obvious

A BÍBLIA É BABEL

A Bíblia não pode estar acima da vida. A maior autoridade na vida é a vivência mesma e não o texto sagrado da religião. O que contraria um pilar da tradição evangélica. Proponho inverter a afirmação tradicional. A vida é a maior autoridade sobre a Bíblia.

A hermenêutica evangélica da Bíblia hierarquiza o texto sagrado dividindo-o em patamares de estilo e valor: o texto normativo e o narrativo. Por ser uma escrita escorregadia, marcada pelas singularidades e obscuridades das experiências humanas, o texto narrativo precisa ser iluminado pelo texto normativo, aquele que discorre sobre Deus e doutrina a vida do crente. Sendo assim, grande parte dos evangelhos e do Livro dos Atos dos Apóstolos careceria ser interpretada com o auxílio preciso das Cartas Apostólicas. Também se sujeitariam a estes os poéticos e apocalípticos. Afinal de contas, o que fazer com o sorteio que define a vontade de Deus para a substituição no colégio apostólico, ou com a quantidade exorbitante de vinho providenciada pelo festeiro Nazareno transformando água em vinho? Os narrativos escandalizam, os normativos devolvem a ordem.

Esta compreensão hierarquizada da Bíblia já é uma “ginástica” conceitual para administrar a violência imposta à vida humana ao submetê-la a uma autoridade carente de dinamismo, à força fria do que está escrito. Os textos narrativos, maioria sugestiva da Bíblia, são repletos de ambigüidades, contradições, tensões, becos sem saída e imprecisões, porque são o retrato da vida de homens e mulheres que experimentaram Deus em épocas e culturas próprias. Da mesma forma que o discurso religioso quer sujeitar a vida ao texto bíblico, sua hermenêutica obriga-se a calar a polifonia irresistível dos textos narrativos com a mordaça dos chamados textos normativos.

Como se já não bastasse a hercúlea tarefa de arranjar a “Bíblia” de forma a maquiar suas imprecisões textuais e sua distância cultural em relação ao leitor, impõe-se ao crente arranjar sua vida de forma a encaixá-la na moldura das Escrituras, ou pelo menos dar esta impressão. Entenda o enquadramento da vida pelas Escrituras pelo que delas se compreende e se institui como fiel interpretação. Assunto com que já nos ocupamos em textos anteriores a este.

Acredito que precisamos ampliar o alcance da doutrina cristã da encarnação. O Deus que se fez gente deveria ser a mais importante chave de compreensão da Bíblia. Sendo assim, podemos entender o gesto de se esvaziar da condição acima da vida para assumir a condição humana de viver como a rendição de Deus à única realidade em que o que diz à humanidade pode fazer sentido, na vivência.

A Palavra de Deus se enche de sentido no Verbo Encarnado. O Verbo Vivo não mata a vida para se impor como doutrina. “O ladrão vem para roubar, matar e destruir”. Doutrina que não se vivencia assalta a vida. Mas a Palavra encarnada é a que vivencia radicalmente a existência humana e nela promove a vida intensamente. (Jo 10.10) O movimento divino de encarnação é um ato libertador. É negação de qualquer fala que se desconectou da vida para a sua afirmação redentora. Antes de dizer, desdizer.

Talvez por isso Jesus tenha usado com freqüência as locuções “Ouvistes o que foi dito aos antigos (…) eu, porém, vos digo que (…)” (Mt 5.22-44) Um Deus encarnado precisa dizer de novo. Reinterpretar o que sempre disse, pois fala de dentro da dinâmica existencial dos viventes. Fala com cheiro, com timbre, com cara, com batimentos cardíacos, com cultura e história, é a Raiz de Jessé, o Filho de Davi. Judeu nazareno oprimido pelos romanos. É provavelmente carpinteiro, certamente pobre. É filho de Maria, primo de João Batista. É “comilão e beberrão”. É rabi. É o filho do homem. É gente. Tem que desdizer e dizer de novo.

Acredito que foi por isso que Jesus suspendeu a prática do jejum em determinado momento, rito previsto e normatizado na Lei, negando qualquer sentido ao jejum na “presença do noivo” Como também colocou o Sábado a serviço da vida humana e a libertou de seu senhorio desastroso: o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. A vida é sagrada e não o mandamento do sábado. A Bíblia foi feita a partir da vida humana e não a vida humana a partir da Bíblia. A Bíblia sagra-se na vida.

Jesus re-significou a lei diante da mulher flagrada em adultério. A célebre pergunta “quem não tiver pecado atire a primeira pedra” seguida do perdão nada mais foi que a vida legislando sobre a Lei. Silenciou a opressão da palavra que acusa e condena e deu voz ao perdão e à esperança. Jesus é a vida se impondo sobre a letra. Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? Tão pouco eu te condeno. Vá e abandone a vida de pecado.”

A grande pressão sofrida por Jesus, sua maior tentação, foi a de inverter a relação. Violentar a vida impondo sobre ela as regras vindas do alto. Ao que respondeu com uma metáfora. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”. (Jo 12.24) Mesmo diante da morte previsível, Jesus se nega a jogar com outras regras que não as da vida. As únicas que poderiam produzir muito fruto. Regras acima da vida fariam a palavra de Jesus uma palavra solitária, sem sentido. A palavra encarnada na vida, inclusive na possibilidade previsível da morte, é solidária, é comunhão, são muitos frutos, tem muito sentido. O mundo é reconciliado com Deus apenas na palavra que frutifica no solo da existência humana.

É por isso que o pregador que vocifera promessas de milagre precisa deixar o púlpito e freqüentar os quartos de hospitais onde esperam pelo último suspiro centenas de enfermos. Gente que nunca experimentará a tal “fé” que produz milagres. Pela mesma razão lamento a dor, mas celebro a oportunidade de ter a companhia de pastores que experimentaram o fim do casamento. Eles sim têm o que dizer sobre a interpretação de textos bíblicos a respeito do divórcio e novo casamento. Festejo a globalização e o acesso em tempo real aos fatos do mundo, pois enquanto reclamamos de Deus um jeitinho para os nossos mínimos problemas somos também constrangidos pelos campos de refugiados em Darfur.

Não tenho dúvida de que essa necessidade de alçar o texto bíblico acima do mundo vivido é uma manobra de perpetuação de poder, ou seja, da religião instituída. Apenas a instituição teme a leveza da vida humana, sua imprevisibilidade a ameaça, seu descontrole a esvazia, sua circunstancialidade a relativiza. Por isso o texto precisa emoldurar a vida humana e confirmar a relevância da religião organizada. Não consigo parar de repetir que a Bíblia que se posiciona acima da vida é sempre a imposição de uma interpretação dela e nunca ela mesma.

A Bíblia em si mesma é a sabotagem divina à sistematização dos amantes do poder. A Bíblia é Babel. A confusão de línguas e histórias impedindo a divinização dos edifícios. Babel é a vida liberta por Deus das amarras hegemônicas dos poderosos. A Bíblia é Deus confundindo os esforços cartesianos de aprisionamento da verdade. A Bíblia é Deus libertando a vida das razões absolutizantes. A Bíblia é Deus babelizando os poderosos e espalhando a verdade por tantos viventes quantos haja. A Bíblia é tão narrativa quanto à vida. E tão desorganizada, imprevisível, imprecisa, surpreendente e contraditória quanto a vida de qualquer um de nós.

E é justamente porque a Bíblia se parece muito com a vida humana que tem muito e sempre o que dizer à humanidade. Sendo um livro essencialmente narrativo é Deus falando enquanto vivemos.

Gadamer fala da compreensão como um jogo. Um jogo dialógico e dinâmico. Como em um jogo, só se compreende bem algo, suas regras e funcionamento, a medida que é vivenciado. Aprendemos um jogo não quando lemos suas regras, mas quando o jogamos. Aí sua dinâmica é apreendida. Ninguém aprende a jogar a partir de uma manual de regras, mas a partir do jogo mesmo. Porque um jogo é muito mais que as regras de seu funcionamento. É intuição. Discernimento. Interpretação. Improviso. Imaginação. Só então as regras do jogo fazem algum sentido.

A Palavra de Deus também. Enquanto vivemos, a Bíblia pode ser compreendida na dinâmica do que experimentamos. O que diz só faz sentido a partir do que vivenciamos. O que acreditamos dizer a Bíblia como Palavra de Deus é apenas o que faz sentido na vida que experimentamos aqui e agora. O que cai no solo da existência humana e frutifica. O que promove e afirma a vida humana. “A letra mata, mas o Espírito vivifica”.

Para a vida humana, com tantas vozes e imprevisível, uma Bíblia tão falante e tão surpreendente.

Elienai Cabral Junior

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

NOJOOD: A MENINA DE DEZ ANOS QUE SE DIVORCIOU


O drama de Nojood começou quando o pai, um desempregado que antes recolhia lixo nas ruas, quebrou a promessa de não a retirar da escola para lhe arranjar um marido, como fez a outras irmãs. Ela frequentava a segunda classe e adorava estudar Matemática e o Corão. Ele foi buscá-la para a entregar a um homem de 30 anos, o carteiro Faiz Ali Thamer.

No dia do casamento, confiante num alegado compromisso de que a união não seria consumada antes de ela “ser adulta”, a menina ficou fascinada com o dote: três vestidos, um perfume, duas escovas do cabelo, dois hijab (véu islâmico) e um anel cujo preço equivalia a 20 dólares. Este foi logo vendido por Thamer, que comprou roupas para si. A partir dali, a vida da recém-casada só piorou.

“Eu corria de sala em sala para tentar fugir, mas ele acabava sempre por me apanhar”, revelou Nojood ao jornal Yemen Times. “Chorei tanto, mas ninguém me ouvia. Sempre que eu queria brincar no pátio, ele vinha, batia-me e obrigava-me a ir para o quarto com ele. E se seu pedia misericórdia ainda batia e abusava mais de mim. Eu só queria ter uma vida respeitável. Um dia fugi.”

E esse dia foi 2 de Abril deste ano, dois meses após o casamento. Sob o pretexto de ir visitar a sua irmã favorita, Haifa (que aos nove anos vende pastilhas na rua), seguiu o conselho da “tia” (a segunda mulher do pai) e foi procurar justiça. Esta mendiga que ocupa um quarto com os seus cinco filhos foi a única que a tentou ajudar.

Nojood apanhou primeiro um ônibuso e depois um táxi e foi até a um tribunal de Sanaa. Ela era tão pequenina, que quase passou despercebida aos magistrados, aos advogados e a outros funcionários. À hora de almoço, quando a multidão se dispersava, relatou o diário Los Angeles. Times, “um juiz curioso aproximou-se dela e perguntou-lhe o que fazia sentada num dos bancos”. A resposta foi: “Eu vim pedir o divórcio.” Mohammed al-Qadhi, o juiz, ficou comovido.

A fotografia acima mostra Nojood ao lado da advogada, em cerimônia na cidade de Nova York, quando foi agraciada com uma das “Dez Mulheres do Mundo de 2008.

fonte: Diario de um Juiz